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2.14.2009

Distribuidoras de filmes ou Trituradoras

Por várias vezes me tenho queixado da distribuição de cinema nas nossas salas, a qual está caindo nas garras devastadoras do capitalismo desenfreado (e eu sou 100% a favor da economia de mercado regulada) agora quando se metem com o cinema as coisas piam fininho.
Não se pode deixar de exibir filmes ou fazê-lo de forma incompetente, simplesmente porque o lucro não é suficiente (ele sê-lo-à se a distribuição for decente e se a aposta na publicidade for também ela de nível).
Deste modo confrange-me ver filmes editados directamente para DVD ou exibidos num número tão reduzido de salas que uma pessoa com menos de três dedos conseguia contar (esta comparação saiu um bocado furada).
O que me proponho fazer é uma lista com os desastres recentes e também as felicitações devidas.

Desastres:
  • Edição directa para DVD de Standard Operating Procedure de Errol Morris, filme que passou o ano passado por Berlin e sai de lá com o Urso de Prata
  • Edição directa para DVD do filme de David Mamet, RedBelt aclamado por todo o mundo que passou pelo Estoril film Festival em Setembro
  • A estreia só depois de 22 de Fevereiro (depois da cerimónia) do filme, Man on Wire, aclamado pela crítica e vencedor quase garantido do Oscar de melhor Documentário
  • A estreia só depois de 22 de Fevereiro (depois da cerimónia) do filme The Wrestler, aclamado pela crítica e vencedor quase garantido do Oscar de melhor Actor principal
  • A distribuição do filme Um beijo, por favor, limitou-se a uma sala no país, no Vasco da Gama
  • A distribuição de Coraline em 3D só terá a versão dobrada, como já tinha acontecido com Bolt e que infelizmente acabará por se tornar prática corrente.
  • Repetindo uma previsão de há uns posts atrás, Frozen River sairá directamente para DVD e só se tivermos sorte

Felicidades:
  • A compreensão (lenta) de que quanto mais tempo um filme está em exibição, mais dinheiro faz e que nem toda a gente vai ver um filme no primeiro fim-de-semana, exemplificado pelos resultados mais que bons de Amália
  • Em comparação ao ano passado, dos 5 nomeados para melhor filme estrangeiro, só o vencedor se estreou entre nós e depois de ter sido galardoado, este ano, antes da cerimónia já temos 3 dos 5 nomeados estreados entre nós.

2.04.2009

O Estranho Caso de Changeling

Photobucket

Desilusão não será a palavra mais correcta, nem se quer se apropriaria no contexto, muito pelo contrário, apesar de uma certa desilusão, muito ténue, que se passou aquando de Changeling do senhor Eastwood.
Já em Letters from Iow Jima tinha acontecido qualquer coisa parecida; apesar de me emocionar (como também aconteceu no recente episódio) pareceu-me que o filme perdia força na função inversamente proporcional à passagem do tempo e apesar de serem dois filmes que muito admiro e verdadeiramente aprecio, não conseguiram fazer aquilo que um filme de 10/10 tem obrigação de fazer, ou seja, derrear por completo uma pessoa (cada qual na sua maneira) e o problema deve ser meu, uma vez que apesar de achar genial quer a interpretação da senhora Jolie , quer o trabalho de Eastwood na realização, quer uma fotografia de tirar a respiração, todos o trabalho de estúdio e os guarda-roupas, assim como um argumento que comete poucas falhas , algo aconteceu na visualização do filme que não colou as coisas umas às outras, tudo, mesmo que brilhante, parecia algo inconsequente e se calhar fragmentário.
Eu atribuiria, não ao classicismo de mestre que trespassa a cada segundo, mas sim a um certo moralismo, em que os bons são muito bonzinhos e os maus péssimos e que a justiça sempre há de prevalecer e tudo ficará bem.
Repetindo-me mais uma vez para que não haja mal entendidos, Eastwood está perfeito, todas as componentes do melodrama, do filme de terror e até do filme de tribunal, tudo funciona com uma cadência que parece de filme de acção, é também devido a Eastwood que, o filme ganha esta vertente comercial de drama de época que em tudo fortalece a película e é também devido a Eastwood que, nenhuma personagem é reduzida a estereótipos, ou maniqueísmos de qualquer espécie, ele é mesmo capaz de humanizar uma assassino em série e fazer com que se torne comovente o seu fim.
Dito isto, continuo-o a não perceber, porque razão no mundo este filme não é adorado pela minha pessoa, como seria de esperar, mas a verdade é que não o é, simplesmente admiro-o, mas não consigo amar este extraordinário espécime.

