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7.20.2010

Cinema Português em Marcha - 8/23

14# Águas Mil foi o filme português que esteve quer na secção de competição nacional, quer internacional da edição do indie de 2009 (antes desta estreia nacional, tinha já passado em Roterdão), realizado por Ivo Ferreira que faz com este filme a sua segunda longa (depois de Em volta), retrata o pos-25 de Abril de 74 abordando os acontecimentos que ficaram escondido pela euforia e alegria de uma revolução tão marcante para Portugal. O artigo do publico aborda o tema e explica que a trama trata de um jovem, na actualidade, que busca pelo pai desaparecido aquando da revolução, pelas palavras do autor "Essa fatia da história foi eclipsada. A Revolução dos Cravos foi uma grande festa que deu uma grande ressaca, e eu queria saber o que se construiu depois disso". Com Gonçalo Waddington no principal papel. Fica aqui o site oficial com um pequeno trailer, entrevista ao realizador e fotografias do filmes, assim como a conta do Twitter do filme e uma reportagem da SIC aquando das filmagens da manifestação anual na Avenida da Liberdade.
Produzido pela Filmes do Tejo II com dinheiros do ICA, MC e RTP, foi rodado no Alentejo, em Espanha na zona de Almeria, em Vila Real de Santo António, na Costa da Caparica e em Lisboa.
O filem era suposto ter estreado em sala pouco depois da passagem pelo indie, passou um ano, mais um 25 de Abril e ainda nada, se calhar só para o próximo.

7.19.2010

Cinema Português em Marcha - 7/23

15# Mistérios de Lisboa é uma hiper-produção no valor de 2.5 milhões de euros, produzida por Paulo Branco numa co-produção da Alfama Films, Clap Films, RTP e ARTE, com apoios do ICA, da Câmara de Lisboa e Sintra e do Media Programme, realizado por Raoul Ruiz e com um elenco de mais de 55 actores maioritariamente portugueses (apesar de algumas presenças francesas), filmado em França, Itália, Brasil e claro está Portugal. O produto final será uma série (de 3 episódios de 90 minutos ou 6 episódios de 60, as fontes contradizem-se) que passará no final de 2011 na televisão estatal e mais cedo na ARTE, assim como uma longa metragem de cinema de mais de 4 horas e meia que se espera que seja seleccionada para Cannes e que estreará antes da versão televisiva.
Despachada esta parte, passemos ao que mais interessa, adaptado do romance homónimo de Camilo Castelo Branco, conta-se um romance de cordel com uma senhora num romance impossível que perde o amante e fica sem o filho bebé, encontrando-o anos mais tarde. O que poderá trazer a atenção a este filme, não será o elenco televisivo (Adriano Luz, Maria João Bastos, Rui Morisson, Joana de Veronna, Carloto Cotta, Sofia Aparício, Catarina Wallenstein, Marco d'Almeida, Dinarte Branco, ...), mas sim o realizador chileno, presença habitual dos festivais, apesar de nos últimos dez anos não ter nunca sido agraciado pela crítica (1,2,3).
O que me dá alguma esperança é a crítica que o Les Inrocks fez do filme, o dito foi projectado para uma plateia de luxo com nomes como Cristophe Honoré, Catherine Deneuve, Isabelle Huppert e Fanny Ardant (todos amigos de Paulo Branco), que juntamente com a crítica viram o filme, o resultado ao que parece é encantador, para os que sabem francês, aqui fica.
Podem ler o artigo do Destak, consultar o sitio oficial, o blog da rodagem com dúzias de fotografias, uma reportagem da RTP, outra do Só Visto ou estes episódios da rodagem.

