7.28.2009
7.27.2009
Já repararam que se prevê para este ano a estreia de pelo menos 6 curtas nacionais em sala?

Depois de 3x3 (Nuno Rocha, prémio da Zon, acompanhava o Slumdog Millionaire), de A Felicidade (Jorge Silva Melo, correntemente em exibição com o novo filme de Agnés Varda) e de Rencontre Unique (Manoel de Oliveira, integrado no filme dedicado aos 60 anos de Cannes), espera-se a nova curta de Pedro Costa (Ne Change Rien); a obra vencedora da palma, pelas mão de Salaviza - Arena- e claro o vencedor nacional das curtas de Vila do Conde: Canção de Amor e Saude de João Nicolau; sendo que os três últimos tiveram todos presentes na última edição do festival de Cannes, quer na Quinzena dos Realizadores, quer na secção competitiva.
Apesar de não haver muitas certezas, certo é que a película vencedora de Plama de Ouro e do prémio do indie terá estreia garantida (mas segundo o jpn isso não está assim tão certo, segundo ao dn as coisas são menos dramáticas). O filme de Costa, segundo o que li, acompanhará o nova longa de João Pedro Rodrigues (Morrer como um Homem), quando esta se estrear em 5 de Novembro (segundo a distribuidora Midas), sendo que já tem estreia assegurada para os EUA, França, Espanha, Japão, Áustria, Suíça e Argentina. Quanto ao filme de João Nicolau, segundo o que percebi, terá uma exibição diferente do que é normal, ou seja, terá sessões próprias a custo reduzido uma vez por dia, como se fosse uma longa; a ver vamos de resulta!
Podem consultar a Lista de filmes portugues apoiados pelo ICA em 2009, onde se encontram todas as longas (algumas ainda por estrear) e dezenas de curtas portuguesas.
A par da produção nacional, este ano terá ainda, para além dos filmes de conjunto Chacun son Cinema (do qual já aqui falei) e New York, I love You (versão americana de Paris, je t'aime), a habitual curta da Pixar (Partly Cloudy) e uma outra curta animada (A Maior flor do Mundo, curta espanhola narrada por José Saramago, que acompanha a longa De Profundis a estrear esta semana).
Que eu me lembre no ano passado não estreou uma única curta portuguesa nas salas e quanto às estrangeiras só me lembro de Presto (com WALL.E) e Hotel Chevalier (com Darjeeling Limited), em oposição, este ano, se contarmos com os filmes de conjunto, passarão pelas nossas salas perto de 48 curtas.
Então, que podemos concluir desta enchente informativa? Creio que a resposta seja uma das quatro opções seguintes.
- Tudo se trata de um fabuloso alinhamento estelar do Universo que permitiu que todas as circunstâncias se reunissem de modo ao que 2009 seja um dos anos mais favoráveis à produção de curtas portuguesas
- Produzem-se mais curtas e melhores em novas produtoras, mais jovens e ousadas, permitindo um progressivo melhoramento do panorama nacional deste tipo cinematográfico
- Existem mais e melhores distribuidoras, com ideias frescas e com a audácia de conceder o mesmo estatuto de um filme (dito normal) a uma curta metragem.
- Todas as anteriores
7.26.2009
Boa Sorte
O homo-erotismo sempre foi uma constante na obra de Nicholas Ray, assim como de muitos realizadores do período clássico americano (Imitation of Life tem uma cena em que as duas protagonistas conversam placidamente na mesa da cozinha, mas todo o ambiente e a própria forma de dirigir de Sirk seguem todos os parâmetros de uma magistral cena de paixão). Sempre de forma muito dissimulada, está claro, sempre se deram a entender coisas ao espectador, mesmo que se o fizesse da forma mais pura, sem qualquer sombra de perversão.