9/10- admirado mas não amado

1.23.2009

Nomeações : revisão rápida

Os nomeados para os oscars saíram ontem, já toda a gente os sabe de cor, por isso não os vou reproduzir aqui, vou sim reproduzir os desgostos e as alegrias que um a folha de papel cravejada de tinta que imprimi ontem com todos os nomeados me provocou.

Alegrias (com uns pós de tristeza):
  • Wall.e com 6 nomeações, para além de melhor filme animado, melhor argumento original, melhor banda sonora e melhor musica original.
  • The Wrestler ter conseguido para além de Mickey a nomeação de Tomei
  • Happy-go-lucky estar nomeado para melhor argumento original
  • Ver dois outsiders como Melissa Leo pela qual eu já salivava e Richard Jenkins, assim como a nomeação de Frozen river para melhor argumento original (vai ser o Away From Her deste ano, ou seja não vai ganhar nada, vai directamente para DVD e será um filmaço)
  • Ver que a academia não se verga ao populismo e pouca inteligência de The Dark Knight - por favor não me batam por não ter gostado especialmente do filme.
  • Waltz with Bashir estar nomeado para melhor filme estrangeiro e ver que 3 macacos não está.
  • Ver trouble the water, Man on wire e Encounter at the end of the world nomeados, sendo que o wire vai ganhar, e com sorte estrear em sala e os outros vão ser abandonados.
  • Milk está em força
  • In bruges nomeado para melhor argumento original
  • Slumdog millionaire e The curiouse case of Benjamin Button dão cabo disto tudo
  • Doubt ter 4 nomeações só nas categorias de representação
  • Mais uma para Meryl Streep juntar à colecção
Desgostos:
  • Cate Blanchett falta (e é triste ver Pitt nomeado, sendo que no mesmo filme a interpretação desta senhora era deveras melhor), assim com Sally Hawkins.
  • Benicio del Toro falta pela sua interpretação em Che.
  • Waltz with Bashir falta na categoria de melhor filme animado e melhor documentário (eu sei que não era elegível).
  • Revolutionary road devia estar mais nomeado.
  • Hellboy só tem nomeação para maquilhagem (efeitos especiais já faltavam).
  • A categoria de melhor música original passou a ter só 3 canções sendo que duas são de Slumdog millionaire (onde está a democracia) e onde está Bruce Springsteen?
  • O senhor Cruise devia ter chegado à nomeação pelo seu trabalho em Tropic Thunder, ou pelo menos Tropic Thunder devia ter sido nomeado para melhor maquilhagem.
  • Onde está Eastwood como actor de Gran Torino e realizador do mesmo.
  • "Depois do menu arrojado do ano passado voltamos à típica lista: um pequenito, um político, um biográfico, um bigger than life e um holocaustico (onde alguém lê cartas e chora bastante)." transcrito de créditos finais
  • Australia só ter nomeação para melhor guarda-roupa.
  • Falta Wendy & Lucy que ao que parece tinha das melhores interpretações de sempre, pela cruza e realismo.
  • Il y a longtemps que je t'aime devia ter sido nomeado pela senhora Scott Thomas
  • Burn after reading falta pelo argumento original.
  • Rachel getting Married é daquelas obras que eu gostava de apostar mas tenho algum receio, mas mesmo assim eu acredito que falta pelo menos pelo argumento original

1.22.2009

Um ano passou: o que a memória não apagou - I

Passou-se 2008 e estamos quase no fim de Janeiro e o que me apraz dizer é que embora a minha memória não seja das melhores para decorar nomes de pessoas, ela é boa (de mais) para decorar título de filmes com péssimas traduções para português, aqui ficará um lista dos priores títulos na língua de Camões que passaram por cá o ano passado:

Charlie Wilson's War / Jogos de Poder
























Gone baby Gone / Vista pela última vez...
