7.18.2010

Cinema Português em Marcha - 6/23

16# Assalto ao Santa Maria/ O Cônsul de Bordéus, estes são os novos filmes de Francisco Manso, homem que desperta controvérsia, realizador de filmes de época como A Ilha dos Escravos e O Último Condenado à Morte, que sempre recebeu pelos filmes que realizou apoios do ICA, sem que, no entanto, os seus filmes tivessem sucesso em festivais, por parte da crítica ou por parte do público. Então porque razão se continua a apoiar o seu cinema?
Quanto ao primeiro, retrata-se um episódio histórico marcante da mitologia recente portuguesa, ou seja, quando Henrique Galvão ocupou um dos mais prestigiados paquetes turísticos portugueses na Venezuela e daí deu a conhecer ao mundo a opressão do regime Salazarista e Franquista. Com Carlos Paulo como Galvão, Leonor Seixas, Pedro Cunha e Victor Norte. Fica aqui uma visita às filmagens em Viana do Castelo (no navio/museu Gil Eannes ancorando em Viana do castelo onde toda a rodagem decorreu) pelo Fotograma e aqui outra semelhante. Produzido pela Take 2000 com apoios do ICA, MC, FICA, RTP e TVGaliza.
O segundo é co-dirigido com João Correa (um dos argumentistas) e tem como figura história o diplomata Aristides de Sousa Mendes, aquele que salvou milhares de judeus falsificando documentos para que estes pudessem fugir aos nazis. Também com Victor Norte, o filme teve rodagem em Outubro do ano passado. As noticias são por demais (Público, JN, IOL, CM, Câmara Municipal de Viana do Castelo, Mundo Português).
Orçamentado em 3 milhões de euros (vindos do ICA, RTP, MC, ICAA, IBERMedia e produzido pela Take 2000), usando mais de 1200 figurantes, filmado em Viana do Castelo, Bordéus e na fronteira entre França e Espanha, esta é uma grande produção que deveria já ter estreado, para assinalar em Junho os 70 anos do episódio retratado.

7.17.2010

Cinema Português em Marcha - 5/23

17# O Barão, novo filme de Edgar Pêra, realizador na área do vídeo com filmes como A Janela (nomeado para uma série de Globos de ouro incluindo melhor filme) e Homem Teatro ambos seleccionados para o festival de Locarno, Movimentos Perpétuos (melhor longa portuguesa, prémio do público e melhor fotografia no Indie) ou Rio Turvo adaptado de um livro de Branquinho da Fonseca e seleccionado para o Indie e Fantas. [Podem consultar a filmografia do realizador, o seu canal do youtube ou na BlipTv, nos quais podem ver excertos e algumas curtas].
O Barão é também uma adaptação de Branquinho da Fonseca, de um conto homónimo e de outro, O Involuntário; a adaptação é de Luisa Costa Gomes e o filme conta com 900 mil euros para (sempre em estúdio, o que é raro no cinema português) contar a história de um inspector que vem investigar os estranhos comportamentos de uma professora e é arrastado para os domicílios do Barão, homem poderoso da zona. A descrição dá a entender uma obra surrealista com tunas e rituais dionisíacos.
Produzido pela Cinemate com apoios do ICA e da RTP, foi filmado em Setembro da ano passado, o filme conta com Nuno Melo no papel de Barão. A antena 1 fez uma reportagem que podem ouvir aqui, assim como o DN.

7.16.2010

Cinema Português em Marcha - 4/23

18# Contraluz é um filme todo filmado nos Estados Unidos com Joaquim de Almeida, uma menina da televisão americana, Skyler Day, outro menino do mesmo sítio, Scott Bailey; todo falado em inglês que retrata um futuro em que a humanidade está prestes a extinguir-se.
Faz uns meses, quando António Feio esteve em grandes dificuldades, como foi sabido, fez este vídeo, um pequeno comentário ao trailer que havia circulado na Internet, promovendo o filme que já tinha visto (o que indica que já está pronto), desde então, um videoclip dos Santos e Pecadores com imagens do filmes foi também publicado; Lema é o nome da música que será o tema do filme (cuja banda sonora é do mesmo compositor de Amália - Nuno Maló). Podem ainda consultar o sitio oficial aqui e ver o novo e mais extenso trailer.
Fernando Fragata é um realizador cujo trabalho se enquadra perfeitamente neste filme, quer Sorte Nula, quer Pulsação Zero eram filmes que pretensão a serem filmes de acção (fica aqui uma compilação de cenas de filmes dele), agora, nos States ele tem a oportunidade de fazer isso, mas com meios; produzido pela sua companhia Virtual Audiovisuais e pela Signature Entertainment.
Está previsto que o filme estreie no próximo dia 22 de Julho.