The Lusty Men com Robert Mitchum e Arthur Kennedy é um caso mais do que óbvio: por uma lado porque Ray, desde o princípio criou um personagem másculo e sábio (Jeff/Mitchum) e por outro lado um homem já adulto, mas profundamente infantil, que vê no primeiro tudo aquilo que ele idolatra (Wes/Kennedy). Claro é como água, que desta relação de amor, pouco poderá fruir, ainda para mais quando se cria o triângulo amoroso entre a mulher do segundo e o nosso vaqueiro, Jeff. A subversão é máxima (às vezes até me dá vontade de ser nostálgico em relação à censura, mas é coisa que passa depressa), pois chega a ter ciúmes da própria mulher, por esta (sempre fiel ao seu marido) ser cobiçada por Jeff - objecto do seu desejo proibido (?) - ciúme que vira em ódio ao cobiçador pelo desprezo deste, numa genial sequência (como escreveu Bénard da Costa: ”uma sucessão de planos de estarrecer”), a da festa, que termina em beijos (entre Jeff e a Louise) e posteriores socos (entre Jeff e Wes).
Tudo isto para que a trama venha a culminar poucos minutos antes do final com uma troca de olhares, que deveria fazer parte dos livros de história, em que antes de Jeff fazer o seu regresso ao rodeo, Wes olha-o com verdadeiro Amor e lhe deseja boa sorte, soltando o mais terno dos sorrisos. Uma cena de estarrecer.
The Lusty Men com Robert Mitchum e Arthur Kennedy é um caso mais do que óbvio: por uma lado porque Ray, desde o princípio criou um personagem másculo e sábio (Jeff/Mitchum) e por outro lado um homem já adulto, mas profundamente infantil, que vê no primeiro tudo aquilo que ele idolatra (Wes/Kennedy). Claro é como água, que desta relação de amor, pouco poderá fruir, ainda para mais quando se cria o triângulo amoroso entre a mulher do segundo e o nosso vaqueiro, Jeff. A subversão é máxima (às vezes até me dá vontade de ser nostálgico em relação à censura, mas é coisa que passa depressa), pois chega a ter ciúmes da própria mulher, por esta (sempre fiel ao seu marido) ser cobiçada por Jeff - objecto do seu desejo proibido (?) - ciúme que vira em ódio ao cobiçador pelo desprezo deste, numa genial sequência (como escreveu Bénard da Costa: ”uma sucessão de planos de estarrecer”), a da festa, que termina em beijos (entre Jeff e a Louise) e posteriores socos (entre Jeff e Wes).
Tudo isto para que a trama venha a culminar poucos minutos antes do final com uma troca de olhares, que deveria fazer parte dos livros de história, em que antes de Jeff fazer o seu regresso ao rodeo, Wes olha-o com verdadeiro Amor e lhe deseja boa sorte, soltando o mais terno dos sorrisos. Uma cena de estarrecer.
7.25.2009
O Teatro do Quotidiano

Eram os anos 70, ciclo da cinemateca, vem passando filmes desde Chinatown até A Morte em Veneza, passando por Tout va Bien e também por Daguerreotypes, este último, filme da senhora da Nouvel Vague, Agnés Varda. Por golpe de sorte ou simplesmente (e mais provável) mestria na programação, a exibição do filme foi feita exactamente na véspera da estreia do novo filme de Varda nas salas (Las Plages de Agnés, do qual já aqui apresentei o belíssimo cartaz). Como se pode ler esta semana no Ípsilon, esta imperadora do cinema d’autor tem para além da sua faceta (inicial) como criadora de experimentações ficcionais, uma longa e idolatrável carreira na área documental do cinema, da qual, Daguerreatypes se destaca (não esquecendo que a realizadora recebeu um novo empurrão, faz 9 anos, aquando de Os Respingadores e a Respingadora, que lhe restituiu o estatuto de figura maior na cinematografia mundial).
Esta obra ‘documental’ sobre os comerciantes que trabalham na rua onde Agnés vivia (rua Daguerre) é isso mesmo, um ‘documentário’ com aspas. Filme verdadeiramente pessoal (como grande parte da obra desta senhora) que se delicia (e a nós também) admirando as pessoas por si e pelas suas formas de lidar com a câmara. Cria-se uma estranha forma de realidade ficcional, de um certo pousar; ou mesmo a posição inibitória do filmado para com quem filma e daí surge o dito teatro do quotidiano. Representa-se a naturalidade! do mesmo modo que se representam na vida as relações interpessoais.
Cheio de um genuíno gosto pelo desconhecido, a curiosidade de Agnés por cada um dos seus vizinhos cria uma terna criação social, até certo ponto com laivos de sociedade (trabalhadora) perfeita, em que tudo funciona na perfeição, mas onda cada um mantém a sua identidade única e irrepetível, sem nunca sequer se pensar em estereotipar quem quer que seja pela sua origem, educação ou anseios para o futuro.