The Kite Runner / O menino de Cabul

























Miss Pettigrew lives for a day/ A vida num só dia

























Cashback / Bem-vindo ao Turno da Noite

























La graine et le mulet / O segredo de uns cuscuz

























Forgetting Sarah Marshall / Um belo par de ... patins
























Estes não chegaram a estrear em sala e é provável que sofram a miséria da edição directa para DVD, mas mesmo assim fico feliz por estes títulos nunca terem chegado a ver a luz do dia

Smiley Faces / Marijuana meu amor- ver aqui

Pinapple express / Alta pedrada - ver aqui

P.S.: O novo ano já está a começar mal, transformar Slumdog Millionaire em Quem quer ser Bilionário é criminoso e devia ser punível com tortura (a pessoa ser obrigada a ver filmes em loop com traduções péssimas).

12.30.2008

Australia e Ladainhas sobre mau comportamento

Acabo de ver Australia. Saí da sala faz menos de meia hora e agora que vos escrevo começo a crer transpor por palavras aquilo que o filme é e me fez sentir, mas há algo mais importante que críticas de filmes, houve durante a sessão (que devo garantir que não foi daquelas muito agitadas - como aconteceu com Bolt) mas no entanto o que aconteceu espelhou de forma clara e evidente o estado que o cinema ocupa na vida da maioria das pessoas.

Hoje em dia as pessoas em vez de irem ao cinema ver um filme, elas vão simplesmente ao cinema, não lhes interessa o que vão ver desde que possam encher as suas matracas de pipocas; quando estas se acabam têm que se ocupar com outra coisa que não ver o filme para o qual pagaram, e isso é normalmente falar e irritar as pessoas que estão interessadas no que está a ser projectado.

Deste modo avaliar as pessoas que vão determinado filme é por si só erróneo, na medida em que uma sessão do Australia (assim como já tinha acontecido com o There will be blood), está pejada de gent(inha) mais interessada em fazer o oposto do que devia: estar calada e sentada a ver o filme.

Nesta última experiência cinematográfica de Baz, as crianças, mesmo que por pouco tempo, tiveram a indecência de usar uma mira laser e aponta-la para a tela. Gosto de imaginar que estas pessoas vão crescer, pouco que seja, mas vão-no e ao fazê-lo pode ser que consigam alcançar alguma estabilidade mental que lhes valha o respeito que costumo oferecer a todos os que conheço.

Pode dizer-se que sou papista no que diz respeito ao cinema, não mexe, não fala, não respira (daí o breath away), mas uma vez que paguei para ver um filme e escolhi a sala em que estou por ser a que considero a que coaduna a melhor relação qualidade-preço-distância de casa e desse modo gosto que a minha escolha e o meu dinheiro dêem frutos; deste modo são poucos os filmes a que vou com amigos, evitando assim os comentários incontroláveis. Só produzo som numa sala de cinema quando sou incapaz de o controlar (e não me refiro a funções corporais), mas sim, e Australia foi um caso extremo, da incapacidade de conter as emoções (já António Damásio disse que parar uma emoção é como parar um espirro) o que quer dizer, de chorar como uma viúva após a morte do seu querido marido.

As minhas idas ao cinema caracterizam-se ainda pela posição na sala pela qual costumo optar, sento-me normalmente nos lugares mais próximos do ecrã, entre a 3ª e a 5ª fila e ao centro é normalmente a posição preferida, isto não só para poder aproximar-me física e simbolicamente do filme, mas também para evitar ver o que os outros espectadores fazem durante a projecção, desta vez a minha posição não favoreceu, na medida que à saída as pessoas não podiam ausentarsse sem repararem no rapaz ali sentado chorando qual bebé recem-nascido.