7.15.2010

Cinema Português em Marcha - 3/23

19# Marginais, segunda longa de Hugo Diogo depois de Incógnito (2006) que passou ao lado da maioria, este é um filme que segundo a descrição oficial tem como temas base "Incesto, lutas de rua, redenção, amor, paixão e vingança", temos uma miúda que é violada pelo pai do qual tem um filho, dois irmãos que se desconhecem, um novo vizinho com passado problemático: enfim, em tudo se aproxima de uma telenovela, com o protagonista José Fidalgo e com um argumento baseado numa história do Correio da Manhã (curiosa a notícia que informa que o coreografo das cenas de luta do filme e actor secundário foi considerado suspeito numa série de assaltos e é procurado pela polícia).
Só para que se tenha uma ideia, segundo o Correio da Manhã: "Para o público feminino, tem ainda um José Fidalgo em tronco nu o tempo todo..."
Produzido pela David e Golias e Costa do Castelo com apoios do ICA, MC e FICA, Marginais foi filmado já em 2008 no Seixal e Lisboa. O filme tem trailer e podemos assistir a um pequeno vídeo da rodagem.

7.14.2010

Cinema Português em Marcha - 2/23

20# Quero ser uma Estrela, produzido pela marginal filmes, com apoio da TVI e financiamento do ICA, do FICA (na altura em que ainda não estava bloqueado), do Ministério da Cultura e do Correio da Manhã. É realizado por José Carlos de Oliveira que trabalha desde os anos 90 na realização de séries televisivas, que também é autor do argumento que trata do tema das redes de prostituição em Moçambique, a história resume-se assim: uma rapariga adolescente levada a crer que entrará no negócio da moda como modelo, entre numa rede de tráfico de menores para a prostituição, uma senhora portuguesa (interpretada por Dalila Carmo) descobre o caso e denuncia a rede salvando a dita moça.
Não pretendo ser imparcial, por esse motivo este filme encontra-se no vigésimo lugar de vinte, é aparentemente uma obra de baixíssima qualidade como a TVI nos tem habituado.
O filme foi apresentado em Maputo no passado dia 1 de Julho e espera-se que estreie em Fevereiro, podem consultar a página do filme no Facebook onde várias imagens estão disponíveis, ver a entrevista do Correio da Manhã ao elenco e ainda um pequeno vídeo com imagens da rodagem.

7.13.2010

Cinema Português em Marcha: 1/23 - Introdução

Pelo terceiro ano consecutivo (1 e 2), faço uma antecipação dos filmes portugueses (este ano centrar-me-ei nas longas de ficção, mas haverá um artigo dedicado às curtas e documentários), este ano será o maior dos empreendimentos com 22 longas de 21 realizadores desde novas vozes na longa como Pedro Caladas e Paulo Rebelo a nomes consagrados como Paulo Rocha e Manoel de Oliveira.

Apesar do número surpreendente de produções poder dar a ideia errada, estes são momentos difíceis para o cinema português, depois do manifesto, da paralisação do FICA e agora com os cortes cegos do Ministério da cultura, 20% do PIDDAC, 10% do ICA e a alienação do património social do estado na TOBIS (adoro este eufemismo de privatização) o cinema nacional geme neste preciso momento com rodagens paradas, pós-produções em espera, sendo que muitos dos filmes que vos apresento poderão mesmo nunca chegar a estrear por os subsídios já contratualizados pelo estado nunca virem a ser pagos.

