Não se pode deixar de exibir filmes ou fazê-lo de forma incompetente, simplesmente porque o lucro não é suficiente (ele sê-lo-à se a distribuição for decente e se a aposta na publicidade for também ela de nível).
Deste modo confrange-me ver filmes editados directamente para DVD ou exibidos num número tão reduzido de salas que uma pessoa com menos de três dedos conseguia contar (esta comparação saiu um bocado furada).
O que me proponho fazer é uma lista com os desastres recentes e também as felicitações devidas.
Desastres:
- Edição directa para DVD de Standard Operating Procedure de Errol Morris, filme que passou o ano passado por Berlin e sai de lá com o Urso de Prata
- Edição directa para DVD do filme de David Mamet, RedBelt aclamado por todo o mundo que passou pelo Estoril film Festival em Setembro
- A estreia só depois de 22 de Fevereiro (depois da cerimónia) do filme, Man on Wire, aclamado pela crítica e vencedor quase garantido do Oscar de melhor Documentário
- A estreia só depois de 22 de Fevereiro (depois da cerimónia) do filme The Wrestler, aclamado pela crítica e vencedor quase garantido do Oscar de melhor Actor principal
- A distribuição do filme Um beijo, por favor, limitou-se a uma sala no país, no Vasco da Gama
- A distribuição de Coraline em 3D só terá a versão dobrada, como já tinha acontecido com Bolt e que infelizmente acabará por se tornar prática corrente.
- Repetindo uma previsão de há uns posts atrás, Frozen River sairá directamente para DVD e só se tivermos sorte
Felicidades:
- A compreensão (lenta) de que quanto mais tempo um filme está em exibição, mais dinheiro faz e que nem toda a gente vai ver um filme no primeiro fim-de-semana, exemplificado pelos resultados mais que bons de Amália
- Em comparação ao ano passado, dos 5 nomeados para melhor filme estrangeiro, só o vencedor se estreou entre nós e depois de ter sido galardoado, este ano, antes da cerimónia já temos 3 dos 5 nomeados estreados entre nós.























