5.27.2010

Banda Desenhada ou Cinema

Les Herbes Folles (2009) de Alain Resnais

5.20.2010

Vermelho Azul, Mulher Homem

Les Herbes Folles (2009) de Alain Resnais

5.19.2010

Cinema é a fanfarra da Fox

Les Herbes Folles (2009) de Alain Resnais

5.18.2010

A mala / Ama-la

Les Herbes Folles (2009) de Alain Resnais

5.07.2010

Raros são os filmes tão mal recebidos

Um cinema faz-se de filmes

Há um ano atrás, quando se queria ver um filme menos comercial, europeu ou de origens mais exóticas, tínhamos em Lisboa o King Triplex, ele, lá se mantém, cada vez mais velhinho, agora com projecção digital e novas cadeiras. No entanto, faz pouco mais de um ano (re)abriu o cinema de Alvalade, que desde então tem feito a perninha ao comercial, exibindo filmes mais periféricos em especial o documental (Les Plages d'Agnés, Ruas da Amargura, Tyson).

Pois bem, esta semana (para concorrer com o ciclo de cinema alemão no King) começa a exibição de pacotes de curtas, todas portuguesas e todas dos anos 00, com nomes como João Nicolau, João Pedro Rodrigues, Miguel Gomes, Frederico Serra, Sandro Aguilar, Cláudia Varejão, José Miguel Ribeiro, Pedro Caldas. A retrospectiva faz-se em sessões das 19h diariamente, tudo organizado pela Agência.

A acompanhar isto, também esta semana começa um ciclo de cinema do mundo, com Caro Diario do Moreti, La cienaga da Martel, Goodbey Dragon In do Tsai Ming Liang, Uzak do Ceilan, Ningém Sabe do Kore-Eda, Sabor da cereja do Kiarostami e O Regresso de Zvyagintsev, sete filmes, que vão rodando, perfazendo perto de 5 exibições cada, até à próxima quarta em diferentes horários; 3,5 € ou passe para o sete.

5.05.2010

Quantas vezes na história do nosso Cinema estiveram três documentários nacionais em exibição simultânea em salas comerciais?

Fantasia Lusitana de João Canijo, Ruínas de Manuel Mozos e Pare, Escute e Olhe de Jorge Pelicano

Fila Indie-ana - IV

O indie já acabou no Domingo, mas eu ainda tenho que falar dos filmes que vi, por isso, vêm com atraso.

The Robber e Significado/B Fachada são os dois que vos trago.

O primeiro passou em Berlim, esteve na competição internacional e é um filme muito curioso, mostra que se podem fazer filmes de 'acção' (há que elevar bem as aspas) com cuidado, inteligência e um bom estudo dos personagens. Temos um presidiário que é posto em liberdade condicional. É maratonista profissional, recordista alemão. É ladrão de bancos.
O filme vive do personagem, é este homem que vive pelo prazer da adrenalina, que interessa conhecer nas sequências de fuga, é aquele ser reservado, tímido, estranho, que vê nos assaltos uma forma de se sentir vivo. O filme é sobre essa mesma obsessão, sobre a incapacidade de controlar os impulsos, e até que ponto essa dependência pode levar o homem, a espiral de decadência, a animalidade que se esconde a surgir nos momentos de sobrevivência.

O segundo é um documentário de Tiago Pereira sobre a música portuguesa 'tradicional'. Sabe bem ver um filme em que se sente o prazer do realizador em falar com as pessoas, ele desmultiplica-se em mais de 35 entrevistas num filme de uma hora, mas não se limita a apresentar vozes, há ali uma coerência, tudo se liga por uma montagem excessiva [e opinativa?], que espelha outra coisa, o prazer de juntar coisas, sons, vozes, musicas, imagens: o filme chega quase a ser um espectáculo audiovisual.

B Fachada (também de Tiago Pereira), por contradição, viva apenas do personagem infinito que é o músico homónimo, mas perde-se, entre as maravilhosas canções do cantautor e a sua educada e palavrosa persona. Há no entanto que frisar que a busca das origens [a dona Filomena] são uma delícia.