Há que compreender que o cinema em Portugal vive dos apoios estatais e será sempre não-lucrativo do ponto de vista unicamente financeiro, daí que seja de facto extraordinária a ideia peregrina de que se iria construir uma industria audiovisual sustentável com o FICA (não que eu seja contra o fundo, mas poucos são o filmes de lá vindos que merecem esse nome). No entanto a ideia de que o estado deve ser responsável pelo cinema é demagógica e perigosa (não esquecer que os júris do ICA não são propriamente imparciais e são de uma incompetência extraordinária a analisar orçamentos ou a justificar o porquê das suas decisões), há que acreditar no sector privado da mesma forma que o cinema do Brasil vem fazendo (lembrar que em Portugal a percentagem do PIB para a cultura é de 0.4% e no Brasil é de 1%), isto é, através de benefícios fiscais para as empresas que apoiem projectos culturais, sendo que a Petrobras é mesmo a maior 'produtora' de cinema no Brasil; cá caminha-se no sentido oposto, com a redução dos benefícios fiscais para os privados e empresas.

Um Funeral à Chuva, apesar de todas as suas dificuldades técnicas e do argumento, é sintomático de uma situação em que o desejo de fazer cinema é superior àquele que o estado tem de o apoiar e através de investimentos dos próprios e auxílios de inúmeras empresas do zona da Covilhã, surgiu um filme independente e despretensioso que conseguiu mais nas bilheteiras que muitas [trampas, leia-se 100 volta e Fascínio] obras financiadas.

Mas vamos aos filmes que é isso que importa, pão e circo.

P.S.:A partir de amanhã, e diariamente, será feita a antecipação, em 20 publicações, de 22 longas, ordenadas pelo interesse que tenho por elas (começa com as mais fraquinhas e vai aumentando), no final sairá um artigo sobre os documentários e as curtas mais antecipadas e depois uma conclusão.

4.18.2010

Fila indie-ana

O Indie chegou, e sem desprezar os outros festivais do país, este é sem dúvida o mais importante (O Fantas também), no entanto este ano, ao que se vê pelo programa, temos aqui A grande compilação dos filmes dos grandes festivais do mundo (Cannes com Mother, Visage, Accident, Vengeance, os dois de Herzog, Napoli; de Veneza, Lenanon, Life during Wartime; de Berlin com The Robber, de Sundance com When you're a strange, Humpday, Panique au village, Greenberg [que também esteve em Berlin]). Para além disto, há uma grande fatia de filmes que vão passar no Indie unicamente como uma antestreia mais simpática, uma vez que alguns deles só estão no festival devido a parcerias com a Lusomundo (e outras distribuidoras) que esperam conseguir vir buscar ao Indie o protagonismo suficiente para lançarem os filmes em sala.
A salientar a presença portuguesa, com Fantasia Lusitana e Guerra Civil na competição nacional, e em sessão extra o novo de Green, Religiosa Portuguesa e o novo de Marco Martins - How to draw a Perfect Circle e também dele Traces of a Diary.
A secção de competição internacional é sempre um primor (apesar de a maioria dos filmes não ser do conhecimento geral, mas é mesmo esse o objectivo de uma secção para primeiras e segundas obras), de onde destacaria o único português da secção, assim como The Robber, La mujer sin Piano, La Pivellina e It's Already Summer. O observatório é constituído pelos filmes dos grandes festivais; o cinema emergente tem alguns títulos curiosos, como j'ai tue ma mére (o grande filme canadiano de 2009), ou Io sono l'amore [que também terá estreia em sala poucas semanas depois do indie] ou ainda Lourdes [passado em Veneza se não me engano]. O heroi independente é em parte a secção de filmes que passaram em Berlin sobre os seus últimos 20 anos e a outra parte é para Heddy Honigmann. No pulsar do mundo temos Videocracy, documentário polémico sobre a força da televisão em Itália. 9 e Panique ou Village são os dois filmes a tomar em atenção no Indie Junior, apesar de o primeiro vir a ter estreia em sala. Na música temos o já citado filme sobre os Doors (versão anti-stone) e os de Paulo Prazeres sobre os X-wife, Terrakota, Dealema e J.P. Somiões, ou de Tiago Pereira sobre B Fachada [já passado no Panorama]. No director's Cut temos o Black Dynamite e Radio On para tomar atenção.
Não esquecer City of Life and Death um dos grandes sucessos chineses de 2010, que teve alguns problemas com a censura, pois a sua imagem dos militares japoneses não é nada condenatória.
Como nos indica o artigo da Variety, o indie teve um aumento de orçamento na casa dos 50% e uma subida do valor do primeiro prémio (agora 91$00), assim como é de bom tom dizer que a presença de distribuidoras francesas em busca de títulos portugueses tem vindo a subir. Mostra-se portanto que a integração das Lisbon Screenings para distribuidoras estrangeiras está a dar resultados, e o prestigio internacional de um festival com apenas 7 anos de existência é já de uma magnitude rara na nossa pequenas nação onde o cinema nem sempre é tratado conforme devia