No outro dia leu-se aquela curiosa história de um homem que tinha baleado um pai que estava a conversar com o seu filho aquando da visualização de The curious case of Benjamin Button, e que depois de o ter feito (tendo avisado os ditos falantes várias vezes antes) voltou a sentar-se e continuou a ver o filme até que a polícia o prendeu, o mais extraordinário é que no outro dia quando via o Bolt deu-me uma vontade imensa de fazer aquilo pelo qual o personagem de Edward Norton é preso no American History X, claro que eu sou um pacifista e estas coisas não passam de desejos facilmente controláveis pela doçura de Rhino, Mittens e Bolt .

O meu irmão dizia-me que ir ao cinema era mesmo isso: os risos, as tosses, as pipocas e também o filme; pois para mim não, cinema é cinema e um filme é um filme, por acaso entretém, mas não deve ser entretenimento (pelo menos do fácil).

P.S.: Australia, apesar de tudo o que se diz (podendo ter ou não razão), digo-vos que é tão grande filme que supera a esfera do descritível é uma experiência física, visual, emocional e absolutamente transcendente, um filme Bigger than life, com os belíssimos Hugh e Nicole, o estrondoso Baz e a perfeição de querer ser mil e um filmes e conseguir. Um filme moderno há moda antiga que glorifica o cinema e a necessidade de contar história, daquelas que ficam para sempre, tal e qual como esta ficará no meu coração.


12.08.2008

PORQUÊ ?

Porque será que este filme está constantemente a ser adiado (sabemos que até ao final do ano estreia)? A resposta oficial é, que estão a tentar que dali saia a melhor coisa que eles conseguirem fazer, se essa é a razão, então eu sou capaz de esperar mais umas semanas por um trailer e um meses pelo filme (em Portugal, espero eu).


P.S.: este atraso está a prejudicar seriamente a campanha para os oscars, na medida em que ainda ninguém o viu, no entanto quero acreditar que terá potencial para chegar a algumas nomeações (pelo menos) e quem sabe concorra para as melhores categorias. Já aqui tinha falado do The road

11.12.2008

Daqui vem a minha raiva

Se alguém me perguntasse a que filme esta imagem pertencia, eu demoraria muito, muito tempo, para conseguir chegar a uma resposta (principalmente por nunca o ter visto), mas lá chegaria, por, não só conhecer o filme com algum pormenor, como conhecer a imagem em causa.
No entanto, quando visitava o site de trailers da apple, descubro que vai sai brevemente um remake do filme.


O filme chama-se The Lodger e é uma das primeiras metragens de Hitchcock (1927), ainda muda e em Inglaterra, certas cenas, como o mostrar o chão transparente para que se veja o personagem a andar de um lado para o outros sentindo a sua impanciência, ficaram para a história, pela sua mestria no âmbito do cinema silencioso, e quando o som veio vieram as obras incontornáveis que o mestre do suspense criou para toda a humanidade.
Não sei se por pretenciosismo ou falsa estupidez, mas acho que um Hitchcock film não devia poder ser refeito, porque é imposssivel fazer igual e inimaginável fazer melhor (embora aceite a obra de Van Sant do Pshico, porque convenhamos, o que se tem ali é uma saturação ao ponto da cristalização do que é um filme do mestre, é uma obra plástica - diferente do que é o cinema- que deveria ser apresentada num museu).
Daqui vem a minha raiva, quando percebo que The Lodger foi refeito (com algumas alterações é certo, entre elas as cores, os som, passar-se na América, a senhora que aluga o quarto é sozinha). O filme trata de um senhora que aluga o seu quarto a um homem (the Lodger- O inquilino) que curiosamente aparece na mesma altura que uma série de assassínios de mulheres (da vida) que estão a ocorrer, prepertados por um tal avenger que é a versão actual do jack o estripador, e da investigação associada ao caso. Não deixo o trailer, porque não quero ser responsável pela vossa fúria, mas deixo sim, um segmento do original.


