10.28.2008

DiViDi arte +4 x 2

#1 No outro dia, quando me dirigia ao club de vídeo (que de vídeos já nada tem, só o agradável companheiro DVD) e descobri para meu espanto que o DVD de um filme que já tinha estreado nas salas em 2 de Março 2006 (que bom é usar o IMDB) e que na altura todo o mundo (um bocado abrasileirada esta expressão) falava que o DVD nunca mais saia, passou-se um ano, passou-se dois, e mais meio e agora, finalmente o Good Night, Good Luck, considerado um dos melhores filmes de 2005/2006 e nomeado para 6 oscars, incluindo melhor filme e realizador (nas rédeas do senhor Clooney) saiu para o mercado de DVD, enquanto que certos filmes que prefiro não referir têm estreia em sala e no mercado do disco quase em simultâneo.
Eu estive este verão para comprar a versão de importação que estava à venda na Fnac e que nem era muito cara, mas para além de o ser, não tinha legendas era quase desprestigiante.
LetherHeads foi o último filme de Clooney como realizador e um dos grandes flops do ano nos EUA, cá recebeu a edição directa para DVD e dentro em breve hei de vê-lo.

#2 também nesse dia, descobri que o filme Opium: Diaries of a mad woman de Janós Százs (filme que já tinha abordado aquando do Fantas, no qual ganhou melhor filme na semana dos realizadores, assim com melhor actriz), o filme, do qual li a crítica de Eurico de Barros parece ser um tanto ou quanto falso no tema de época, mas mostra-se com uma interessante divagação sobre a relação médico, paciente (mental) e quando o médico é mais doente que o próprio paciente.

#3 Editado também para DVD tivemos o Eros, filme de 2004 com a aquele formato de médias metragens associadas a um mesmo tema que juntam três realizadores diferentes (neste caso o tema é o erotismo e os realizadores forma Wong Kar Way, Michelangelo Antonioni (o último filme que fez antes da sua morte o ano passado no mesmo dia de Ingmar) e por fim Steven Soderbergh. Segundo Tendinha, só para ver o filme de Way vale a pena, mas também essa seria a única razão porque os outros dois são de pouco interesse.

#4 Outra das edições directas para DVD foi o He was a quiet man, filme que mistura (e possivelmente daí a sua 'ruína') o humor negro com o drama. Um filme que vai buscar muita da sua inspiração a The Office e que com um orçamento muito (muito) reduzido e um argumento assim-assim consegue dar alguns momentos de bom humor, apesar de no fim tudo ser pouco, fraco e pouco interessante (esta não é a minha opinião mas sim uma suma do que está escrito no Rotten Tomatoes, o qual dá ao filme uns 72%)

#5 Outra descoberta extraordinária foi chegar ao club de Vídeo e descobrir que um filme que à um mês tinha sido lançado para as salas (só para uma no Amoreiras) chamado Death of a President, falso documentário feita a partir da manipulação de imagens reais de telejornais e coisas parecidas com vista a fazer um documentário em que George W. Bush é assassinado. O filme foi proibido (não foi admitido) nos estados Unidos, mas por cá chega com dois anos de atraso (mas provavelmente a pressa era tanta que mandaram o DVD cá para fora, quando filme ainda está em sala), suponho e quero acreditar que este é um filme que para além de ter coragem suficiente para brincar com algo tão sério, criticando a política dos últimos 8 anos, é um filme que mostra a capacidade pervertida da manipulação nos canais televisivos. Vou ver e muito em breve, espero eu.

#6 Este já está a passear pelo nosso singelo mercado desde à alguns meses, foi um dos grandes vencedores dos Goya do ano passado (onde El Orfanato e La soledad - excelentes filmes- forma os maiores vencedores), o filme é Las 13 rosas e recebeu os prémios de melhor fotografia, melhor guarda roupa, melhor música original e melhor actor secundário, tendo sido nomeado para mais dez categorias. Um filme de época pós guerra civil, no inicio do regime franquista em que 13 mulheres foram acusadas de planear um atentado contra franco e acabaram por vir a ser fuziladas (história verídica, sendo a data da morte o 5 de Agosto de 1939).

#7 Contra tudo o que se podia prever, um filme escrito pela nova mente brilhante da comédia norte americana o grande Judd Apatow, não estreou em sala mas sim nos DVDs, o filme que conta com a participação de John C. Reilly (que tem nos papeis secundários o seu trabalho habitual) pela qual foi noemado para um globo de ouro, o filme também teva a nomeação para melhor música e se ainda não adivinharam, o filme é Walk Hard: The Dewey Cox Story, uma paródia (inteligente e elegante, segundo o senhor Tendinha) a Walk The Line de James Mangold com Joaquin Phoenix, que depois desse e filme em que interpretava o grande Cash (aquele que parecia que ia para um funeral e que se calhar ia mesmo) decidiu abandonar a sua carreira de actor e de agora em diante se querem ver o senhor Phoenix só em palco ou nos DVDs, porque ao cinema ele diz que nem de perto nem de longe. Desde Walk the line, pudemos vê-lo em We Own the Night, Reservation Road e o novo de James Gray Tow Lovers que estreou nos territórios Gauleses com boa recepção faz um mês e tal.