P.S.: É curioso ver que o Estoril Film festival tem 3.5 milhões de euros de orçamento e o Indie se fica pelos 1.15 e o Fantas teve uma redução de 25% na última edição.

2.08.2010

Tomar atenção: 3 de 3

Numa época de prémios, que invariavelmente prestigiam os filmes comerciais, ou, que pelo prestigio, vão ter mais sucesso comercial, é importante virar os olhos para aqueles objectos mais longínquos, também vencedores de prémios, mas a uma escala mais pequena, e que por isso não recebem a visibilidade que outros títulos auguram.

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Only (rottentomatoes,imdb)
O quê:Um menino de 12 anos vive com os pais no hotel da família onde a sua relação com as pessoas é temporária como seria de esperar, até que um dia uma hóspede da mesma idade o cativa; aproveitando o único dia que poderão passar juntos, este casalinho vai construir uma amizade, partilhando segredos e descobrindo as convulsas estradas do primeiro amor.
Porquê: Apresentado em Toronto na penúltima edição e na secção competitiva de Slamdance do ano seguinte, este é a primeira longa da parelha Simon Reynolds e Ingrid Veninger (ambos actores, ele de filmes como Traitor ou Saw IV ela de objectos mais alternativos e de séries de televisão como a The Taking of Pelham One Two Three) a dupla é também argumentista nesta pequena gema com péssimo sucesso de distribuição. Filme de festivais e ciclos de crítica, foi seleccionado pelo prémio do público em alguns. Com sorte é seleccionado pelo Indie.

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Van Diemen's Land (imdb,rotten71,variety)
O quê: Em 1882 um grupo de homens foge da prisão para o meio do mato em busca de liberdade (e saindo de uma vida de trabalhos forçados no corte de madeira), só que o grupo não tem a capacidade de caçar a fauna local nem conhece a flora, sendo que, na impossibilidade de regressar, viram-se para o canibalismo. Ao que parece é uma história verídica nos primórdios de uma Austrália despovoada.
Porquê: Jonathan auf der Heide é neste filme actor, realizador, argumentista e produtor, apesar de ser a sua estreia em todas as áreas menos a da representação. O filme ganhou o prémio New Visions em Stiges e a crítica tem sido unânime em elogiar ao lado do argumentista que criou um ponto de partida corajoso e inteligente, apesar de alguns criticarem o facto de o filme cair em moralismos e vulgaridades cinematográficas. A Variety comparou-o a um certo cinema de Herzog no que diz respeito à concepção da natureza como personagem em si, a qual foi captada (ao que parece com grande destreza) pelo director de fotografia Ellery Ryan.