Mas mais do que tudo, o filme (e quem o fez, suponho) acredita na dedicação para com a rotina, o hábito, o quotidiano; chega mesmo a injecta-lo de uma certa dose de magia e ilusionismo, montando a transformação de água em vinho por um mágico, a par da transformação do massa em pão pelo padeiro; ou o número em que a assistente do mágico fica sem cabeça, a par dos conselhos do instrutor de condução, que avisa os educandos para não perderem a cabeça no exame. Há um olhar quase infantil por detrás daquela câmara, que encara cada objecto, cada acção ou pessoa como se fosse a primeira vez e última, há ali, naquela película, que pouco mais tem que 80 minutos, um desejo de descobrir as coisas e conservá-las para sempre, com a sua pureza e a candura naturais.
E claro, com todo este descrever minucioso dos outros e das coisas, Varda acaba por se descrever tanto a si como ao seu cinema e eu agradeço gentilmente tê-lo feito tão bem.
7.15.2009
7.13.2009
7.11.2009
Videoclip!
Como todos os anos (desde 2004), o festival de curtas de Vila do Conde tem uma secção para os videoclips (Competição de Vídeos Musicais), este ano não é portanto excepção. Como já se institucionalizou, os telediscos são uma forma de video-arte ou mesmo cinema (para não usar esse nome tão depreciativo que é, Televisão) tão importante, criativa e inovadora como qualquer outra; são espelhos da actualidade, das necessidades do público e sustentam-se em conceitos originais e/ou experimentais.
Dos 16 filmes em competição, os que estão em grande e a negrito correspondem àqueles que mais me agradam, o tamanho decrescente é directamente proporcional ao meu gosto. De lembrar a presença dos Radiohead - nomeadamente com Nude e House of cards, cuja hiperligação leva também ao making of - por três vezes (numa secção tão pequena) o que indica um bom gosto da banda ou simplesmente uma produção musical muito inspiradora, assim como os divertido Who's gonna save my soul e Toe Jam e os quase documentários Nothing to worry about e stress, sendo que o segundo já havia provocado a sua dose de controvérsia no verão do ano passado.
(as hiperligação levam aos respectivos videoclips no youtube)
Dos 16 filmes em competição, os que estão em grande e a negrito correspondem àqueles que mais me agradam, o tamanho decrescente é directamente proporcional ao meu gosto. De lembrar a presença dos Radiohead - nomeadamente com Nude e House of cards, cuja hiperligação leva também ao making of - por três vezes (numa secção tão pequena) o que indica um bom gosto da banda ou simplesmente uma produção musical muito inspiradora, assim como os divertido Who's gonna save my soul e Toe Jam e os quase documentários Nothing to worry about e stress, sendo que o segundo já havia provocado a sua dose de controvérsia no verão do ano passado.
(as hiperligação levam aos respectivos videoclips no youtube)
- JAMES HOUSTON - BIG IDEAS (DON'T GET ANY) - James Houston, Reino Unido, 2008, 04:00
- MEAGHAN SMITH - A LITTLE LOVE - Roboshobo, EUA, 2009, 03:49
- GNARLS BARKLEY - WHO'S GONNA SAVE MY SOUL - Chris Milk, EUA, 2008, 03:26
- CLÃ - AMUO - Hélder Gonçalves, Portugal, 2008, 03:37
- RADIOHEAD - HOUSE OF CARDS - James Frost, Reino Unido, 2008, 04:32
- RADIOHEAD - VIDEOTAPE - Wolfgang Jaiser/Claus Winter, Alemanha, 2008, 04:53
- FANFARLO - HAROLD T. WILKINS - Stachemou, Reino Unido, 2008, 04:01
- THE WAR ON DRUGS - A NEEDLE IN YOUR EYE 16 - Mark Shoneveld, EUA, 2008, 03:39
- PETER, BJORN & JOHN - NOTHING TO WORRY ABOUT - Andreas Nilsson/Filip Nielson, Japão/Suécia, 2009, 02:56
- AUTOKRATZ - STAY THE SAME - Laurie Thinot, Reino Unido, 2008, 03:18
- FLAIRS - BETTER THAN PRINCE - Jonas & François, EUA, 2008, 03:09
- ADDICTIVE TV - SLUMDOG MILLIONAIRE - TV REMIX - Addictive TV, Reino Unido, 2009, 03:00
- BURAKA SOM SISTEMA - AQUI P´RA VOCÊS - Pedro Cláudio, Portugal, 2009, 04:35
- THE BPA FEAT. DIZZEE RASCAL & DAVID BYRNE - TOE JAM - Keith Schofield, EUA, 2008, 03:30
- THE BLOODY BEET ROOTS FEAT. STEVE AOKI - WARP - Francesco Calabrese, Itália, 2009, 03:32
- JUSTICE - STRESS - Romain Gravas, França, 2008, 06:45
7.09.2009
O Helicóptero



Há uma força iconográfica e portanto simbólica, na figura de um helicóptero, sendo que no cinema isso é mais do que visível: todos se lembram na perfeição da cena inicial de Apocalipse Now em que os ditos meios de transporte eram o primeiro sinal da demência provocada pela luta armada (especificamente no Vietname) que o filme tão bem explorou; por outro lado sempre se associaram estes objectos voadores a grandes cenas de acção como nos lembraria Die Hard ou grande parte dos filmes de domingo à tarde.