#8 Uma nova edição de Casino royal sai agora que o novo está quase a chegar, uma edição de coleccionador com montes de extras em 3 DVDs, porque sou calão e porque os extras são mais que muitos, aqui fica um belo de um copy/paste:

Bonus:
DVD One:
• Audio Commentary with Director Martin Campbell and Producer Michael G. Wilson
• Audio Commentary with Producer Barbara Broccoli, Production Designer Peter Lamont, Special Effects Supervisor Chris Corbould, Costume Designer Lindy Hemming, Cinematographer Phil Méheux, Screenwriters Paul Haggis, Robert Wade and Neal Purvis, Casting Director Debbie McWilliams, Editor Stuart Baird, Composer David Arnold, Executive Producers Anthony Waye and Callum McDougall, 2nd Unit Director Alexander Witt, Stunt Coordinator Gary Powell, Assistant Producer David G. Wilson and Eon Productions VP of Marketing Anne Bennett
DVD Two:
• “Becoming Bond” Featurette
• “James Bond: For Real” Featurette
• “Bond Girls Are Forever” Featurette
• Music Video
• Previews
DVD Three:
• Four Deleted Scenes
• “The Road to Casino Royale” Featurette
• “Ian Fleming’s Incredible Creation” Featurette
• “James Bond in the Bahamas” Featurette
• “Ian Fleming: The Secret Road to Paradise” Featurette
• “Death In Venice” Featurette
• “The Art of the Freerun” Featurette
• “Catching a Plane: From Storyboard to Screen” Featurette
• Storyboard Sequence: Freerun Chase
• Filmmaker Profiles

10.26.2008

Há filmes e filmes e depois há milagres...





Eu costumo dividir os filmes em: filmes para aquecer (aqueles em que o coração bate de forma estranha, que se transpira só pela força imagens, que nos tira a respiração e que normalmente faz os pés frios) , aqueles que paralisam (como foi o caso do Corações e do Alexandra este ano, em que mal o filme começa, as forças dos músculos desaparecem e o corpo fica morto e quase com medo de se mexer quando deparado com o que admira) e depois há aqueles que arrepiam (que uma pessoa não consegue estar parada na cadeira, mexe e remexe e grita e ri e vive no limite das sua possibilidades) e depois há aqueles que são tudo ou não são nada (não querendo dizer com isto que os que não são nada, não sejam bons, mas pelo menos não mexem tanto comigo).

Ali é um dos filmes que se pode dizer que arrepia e aquece (hó se aquece).

Um filme que parece ter o toque da perfeição divina numa parte inicial e a perfeição humana no resto da sua construção, um filme milagroso que ultrapassa o seu tema de revolta pelos direitos civis do negros e do boxe; um filme que extravasa o que se propõe a preencher, que vê o Homem como humano e a vida como parte integrante do que somos, e que para além de tudo isto tem o experimentalismo do senhor Michael Mann que só pela abertura do filme devia ser elevado ao estatuto de mestres modernos com Cronerberg, Spilberg, Lucas, Scorsese, Coppola entre tantos outros.

Absolutamente genial, absolutamente perfeito.