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Sin Nombre (imdb,rotten88,filmcritic2.5,variety,RogerEbert4)
O quê: Uma adolescente hondurenha sonha com uma vida nos estados unidos, para que esse sonho se torne realidade tem que entrar no perigosos mundo da emigração clandestina, acompanhada do pai e tio. Sendo que a sua mudança para o México é apenas o primeiro passo de uma atribulada viagem, onde um gang mexicano os assalta e onde conhece um dos jovens meliantes.
Porquê: Há uns dias atrás teria afirmado a pés juntos que este seria um dos nomeados pela academia na categoria de filme estrangeiro (a meu ver com Los Abrazos Rotos, La Nana, Das weise Band e Un Prophet) teria errado, no entanto, o interesse por esta obra que tem vindo a ganhar tudo e mais alguma coisa não esmoreceu. Nomeado para os British Independet Film Awards (melhor estrangeiro), Independet Spirit Awards (realizador, filme e fotografia), vencedor em Sundance de melhor fotografia e realização e vencedor de vários ciclos de críticos na categoria de melhor estrangeiro. O realizador estreante é director de fotografia e tem desenvolvido trabalhos nessa vertente (assim como guionista) em projectos da realizadora de Treeless Mountain (apresentado no episódio anterior desta rúbrica)

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Maria Larssons eviga ögonblick (imdb,rotten89,filmcritic3,variety,RogerEbert4)
O quê: Nos anos 60, na Suíça, uma mulher de um alcoólico e violento homem que apesar de tudo a ama, ganha numas rifas uma máquina fotográfica, sendo que através deste seu brinquedo consegue esquecer a sua vida de dificuldades e olhar o mundo com esperança.
Porquê: Este já é de 2008, mas como deste então nada se falou do dito, só me resta fazer a minha parte na divulgação. Nomeado (o ano passado) para melhor estrangeiro nos Globos, assim como nos Independet Film Awards, este é um filme de época de Jan Troel (que é argumentista e também director de fotografia neste filme) o realizador suíço de The Emigrants filme de 71 nomeado para o Oscar de melhor estrangeiro e melhor argumento original, vencedor de Urso de Prata por Il Capitano (1991) e de ouro por Ole dole doff (1968). O site cinema 2000 que tem os arquivos de tudo o que estreia ou é editado em dvd desde à quase 12 anos não tem qualquer registo do realizador, por isso esta seria uma oportunidade de dar a conhecer um realizador obscuro no nosso panorama comercial.


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Samson and Delilah (imdb,rotten100,variety)
O quê: Dois jovens aborígenes do deserto Australiano, depois de um desastre na sua comunidade isolada, fogem, para embarcar numa viajem de descoberta pessoal. Uma história de amor, crua e carinhosa. Vale a pena ler as críticas do rottentomatoes.
Porquê: Este é dos mais antecipados filmes do ano que cessou, principalmente depois Warwick Thornton ter ganho a Golden Camera (prémio de Cannes atribuído a primeiras obras de realizadores estreantes; Jim Jarmush, Mira Nair, Bruno Dumont, Porumboiu e Spike Lee são alguns dos premiados; o vencedor do ano anterior foi Steve McQueen com Hunger). O filme também ganhou Australian Writer's Guild e o Asia-Pacific Film Festival. Thornton já tinha ganho o urso de cristal (pela sua curta Nana) e uma menção honrosa da AFI Fest pela curta Green Bush.

2.05.2010

Tomar atenção: 2 de 3

Numa época de prémios, que invariavelmente prestigiam os filmes comerciais, ou, que pelo prestigio, vão ter mais sucesso comercial, é importante virar os olhos para aqueles objectos mais longínquos, também vencedores de prémios, mas a uma escala mais pequena, e que por isso não recebem a visibilidade que outros títulos auguram.