P.S.: The lodger teve pelo menos dois remakes, um 32 e outro em 44, lá se vai por água a baixo o meu argumento implicito que os americanos são uma bestas (coitados, eles fazem coisas tão boas, mas para cada coisa decente fazem 4 coisas más).

7.22.2008

Como é que eles se atrevem

Como é que um estúdio se atreve a ser estúpido ao ponto de deixar de parte a sequela de um dos melhores filmes blockBuster de 2007, apesar de só ter tido 70 milhões de dólares nos estados unidos, o filme teve mais de 300 milhões de dólares internacionalmente, tendo o filme custado 180, há um lucro de mais de 100%, mas mesmo assim a produtora de Golden Compass admite não vir a fazer sequela.


Eu fui ver o filme quase a medo, não tinha nada para fazer naquela tarde e por isso fui ver o filme que apesar de tudo até não tinha críticas muito más e acabei por sair da sala como se de um miúdo de 8 anos que tivesse acabado de ver o super-homem ao vivo e a cores na sua frente. Admitindo que não foi o melhor filme do ano, é com certeza um dos blockmusters mais inteligentes desde faz bastante tempo, com estrelas como a senhora Kidman e o senhor Craig, quem quer outra coisa e ainda mais depois de ter ganho o oscar de melhore efeitos especiais ao Transformers, este filme devia ter o direito de acabar a trilogia escrita pelo senhor Pullman, que apesar de não ter lido, deu origem a um filme que se afasta a passos largos do marasmo de Harry Potter ou coisas semelhantes.

Se se fazem trilogia intermináveis como American Pie, ou Saw (ambos já não são trilogia) ou ainda Scary Movie (que também já não o é), devia dar-se a oportunidade a um filme bom de fazer pelo menos mais duas películas.

Até agora o senhor Pullman não foi chamada para o projecto e:
"I know everyone would like to see a sequel and I know I'd like to see it. When the first film was in production, I was talking to the studio and to Chris Weitz and producers quite frequently. I'm sure I would be now if the sequel was in production,"
Espero que o bom senso caia dentro de alguém inteligente e os dois que faltam saiam tão bons como o primeiro.

6.30.2008

Se as distribuidoras fossem como este filme, Portugal seria Melhor

Lá para o início do ano este filme estreou nos Estados Unidos, a esta altura do campeonato já foi lançado em DVD no mercado americano e nós por cá sem sequer sentirmos o cheiro da edição directa para DVD uma vez que acreditar que o filme vem para as salas em película é pura imaginação.
Be Kind Rewind é o filme de que vos falo, assinado pelo magnífico Michael Gondry e com Jack Black num dos papeis principais, este filme é daqueles que lamento do fundo do meu coração, não poder ver.



É simplesmente divinal, e tem tudo para ser o feel-good-movie do ano, mas parece que cá em Portugal ninguém se vai sentir bem

6.20.2008

Eu não quiz acreditar

Alguém se lembra de um filme que estreou no final do ano passado, realizado por um senhor que tinha sido elevado pela crítica com o filme "A Lula e a Baleia", chamado Noah Baumbach, que é argumentista habitual do maravilhoso Wes Anderson, nomeado para o Oscar de melhor argumento original pelo a lula e a baleia, fez um filme que era um dos mais aguardados do ano passado, mas que na verdade acabou por não ter a melhores notas no rottentomatoes 51% mas os "top critics" deram-lhe 62%.

Deve ser daqueles dramas indies de cortar á faca, de fazer chorar as pedras da calçada, mas sem dúvida deve ser um dos mais antecipados filmes que aqui o Ricardo, tinha, lá para o final do Verão princípios do Outono.