10.22.2008

Curto. Curtíssimo

  • Forest Whitaker está a angariar fundos para a criação de um filme sobre Luis Amstrong que ele representará, desde a infância até ao estrelato, não será nem realizado nem produzido pelo actor, mas é ele o maior impulsionador do projecto
  • Wes Anderson, segundo o IMDB está a fazer um filme de animação (apesar de ter havido à pouco tempo especulações sobre ele realizar um remake do ' O meu melhor amigo'), o filme chama-se The fantastic Mr Fox e terá Clooney a fazer a voz do senhor Fox e os habituais, Bill Murray e Jason Chwartzman.
  • Goodnight Irene ganhou o prémio máximo no festival de New Orleans e O meu querido mês de Agosto é o candidato português aos Oscars da Academia.
  • Tendo em conta a madureza e podridão dos tomates do Rotten Tomatoes, Changeling, Body of Lies, W., Miracle at St Anna, Pride and Glory, Blindness, Choke, Hounddog, Rochnrolla e What just Happened são podres, apesar de não ter visto nenhum sou incapaz de acrteditar no que este site me está a dizer
  • Nova imagem do Heath Ledger no filme do senhor Gilliam, The Imaginarium of doctor Parnassus.
  • Marc Forster, o realizador do quase-a-chegar Quantum of Solace, recusou aderir ao próximo filme da saga, por isso andam à procura de novo director. As primeiras críticas, apesar de boas estão a assemelhar-se ás do Indiana Jones o que quer dizer que o filme não será óptimo, mas será provavelmente bom entretenimento.
  • (esta já é antiga) David Lynch como produtor e Werner Herzog como realizador, e duas câmaras digitais portáteis (daquelas ranhosas) e um filme sobre um tipo que mata a mãe à paulada ou coisa parecida (baseado numa história verídica), conseguem imaginar? Eu consigo criar qualquer coisa no meu cérebro e o resultado é sinónimo de genial.
  • A primeira apresentação pública de Whatchman foi feita com alta segurança e os que viram tiveram que assinar um documento em que garantem não contar nada, isto quer dizer que dentro de uns dias teremos uma quantidade exorbitante de spoilers a circular pela internet.
  • A primeira imagem do filme de Eastwood, Gran Torino, finalmente saiu para a internet, o segundo filme do mestre deste ano, será estreado (no EUA) a 17 de Dezembro, entrando para a corrida dos oscars assim como o seu já estreado (nos EUA) Changeling, o filme conta a história de um veterano da guerra na Coreia, racista que tenta fazer uma limpeza étnica no sei bairro depois de lhe roubarem o seu Gran Torino (um carro), é possivelmente (segundo palavras do próprio) o seu último filme como actor.
  • David Cronenberg está cada vez mais comercial (melhor dizendo ele sempre conseguiu equilibrar a balança, mas a maioria das suas obras nunca foi de venda fácil), pois vai realizar o seu próximo filme com base na novela de Robert Ludlum (o autor do frenético Bourn) The Matarase Circle e terá como personagem principal o senhor Denzel Washington, o livro conta a história de dois agentes secretos que são perseguidos pela própria agência e vão fugindo pelo mundo fora (coisa muito inovadora)

10.21.2008

10.19.2008

As 'Primeiras vezes' dos mestres

Todos nós temos a nossas primeiras vezes, eu por exemplo tive no mês de Agosto o meu primeiro Billy Wilder e agora neste mês, a minha segunda vez, mas muitas outras coisas são feitas pela primeira vez e o resultado dessa vez pode decidir definitivamente o nosso percurso de vida. Felizmente que estas 'primeiras vezes' correram bem para tantos dos senhores que hoje eu e todo o mundo aclama.
Estes são 3 'primeiras' obras, curtas, filmadas em 8mm, 16mm e 32mm e que são tocantes na medida em que vistas passados tantos anos mostram-nos todas as características que virão a ser cristalizadas pelos seus autores, anos mais tarde.

O Grandíssimo Martin Scorsese (mostrado a sua perícia no controlo da montagem e na criação de um humor raro em muitas das obras subsequentes, mas que é sem dúvida característico)




O adorável Tarantino (mostrando as suas bases, no dialogo - hó, os diálogos dos filmes do Tarantino-, mas também o enfase nos actores, felismente a técnica melhorou com o tempo)



O gótico e delicioso Tim Burton (não com a primeira vez, mas sim com a quinta e sexta)

Vincent (uma maravilha em rima, um amor de curta)



Frankenweenie (possivelmente a melhor destas 4 curtas - da qual se falou uma adpatação a longa metragem feita pelo senhor Burton dentro de alguns tempos- um bombom em forma de filme, uma delícia para os aperciadores do mestre)

Parte1


Parte2


Parte3

10.18.2008

Porque... será que eu quero ver este filme (?)

A favor
Por ter gostado muito do livro
Por ter também um labrador que faz o que bem entende, mas que é uma amor de cão
Por gostar de comédias românticas
O realizador é David Frankel (The Devil wears Prada)- esta não sei bem se será a favor ou contra.

Contra
Não é bem o que eu tinha imaginado
Não gosto especialmente do Owen Wilson

Digam de vossa justiça.

10.17.2008

Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida, hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para o menino IMDB, ...


... uma salva de palmas


O internet movie data base só teve nome em 1994, mas foi em 1990 que o motor de busca e a base de dados foram criados (apesar de nessa altura ainda não existir nenhum servidor), o processo foi estranho, a base de dados foi conectada a um grupo de USENET's chamado rec.arts.movies e foi nessa altura que com apenas algumas dezenas de títulos pesquisáveis a coisa que se viria a chamar IMDB apareceu e cresceu; hoje em dia, quando já alcançou a maioridade, tem episódios televisivos, filmes, trailers, sinopses, classificações, previsões para os prémios da industria, noticias e toda uma vasta oferta para todos os fans, que são mais de 53 milhões, todos os meses.
O que seria de um amante de cinema sem o querido e adorado IMDB, sem ele, como saberia o director de fotografia do primeiro filme do Antonioni, ou a actriz que beija o Fonda na cena final do Young Mr Lincon, ou ....


Parabéns e obrigado por tudo.