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J'ai tué ma mère (imdb ,rotten,variety)
O quê:Um adolescente tem uma relação de amor/ódio com a mãe. Não consigo escrever muito mais, mas vejam o trailer que vale a pena e esclarece bastante.
Porquê: Xavier Dolan, canadiano, estreante nas artes da realização (onde também escreve e produz), este foi actor, participando em televisão e várias produções independentes canadianas (entres elas Martyrs, filme que passou no MoltelX); aparece agora com um filme (onde também é actor- principal) que arrasou os prémios da Vancouver Film Festival ganhando melhor filme canadiano, assim como em Cannes tinha ganho o prémio DCAD (da quinzena dos realizadores) e o Prix Regards Jeune, tendo passado por diversos festivais, entre eles São Paulo e Bangkok. Foi o filme escolhido como candidato aos Oscars pelo Canada.

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Trucker (imdb,rotten58,filmcritic2,variety,RogerEbert4)
O quê: Era uma vez uma camionista, mulher no meio de homens, com uma vida solitária pelos estados unidos , com relações fugazes em moteis e fechada no seu casulo (leia-se camião) e depois um ex namorado com o qual teve um filho adoece e tem que cuidar do seu filho de 11 anos durante a recuperação, jornada de descoberta interior, blá, blá blá, aquelas coisas que um certo cinema independente americano parece estar preso .
Porquê: Michelle Monoghan é a produtora deste filme que é a primeira obra do seu realizador e argumentista James Mottern. Ao que parece supôs que com este filme ganharia as graças da crítica e conseguiria sair da série de papeis secundários que a tinham condenado; por um lado temos (grande) parte da crítica a dizer que o filme é um melodrama inconsistente, cheio de clichés e cambalhotas narrativas, por outro lado temos Roger Ebert (o supremo crítico) a dar nota máxima à película. No entanto, parece que um certo olhar do realizador para com os hábitos de pequenas localidades e o retrato inicial da vida de um camionista são de extraordinária beleza e simplicidade.

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The Last Station (imdb,roten64,filmcritic2.5,variety)
O quê: The Last Station é uma adaptação do romance de Jay Parini, pela mão de Michael Hoffman, sobre os últimos tempos do escritor Leo Tolsty, quando, já depois de aceitação internacional da sua obra, gere no campo, o seu estatuto de génio literário, circundado de admiradores e da sua relação conflituosa, mas espirituosa com a mulher. O filme acompanha o secretário pessoal de Tolstoy e da sua relação com o génio.
Porquê: A crítica é unânime, este não é certamente o melhor filme alguma vez feito, nem nada que se aproxime, no entanto, é digno de nota, pela presença de Hellen Mirren (como mulher de Tolstoy) e de Cristopher Plummer (como Tolstoy, ambos nomeados para os Globos de Ouro pelos seus papeis nesta película e para os oscars). Serão mesmo os actores que sustentam o filme de época e sem folgo e repleto de artifícios (televisivos), entre eles Paul Giamatti e James Mcavoy (como Secretário).

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Treeles Mountain (imdb,rotten86,filmcritic4,variety)
O quê: Depois da mãe ter partido em busca do pai, as duas irmãs ficam a viver com a tia, sendo que o regresso da progenitora se daria quando as duas conseguissem encher um porquinho mealheiro, o porco enche-se e mãe não chega, a tia já não pode tomar conta delas e o seu destino vira-se para os avós que vivem no campo.
Porquê: Vencedor do prémio Ecuménico em Berlin e nomeado para John Cassavetes Award, este é uma obra que tem vindo a ter o melhor acolhimento da crítica. Realizado pela quase estreante So Yong Kim (realizou apenas In Between Days, pelo qual foi considerada uma artista em ascensão depois de ganhar o FIPRESCI em Berlim e o prémio especial do júri em Sundance), que produz e escreve, esta é uma realizadora de extrema velocidade produtiva, pois já acabou Chinatown Film Project e tem já outro trabalho na calha, tendo produzido dois outros entretanto.