Mas as minhas esperanças caíram por terra quando vi o dito filme, em DVD, no meu club de vídeo (ironicamente quando fui alugar o The Savages, filme indie que também foi lançado directamente para DVD em Portugal, mas que teve críticas muito mais agradáveis e duas nomeações para o Oscar), assim já sei que tenho filme para ver num dia em que não me apetece fazer nada e que tenho garantia da qualidade da obra, mas é pena não poder ver filmes como este no cinema, e ter como única (ou quase) opção no cinema da terrinha, o Street Kings, já com três semanas de atraso.

Aqui fica o trailer que vale a pena ver para abrir a apetite.

Realmente Portugal não é bom na distribuição dos filmes e pelos vistos nem no football, como se pensava.

6.03.2008

Porque o Pollack não morreu

Acredito piamente que o artista é aquele que, pela sua arte retracta a vida, sua e dos outros, e que retrata o que é superior á própria vida, faz do metafísico o físico, transforma os sentimentos em matéria e a matéria em sentimento.
O artista vê o mundo e transfigura-o de modo a que este se torne sensível, visceral e verdadeiro na sua essência.
A obra mostra o sentimento, mostra a vida e a existência, mostra que se criou durante o tempo em que se esteve activo, o actor, realizador, o pintor, o escultor o músico, o arquitecto, todos fazem parte de nós porque a todos a arte afecta e ninguém passa indiferente a obras grandes da nossa história, por este motivo:
o artista não morre, porque só a arte pode prolongar a sua existência, mesmo que não seja de forma física, a arte prolonga a vida, uma vez que o artista mesmo não estando vivo, continua-o na mesma proporção que o espectador o mantêm na sua memória.
Não esqueçamos os que já partiram e marcaram os nossos dias, com as sua obra.


Para que a sua memória não seja esquecida, e para que o artista se mantenha imortal, vi hoje mesmo uma das sua obras mais consagradas (e não foi o Africa Minha) foi o maravilhoso "Os cavalos também se abatem" tradução do They shoot horses, don't they? (possivelmente uma das traduções mais felizes para a nossa a língua).
Depois de ver uma obra como esta é impossível alguém, no mundo, dizer que Pollack morreu, porque eu hoje vi o que ele viu, senti o que ele sentiu e recebi-o sob a forma das imagens do vídeo (que relíquias são essas "videocassetes") e ele estava lá, aqueles fotogramas eram e são parte de Pollack e ver a sua obra rejuvenesce quem a vê e quem a fez, mesmo já não estando presente.

Que filme maravilhosa eu vi!
Fazia muito tempo, que não via um filme que me tocasse tanto a nível sentimental (e devo confessar que sou muito lamechas e por isso é normal chorar em doses consistentes), mas este filme, teve quase o mesmo nível que o recente Into the Wild que também me fez chora por mais de um quarto de hora (esse fez-me chorar quase uma hora), no entanto, este filme é, ao contrario dessoutro. Faz sofrer pelo sofrimento e não pela alegria, faz sofrer pela dor e não pela ingenuidade, é um filme, mesmo que não sendo cru é violento, principalmente nas cenas de corrida, em que as caras suadas e esgazeadas e mortas dos nossos actores/dançarinos são algumas das coisas mais perturbantes (muito mais que um filme de terror).
O quebrar das ideias ingénuas de alguém que ainda não viveu, é simultaneamente um crime e uma palmada no ombro, agradeço a palmadinha e desculpo o crime, porque Pollack ainda não morreu para mim.
10/10- Maravilhoso

5.21.2008

Tenho que bater em alguém


Já era sabido que se faria um filme que acabaria por ser o remake do [REC] nos estados unidos e que acabaria por se chamar Quarentine, agora o que não se sabia era que o resultado era uma cópia plano por plano em que tudo é igual, até parece que ensinaram os actores a falar inglês, mete medo, não o filme, mas ver que a falta de criatividade chegou a limites máximos e irrecuperáveis.
Lamento muito, mas Hollywood perdeu, pelo menos para mim, grande parte do respeito que por ela tecia.
Vejam e sofram:

[REC]

Quarantine