10.14.2008

5 de cada vez - IV

Agora, e de agora em diante, uma ou duas vezes por semana, vou fazer a antevisão de 5 dos 35 filmes que estão para ser votados na pergunta à esquerda sobre o filme que mais entusiasticamente esperam, esta é a quarta fornada.

Desta vez vou-me lançar nos filmes mais indies do sistema de produção americano.

Synecdoche, New York

Antes de dizer o que quer que seja, vejam este video que o senhor do cineblog me deu a conhecer e que por si só vale a pena ver, antes de qualquer divagação, apresentação ou antevisão do filme em causa.
Depois disto o que há para dizer é que Synecdoche é segundo os críticos a coisa americana mais próxima do 8 1/2 de Fellini, apesar do senhor Charlie Kaufman dizer que nunca foi grande cinéfilo e nunca viu o filme.
Para quem é mais atento, sabe que o senhor Kaufman fez alguns dos mais extraordinários argumentos de filmes dos últimos anos (The eternal sunshine of the spotless mind (Gondry)- que quando este post tiver saído eu já deverei ter visto-, Adaptation (Jonze), Confessions of a dangerous mind (Clooney que vou ver dentro em breve), Being John Malkovich (também do Jonze) e Human Nature (também de Gondry). Ganhou o oscar de melhor argumento com o The eternal ... e foi nomeado pelo Being ... e pelo Adaptation.
Esta é a sua incursão na realização e segundo um dos senhores do slash film que falou com o senhor Charlie durante duas horas e meia que podem ouvir aqui (para quem tiver paciência, eu só ouvi o primeiro quinto), o filme tem que ser visto varias vezes para que se consiga absorver a totalidade de uma obra complexa e muito fechada, mas que é de facto um ponto alto em qualquer cinematografia.
Já me esquecia, o senhor Philip Hoffman entra, por isso já temos razão para não perder. A história trata de um encenador de teatro que tenta equilibrar não só o trabalho como as sucessivas mulheres enquanto tenta (re)criar New York em tamanho natural num barracão como palco para a sua nova peça.
Para já tem 83% no tomatometro, mas só tem 6 críticas.


The Road


A hiperligação do título não leva a nada de especial, mas brevemente o site em causa vai ser actualizado e será aí que teremos direito a trailer, coisa que ainda não há, mas temos aqui uma entrevista com o autor Comarc McCarthy (no country for old men) quando o livro saiu e que eu penso que vale a pena ver e ainda uma entrevista com o location manager em Beaver County onde o filme foi filmada (pleonasmo à parte), uma das coisas que se diz em relação ao filme é que o realizador simplesmente recusou toda a animação digital e CGI e coisas dessas e decidiu transformar uma floresta de uma parque natural num mundo pós apocalíptico e só por isso devia receber um prémio. Para além disso acredito que este possa vir a ser a grande descoberta deste ano dos Oscars (um pouco à imagem de Os filhos do homem).
Com Viggo Mortensen, Charlize Theron, Guy Pearce e Robert Duvall é possivelmente o filme com melhor elenco do ano e se todos se portarem bem, com uma história que deu a Comarc o Pulitzer e se o realizador não fizer asneira temos filme para falar durante muito tempo.
Um pouco à imagem de Ensaio sobre a cegueira o filme não tem nomes, as personagens são conhecidas pelo que são: o pai, o filho, a mulher, o veterano, o homem velho (respectivamente os actores em cima mais o filho que é o estreante Kodi Smith-McPhee), as personagens tentam sobreviver a um desastre natural nuclear numa sociedade em decadência (com canibais e tudo!) e trata-se da luta de sobrevivência de um pai e da sua relação com o filho e a busca pelo oceano (ou piscina) onde supõe que a humanidade se tenha concentrado.


Red

Provavelmente o filme que menos se falou, fala e falará dos que se encontram nas lista dos 35+, então porque razão no mundo eu iria colocar um filme que não será nada de especial (não querendo dizer que os filmes de que se fala pouco são piores que os outros em que isso não acontece, muito pelo contrário) ? E eu respondo com uma palavra única que tantas vezes uso: Trailer.
Sim. Um trailer foi capaz de rejeitar filmes como o recente do senhor Gray (Tow Lovers) e colocar um filme que, coitadinho! (não só o trailer, mas também a passagem pelo sundance).
No mês de Agosto coloquei aqui o trailer e lembro-me que na altura, quando o vi pela primeira vez arrepie-me dos pés à cabeça e da cabeça aos pés e vice versa (é divertido escrever estas coisas)
Temos Brian Cox (Zodiac, Match point, Troy, Adaptation, 25th Hour, vários episódios de Deadwood, The ring, Bourn indentity, Braveheart e Red eye mas em todos como uma actor (muito) secundário), mas que aqui faz o papel principal de um senhor já de certa idade que vive repousadamente com o seu cão na sua velha casa no meio do campo e sem razão nenhuma um conjunto de adolescentes decidem pura e simplesmente matar-lhe o cão e a vingança do 'velhadas'.
O argumentista é o mesmo de The Grudge e The Grude2 (Stephen Susco) e os realizadores são uns novatos (um deles fez um episódio do masters of terror).
Mesmo com tudo isto que parece não apoiar, esta é uma das minhas grandes esperanças e acreditar que um filme menor possa vir a ter sucesso (mesmo que comedido) é sempre satisfatório para o ego (nosso e dos senhores que se empenharam e fizeram a obra)
Tem 62% no tomatómetro, no entanto só tem 21 críticas, não sendo por isso o resultado muito fidedigno.