O que vos venho escrever hoje nada tem que ver com filme de pipocas nem mesmo sobre a insanidade que se associa a qualquer guerra, venho sim escrever-vos sobre o muitíssimo competente thriller-político-jornalistico, State of Play.
State of play, como muito bem nos informou o crítico João Lopes é um regresso ao certo cinema liberal americano que vem recuperado os tempos áureos dos anos 70 (Syriana, Michael Clayton) nomeadamente do dito 'filme de jornalistas' dos quais Deadline USA é uma referência certa.
Mas mais do que isso, o realizador Kevin MacDonald tem a mestria suficiente, para em certos momentos, criar um ambiente icónico pessoal e profundamente inspiradores. Mesmo que se perca por vezes nos formatos já adquiridos e numa direcção pouco mais que escorreita, o filme tem momentos de pura criatividade. É então que o dito Helicóptero surge (ver imagens).
O Helicóptero é uma figura constante durante todo o tempo da película, quer por aparições ao longe, quer como real meio de transporte para algum personagem, quer simplesmente como pillow-shot (uma delas, a imagem em que se vê um helicóptero sobre uma bandeira, ou outra em que se vê o seu reflexo nas janelas de um edifício de escritórios -não consegui publicar- são de uma enorme força simbólica) ou ainda como efeito sonoro.
As aparições indicam-nos numa direcção de pensamento: por uma lado temos a figura opressora do dito transporte bélico criando uma ambiente claustrofóbico (também pelo seu som ensurdecedor) na moderna Washington, quer por outro lado a criação de uma mensagem marcadamente política em que se mostra a industria bélica americana como propulsara da corrupção e do crime estendendo os seus tentáculos ao governo (o helicóptero sobre a própria bandeira dos EUA) de forma dissimulada, através de empresas fantasma (o dito reflexo do helicóptero no edifício de negócios o qual não consegui publicar), conspiração sobre a qual se desenvolve a narrativa.
Assim sendo convém não encarar este filme com tanta leviandade como tem acontecido (vendo-o como mais um sub-produto de uma industria sem ideias); verdadeiramente é um caso cada vez mais raro de criatividade na produção mainstream americana.
Posters do Ano - VII
Espero há muito por este filme, descobrir que vai estrear dia 23 deste mês é uma alegria e provavelmente a melhor solução para o marasmo dos blockbusters.
7.08.2009
Hollywood é ultrapassada por Nollywood, que no entanto fica atrás de Bollywood; mas isto parece não ser para durar.
Aconselho o interessante artigo do Ípsilon sobre os riscos que a emergente Industria de Cinema Nigeriano está a sofrer por causa da pirataria de DVD, os quais inicialmente a propulsionaram.
Aconselho o interessante artigo do Ípsilon sobre os riscos que a emergente Industria de Cinema Nigeriano está a sofrer por causa da pirataria de DVD, os quais inicialmente a propulsionaram.