Frozen River

Este foi o filme que recebeu em Sundance o grande prémio do júri e que quando estreou, deu o mote para se começar a falar de nomeação para o oscar da muitas vezes renegadas para papeis secundários, Melissa Leo e que nos últimos anos tem feito cerca de 5 a seis filmes ao ano.
O filme foi muito elogiado pelo senhor Tarantino e trata de uma senhora (mãe) que para poder manter os filhos a viver (e a si mesma) decide passar ilegalmente imigrantes na altura do natal do Quebec para o Estado de New York através de um rio que está congelado nessa altura do ano (Frozen River), o filme toma a forma de Thriller sufocante e conciso.
86% no tomatometro com 77 críticas no total.
O realizador e argumentista faz a sua estreia nas artes do cinema.


Grace is Gone

Este é o único dos 35+ que não é de 2008, mas sim de 2007, um filme estreado no final do ano passado e que já tivera data de estreia aqui em Portugal mas que pelos milagres da distribuição portuguesa desapareceu até agora e provavelmente para sempre (era para estrear em Fevereiro deste ano), está em DVD nos EUA e aconselho (apesar de não ter visto) a verem de que maneira seja (incluindo a pirataria), porque quando a industria não nos respeita, como podemos respeitá-la?
O filme com John Cusack faz aqui um dos seus grandes papeis, com a inversão (irónica e subterfúgica) de colocar a mulher na guerra e o homem em casa, e a partir de uma ideia tão perfeita, pela simplicidade, criamos uma drama familiar de auto-descoberta, carinhoso e muito refrescante.
Um filme que correu tudo o que foi festival e ganhou prémios atrás de prémios: nomeação para o Grande Prémio do Júri, vencedor Melhor argumento e prémio do público no festival de Sundance; Vencedor de melhor musica original no Satallite para o senhor Clint Eastwood - sim, ele compôs a banda sonora do filme- e nomeado para melhor música e melhor banda sonora nos Golden Globes.
Realizado e profuzido na vaga dos filmes do Iraque onde se podem incluir Redacted, In Valley of Elah e Lions for Lambs, o consenso do rottentomatoes é:


A refreshing departure from the current crop of Iraq war dramas, Grace is Gone is a heartfelt, finely acted portrayal of grief and healing


Josh Brolin The Master of Disguise (no ano de 2008)

Brolin em Milk, o novo, do maravilhoso Gus Van Sant; e um penteado pior que o de Bardem

In The Valley of Elah, o filme do argumentista e realizador Paul Haggis.

Brolin no académico mas sufocante No Country For Old Men dos adoraveis irmãos Coen

Irreconhecivel em W. de Oliver Stone e já na corrida para os Oscars

10.13.2008

Previsões para os Oscars



José Paulo Alcobia é o crítico que fala na antena 3 num programa chamado Sala3, normalmente tem opiniões que eu partilho, com raras excepções isso não acontece. O video em cima não é mais do que dois programas juntos num, com as previsões para os oscars de melhor filme, realizador, actor e actriz incluindo os secundários, o meu trabalho foi somente conciliar o som com fotografias dos actores, actrizes e realizadores.
Eu concordo com todas a previsões, daria mais importância a The Changeling, Doubt, The road, Happy-go-lucky, Miracle at St. Anna (apesar da má recepção), Burn after reading e Body of lies.

10.08.2008

Mais do que grandes expectativas - VI



O video em cima é do site da MTV e para que possam ver os 5 pedaços de 1-3 minutos cada, só têm que aguentar com os anúncios (de 30s cada).

O mais interessante, e que veio confirmar uma informação que eu tinha lido algures, é que Eastwood está já a acabar o seu novo projecto (não o Changeling, mas sim um tal de Gran Torino - onde ele volta aos papeis de actor/realizador) e segundo as más linguas, diz-se que ele decidiu apreçar este, para poder estrear ainda este ano, porque apercebeu-se que este novo projecto tinha ainda mais hipóteses para os oscars e assim, com duas fitas a concurso as probabilidades aumentam.
Fala-se também de Human Factor que estreará para 2009

Tal vitalidade com tanta idade só mesmo o senhor Oliveira, que consegue 2 em 1

O poster leva ao trailer

Semelhanças (?) - IX





É curioso e até divertido fazer comparações entre os trailers originais (do país de origem do filme) e os trailers para o público americano. Nem sempre acontece o que se passa neste caso (por vezes recorrem ás legendas), no entanto em filme que têm uma possibilidade de mercado mais alargado (filmes de género, nomeadamente o terror) os publicitários tentam que o filme seja o mais americano possível, de modo a tentar vender gato por lebre.

É sabido que o público americano não aprecia muito os filmes estrangeiros (e casos como o Labirinto del fauno são raros) desse modo tudo o que tenha legendas é quase banido do circuito corrente (daí os constantes remakes de filmes estrangeiros bem sucedidos, caso de The Ring, The Grudge, Let's Dance, Quarentine e tantos outros).

Tudo isto para acabar por dizer que uma americano simples e pouco dado á cultura cinematográfica poderá ir ver um filme de terror e apanhar com um filme (de terror e aparentemente de boa qualidade) todo falado em espanhol (algo que mal não lhe há de fazer); criar um trailer americano em que não há uma única fala para não comprometer o filmes é como mostrar as cenas na praia do cidades de Deus para que pareça um filme para levar a avó o filho de 8 anos e o periquito.

Haja Paciência

10.07.2008

As imagens 1º

Primeira imagem de the reader do senhor Stephen Daldry com a senhora Kate Winslet que fez anos ontem.


Primeira imagem conhecida do set onde o senhor Tarantino vai filmar Ingloruous Basterds (é mesmo com e).


O senhor Viggo Mortenson está de novo a mostrar o que vale no filme the road.


O novo filme de tim burton já tinha actriz principal, uma tal de Mia Wasikowska, que protagonizará a adaptação do mestre de A Alice no pais das maravilhas.


Where in the world is Osama Bin Laden? é o novo filme do senhor que fez o Super size me (Morgan Spurlock) e o título correponde directamente com o tema do filme.


O senhor Johnny Depp não para e agora enquanto não se lança para mais uma piratada faz uma coisa mais séria com o extraordinário Michael Mann. Também temos para animar a afesta Christian Bale e Marion Cotilard.

10.06.2008

To(ro)nto Fi(l)m (F)estival 2008

O festival de cinema de Toronto acabou e deixou uma meia dúzia de filmes que devemos tomar atenção nos próximos tempos.

Um dos casos não seria grande descoberta, para quem estivesse atento ao festival de Cannes, o filme que ganhou lá em Toronto o prémio DIESEL discovery award foi o mesmo que em Cannes ganhou a Camera d'or (prémio equivalente à palma só que para novos talentos e primeiras obras), o filme em causa é Hunger de Steve McQueen (não o actor que já morreu, mas sim o artista plástico britânico que fez a sua primeira obra na área do cinema) que trata da greve de fome de um dos presos políticos do IRA (Bobby Sands) aquando da governação de Margaret Thatcher.
Segundo a crítica (do site do festival, João Lopes sobre o cinema e a politica em cannes, João lopes sobre Hunger e Quatro Noites com Ana com comentário áudio) o filme não foge á violência visual mesmo quando esta é indegesta e mostra com um rigor realista e acutilante as últimas seis semanas de Bobby Sands.


Também made in U.K. vem o novo filme de Danny Boyle (todos se devem lembrar de Transpoting, mas que também fez The Beach, 28 Days later, Millions, Shallow Grave e Sunshine)
que depois de filme de zombies, filme sobre à margem da sociedade - toxicodependentes-, ficção científica, drama psicológico, comédia juvenil, trás agora um romance cómico dramático indiano (Slumdog Millionaire), sobre uma menino de rua indiano, muito pobre que decide participar na versão indiana do 'Quem quer ser milionário?' só que apesar de ter o país todo a assistir ao seu enriquecimento, a policia desconfia que um rapaz pobre e sem abrigo seja detentor de uma cultura tão alargada.
O filme venceu o prémio do público o que costuma ser uma aviso para os oscars.


Outro dos vencedores foi um filme indie americano Lymelife, que recebeu o prémio da crítica internacional para o filme descoberta (Fipersci), o realizador foi um dos argumentista que criou o filme de 99, vencedor do prémio do filme descoberta (Goat on Fire and Smiling Fish,), e o dito senhor chama-se Derick Martini.
O filme com Alec Baldwin trata da vida de um adolescente nos 70' e de tudo a que isso se pode associar, divorcio dos pais, dinamica familiar, primeiro amor. O filme é uma comédia dramática (Dramedy) com alguns toques de violência e tragédia que eu coloco já no conjunto de nomeados dos oscars (fazendo o papel de filme indie que os últimos anos nos têm vindo a habituar - Sideawys, Litle miss Sunshine, Juno, Capote, The Savages, Venus, Away from her, entre tantos outros). No entanto a crítica do /film não ajuda muito à festa.