7.04.2009
Incompreensível
De todos os objectos da industria do cinema americano, dois produtos sempre foram de máximo rendimento: primeiro os filmes do género de terror e segundo as comédias. Estranho é descobrir que os primeiros sintomas da - tão afamada - crise (ou da saturação do mercado) começam a surgir, pois, no nosso país, saíram directamente para DVD um conjunto de filmes que costumam ter um público (adolescente) alvo fixo e vasto. (as hiperligações levam aos resultados de bilheteira nos EUA e nos resto do mundo, assim como aos valores do custo de produção)
Role Models
Pineapple Express
Mall Cop
Drillbit Taylor
Observe and Report
Year One
Ghost Town
Por um lado temos um filme indie, como é Ghost Town, que tendo fracos resultados do outro lado do oceano é facilmente aceitável no formato não-comercial, mas escandalosamente temos a omissão das salas de um dos mais lucrativos filmes do ano: Mall Cop, que com um orçamento de pouco mais de 25 milhões, obteve só no país de origem uns 150 milhões (mantendo-se por semanas consecutivas no 1º lugar do top de vendas); curiosamente, os valores fora dos 'states' não chegaram aos 35 milhões. Isto indica então que o cinema americano está a fechar-se no seu público e nos suas fronteiras, e o humor universal é esquecido em detrimento de referências locais incompreensíveis para 'outsiders'.
Pineapple Express é outro exemplo, filme que marcou presença forte nos Oscars - não como nomeado ou vencedor, mas sim como ponto de partida para se louvar as comédias do ano anterior - foi editado directamente para DVD, mais uma vez devido, certamente, aos fracos resultados na bilheteiras não-americanas (menos de 15% dos lucros foram aí feitos).
Mas então um ciclo entra em vigor: os filmes têm maus resultados em alguns países da Europa, então são editados directamente para DVD, impedindo que noutros países os resultados sejam surpreendentes, ainda para mais sabendo que este 'género' é habitualmente sinónimo de sucesso.
Mais incompreensível ainda é o lançamento em sala de certos filmes, sem sucesso dentro ou fora dos Estados Unidos, nem mesmo por parte da crítica profissional ou leiga, basta tomar em conta Bobby Z, Street Fighter ou The Spirit; quando outros filmes 'perdem o lugar' como se vem tornando habitual: Serbis e Tokio Sonata (apresentados no Indie) são editados directamente para DVD e Frozen River parece para lá caminhar, depois de já ter tido data de estreia marcada.
Role Models
Pineapple Express
Mall Cop
Drillbit Taylor
Observe and Report
Year One
Ghost Town
Por um lado temos um filme indie, como é Ghost Town, que tendo fracos resultados do outro lado do oceano é facilmente aceitável no formato não-comercial, mas escandalosamente temos a omissão das salas de um dos mais lucrativos filmes do ano: Mall Cop, que com um orçamento de pouco mais de 25 milhões, obteve só no país de origem uns 150 milhões (mantendo-se por semanas consecutivas no 1º lugar do top de vendas); curiosamente, os valores fora dos 'states' não chegaram aos 35 milhões. Isto indica então que o cinema americano está a fechar-se no seu público e nos suas fronteiras, e o humor universal é esquecido em detrimento de referências locais incompreensíveis para 'outsiders'.
Pineapple Express é outro exemplo, filme que marcou presença forte nos Oscars - não como nomeado ou vencedor, mas sim como ponto de partida para se louvar as comédias do ano anterior - foi editado directamente para DVD, mais uma vez devido, certamente, aos fracos resultados na bilheteiras não-americanas (menos de 15% dos lucros foram aí feitos).
Mas então um ciclo entra em vigor: os filmes têm maus resultados em alguns países da Europa, então são editados directamente para DVD, impedindo que noutros países os resultados sejam surpreendentes, ainda para mais sabendo que este 'género' é habitualmente sinónimo de sucesso.
Mais incompreensível ainda é o lançamento em sala de certos filmes, sem sucesso dentro ou fora dos Estados Unidos, nem mesmo por parte da crítica profissional ou leiga, basta tomar em conta Bobby Z, Street Fighter ou The Spirit; quando outros filmes 'perdem o lugar' como se vem tornando habitual: Serbis e Tokio Sonata (apresentados no Indie) são editados directamente para DVD e Frozen River parece para lá caminhar, depois de já ter tido data de estreia marcada.
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