Disgrace é a adaptação cinematográfica da obra de Coetzee que aponta o dedo a um clima de pos-apartheid ainda presente na Arica do sul dos dias de hoje.
Um professor que tinha iniciado uma relação com uma aluna na cidade do Cabo para evitar problemas muda-se de uma cidade para outra para ir viver com a filha, só que nesse processo vê-se envolvido num clima de pura xenofobia em que é atacado (e a filha também).
John Malkovich protagoniza o professor e o realizador é Steve Jacobs que faz com este filme o seu segundo depois de La spagnola, mas há muito que o senhor é actor nomeadamente de televisão.

Para além dos premiados houve uma série de filmes que como é habito se apresentam no festival com vista a darem o salto quer para o circuito comercial americano (no caso dos indies) ou a darem o salto para os oscars (caso dos filmes de prestígio - segundo uma ideia que o senhor Markl promoveu faz muito tempo e da qual eu sou seguidor, sempre que esta palavra é pronunciada ou ouvida devo rir-me com uma criança da primária).
Em frases curtas mas sumarentas apresento os indies, os filmes de prest... e os filmes que poderão ser a versão de natal dos blockbusters de verão: (isto com ajuda do artigo publicado na revista do DN escrito pelo crítico Pedro Tendinha, uma vez que para alem de nunca ter ido ao Canada não vi nenhum dos filmes falados, apesar de conhecer alguns das leituras diarias dos sites e blogs de cinema americanos)
  • Me and Orson Welles, filme do realizador de antes de anoitecer que mostra a versatilidade de um ascendente realizador na vertente mais comercial (Richar Linklater). O filme decorre em 1937 com um jovem adolescente que vai participar na peça teatral Julius Cesar encenada por um jovem Orson Welles. Para quem gosta de teatro e principalmente para quem conhece bem e gosta de Welles.
  • Genova do realizador Michael Winterbottom (Mighty Heart, Road to Guantanamo) que é conhecido pela realização muito realista de câmara ao ombro, faz neste filme um melodrama com laivos de cinema de terror contando a história de uma família normal com pai, mãe e duas filhas, da qual, depois de um acidente a mãe morre, para tentar endireitar as estrutura familiar o pai e as filhas mudam-se para Genova que lhes mudará a vida (spoiler: a filha mais nova começa a ver fantasmas da mãe e a mais velha inicia a sua vida sexual). Willa Holand está soberba ao que parece.
  • Rocknrolla: para quem não se lembra de Snatch vale a pena rever ou ver pela primeira vez, porque apesar de Guy Ritchie ser o marido de Madonna, é um realizador que criou um estilo próprio caracterizado por um humor fora do vulgar, gangsters britânicos com sotaque até ao ossos e uma forma de filmar e montar mais próxima do videoclip que do cinema, mas que faz obras de puro divertimento. Rocknrolla é o demonstrar por A + B que o seu estilo foi apurado até ao ponto da cristalização. Toby Kebbell está a fazer a sua estreia e segundo Tendinha tem um 'charme' de rock-star que faz valer um filme. Também com o senhor que eu muito aprecio Tom Wilkinson.
  • The Other man é o novo filme do senhor que o ano passado nos trouxe o Notes on a scandal (Richard Eyre, que também é encenador) e com este, volta ao seio do amor como forma de maldade. Trata-se de um trianguo amoroso, do marido enganado e da mulher que ama dos dois, só que o melhor é que essa mulher não é uma qualquer, mas sim Laura Linney que ao que parece está irreprensivel.
  • Jean-François Richet cria um biopic sobre o maior inimigo público francês dos 60' e 70', Jacques Mesrine, numa forma de Thriller que ataca directamente o sistema nervosos do espectador. Intitulado L'instict de Mort ou Public Enemy Number One, com um Vicent Cassel de 5 estrelas.
  • Martyrs o filme escândalo do ano em França que foi proibido no circuito comercial pela sua violência extrema, conta a historia de duas amigas que sofreram abusos enquanto crianças e que agora procuram vingança, mas que entram num universo de violência que é um inferno vivo. Sem nunca cair numa violência gratuita, o filme fala de uma seita que tortura mulheres durante toda a sua vida. Filme de Pascal Laugier.
  • Os filmes mais comerciais (os ditos que querem dar o salto para os oscars) foram: Religulous que apesar de ser divertido chega a cansar no tom do mau gosto; Miracle at st Anna, o novo do senhor Lee que não desagrada aos fans, mas que não é a obra prima que se podia esperar, principalmente por causa de um Derek Luke um pouco molengão; The Duchess com a senhor Kiera a mostrar a sua magreza, beleza e qualidade com actriz num filme que segue a melhor tradição de filmes de costumes britânicos que dividiu os críticos; Pride and Glory mesmo tendo uma primeira parte excelente o filme perde-se e nunca chega a alcançar o primor que entendia e dava a entender; The Brothers Bloom, uma tentativa de copiar o senhor Wes Anderson, que não fica nunca mal, mas que não passa de um bom divertimento de domingo à tarde (mas com Adrien Brody, Rachel Weisz e realizado por Rian Johnson o senhor de Brick).

10.05.2008

15 Corriqueiros

não sei se isto é por convite, mas em forma de agradecimento ao senhor Loot (por me ter incluído na sua lista dos 15 corriqueiros - Prémio dardos) decidi retribuir, fazendo a minha própria lista, estes são 15 que eu visito com regularidade assídua, mas sem qualquer ordem específica:

Alternative prison
Stranger Than Paradise
Deuxieme/yadayadayada (ex aquo, por um estar em morte lenta e o outro em rejuvenescimento acelerado)
Ante-cinema
Grandes Planos
Cinerama
Cineblog
O Touro Enraivecido (que se tem enraivecido de mais nos últimos tempos- digo eu!)
Elite Criativa
Brain Mixer (um pouco parado, mas sempre com a ironia costumeira)
Cinema Notebook
Duelo ao Sol
Final Cut Cinema
Claquete
Amarcord (um pouco parado)

Menções Honrosas para os falecidos: Cataclismo Cerebral e Pasmos Filtrados

P.S.:espero não me ter enganado nas hiperligações!

10.02.2008

Próximo Mês (neste caso é este, não o próximo)


  • Esta semana estreia o The promisse, filme de 2005 que já andava para estrear em portugal há mais de um ano e meio, do realizador de Farewell my Concunbine (a crítica do público- Jorge Mourinha- deu-lhe uma bola vermelha).
  • Burn after reading está nos 35+ e claro que quero e certamente irei ver.
  • O Yella venceu em Berlin há dois anos melhor actriz e o urso de prata e é certamente uma das grandes expectativas do mês, no entanto, vai ser dificil ver.
  • Mal nascida já aqui falei e apresentei o trailer, do senhor Canijo um filme de assassinios e casos extraconjugais na zona interior de portugal, espero coisas boas deste.
  • Savage Grace também esta nos 35+ e é daqueles que a crítica americana não gostou, no enanto acho e espero que seja bom (não peço mais, bom chega).
  • Les Femmes de l'ombre e Paris estão ou foram apresentados nesta festa do cinema francês, tenho mais interesse no Paris, mas a ver vamos.
  • Entre os Dedos, outro filme português dos senhores que fizeram Coisa Ruim.
  • W. novo filme de Oliver Stone com um Josh Brolin irreconhecivel (coisa que academia gosta bastante- a transformação física do actor) e que deve dar para nos abrir um pouco os olhos em relação ao presidente Bush.
  • Entre les murs, o filme que mais anciosamnete espero o vencedor da palma de ouro e que a critica portuguesa recebeu com 5 estrelas atrás de 5 estrelas (também na festa do cinema francês)

May you have food and raiment, a soft pillow for your head; may you be 40 years in heaven, before the devil knows you're dead




Falar de Before the devil knows you're dead é como falar de uma obra dos tempos clássicos do cinema liberal americano (na mesma altura em que falamos de Serpico e Day Dog Afternoon), mas foram precisos mais de 30 anos para que uma obra prima voltasse a ser realizada pelo mestre Lumet, que tem 84 anos. Estranhamente um filme tão grande na sua força e pujança, não tem direito a uma distribuição em Portugal que se possa considerar correcta, nem para o espectador, nem para os actores e artistas que entraram num filme tão extraordinário, no entanto um filme deste calibre é encarado como indie e tirado a ferros no que respeita o financiamneto.

Mesmo sendo filmado em digital (é divertido saber que senhores com Lumet, Lynch, Oliveira e outros mestres lidam com as modernas tecnologias melhor que por exemplo Steven Spielberg, que ainda recusa o digital) o filme não ganha qualquer sidroma da modernidade, não! O filme é de uma profunda onda clássica, melodramática e mesmo trágica próxima dos clássicos gregos.

Um filme que apesar de ter algumas ligação temáticas com Cassandra's Dream de Allen, consegue deixar o génio de Woody num canto quando comparado com a força magnifica deste filme.

A ganância e o poder destruidor do dinheiro (ou melhor, poder destruidor da necessidade de dinheiro) leva dois irmão numa espiral destruidora e mortal ao mais nojento e putrefacto que existe na alma humana.

Uma obra prima como este ano parecia não ter, unicamente ultrapassado pela candura e doçura de um filme de gente congelada (quase morta) como Couers ou da perfeição clássica do filme de culto instantâneo que é There will be blood.

10/10 - Perfeito (não dou mais porque não posso, porque um 11/10 não ficava nada desadequado)

10.01.2008

Posters do ano - XII

Margot at the Wedding


Blindness


Revolutionary Road


A simplicidade faz maravilhas, o minimalismo a perfeição.

Posters do ano - XIII




Synecdoche, New York