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In the Loop
(Filmcritic3.5,Variety,Rotten93,imdb)
O quê: As tramas da política (trans-atlântica) na vésperas da invasão do Iraque, onde as forças e influências politicas têm mais que ver com as aparências na televisão do que o bom senso. Mais uma vez digo, veja-se o Trailer que diz mais do que eu consigo.
Porquê:Quando escolhi os 15 filmes que iam fazer parte desta lista, tinha posto Crazy Heart, porque não me passava pela cabeça, que ele fosse ganhar o globo para melhor actor (tirei-o), agora saíram os nomeados para os Oscars e In The Loop está nomeado para melhor argumento adaptado (na mesma categoria nos BAFTA e nos British Independet Film Awards, à semelhança de happy-go-lucky, também britânico, também moderadamente cómico), mas desta vez não o tiro. Já tem data de estreia nas nossas salas (com o título Em Inglês S.F.F.), no entanto quero apenas lembrar que este filme foi comparado a Dr. StangeLove e Spinal Tap. De uma acutilancia política e de um humor ácido - o argumentista é o mesmo de uma das mais delirantes Britcoms (entre outras) Peep Show. O realizador Armando Iannucci também vem da televisão (em facto esta é a sua primeira aventura no cinema), onde teve um programa com o seu nome.

2.01.2010

Tomar atenção: 1 de 3

Numa época de prémios, que invariavelmente prestigiam os filmes comerciais, ou, que pelo prestigio, vão ter sucesso nessa área, é importante virar os olhos para aqueles objectos mais longínquos, também vencedores de prémios, mas a uma escala mais pequena, e que por isso não recebem a visibilidade que outros títulos auguram.

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La Nana (imdb,variety,rotten95)
O quê: Raquel é uma empregada, doméstica e ama de uma família há mais de 25 anos, passando a fazer (mais ou menos) parte da família, isto, até que uma nova empregada é contratada, e Raquel que era uma santa, mostra as suas garras.
Porquê: Nomeado para melhor filme estrangeiro nos Globos (e quase certo na mesma categoria dos Oscars, grande concorrente de Los Abrazos Rotos e Das weisse Band), vencedor de melhor filme e melhor actriz em diversos festivais e círculos de críticos, este foi vencedor do Grande prémio do jurí em Sundance (para o World Cinema) e prémio especial do júri para o desempenho de Catalina Saavedra. Além disto, um filme com uma tagline como: She's more or less family, vale a pena só por isso.

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The Messenger (imdb,rotten90,filmcritic3,variety,Roger Ebert3.5)
O quê: Acompanhamos um militar destacado para uma equipa que anda pelos estados unidos a dar as condolências às famílias dos militares mortos na guerra.
Porquê: Apresentado em Berlim, onde ganhou prémio da paz e leão de ouro para melhor argumento, ficou em águas de bacalhau até ao final do ano até ser estreado nos EUA onde tem vindo a ganhar grande notoriedade, com 3 nomeações nos Independent Film Awards, uma nomeação para os Globos e vencedor de melhor actor secundário e spotlight award pela National Board of review. Woody Harrelson tem vindo a ser o mais homenageado (apesar do realizador Oren Moverman ser digno de nota, que apesar de ser estreante nestas andanças, foi o argumentista de I'm not There), neste ano que é de ouro para o actor que depois do sucesso comercial de Zombieland e 2012, da antecipação de Defendor, este filme indie que lhe vai dar (quase certo) uma nomeação para o Oscar de melhor secundário.

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Humpday
(imdb,rotten79,filmcritic3.5,variety,RogerEbert3.5)
O quê: Dois amigos de faculdade reencontram-se passados vários anos e por uma série de eventos azarados, inscrevem-se num concurso de vídeos pornográficos; depois de muito pensar consideram que a única coisa que lhes resta fazer é ter sexo, apesar de ambos serem heterossexuais e um deles casado.
Porquê:Vencedor do prémio especial do Júri em Sundance (o ano passado) e nomeado para o prémio Cassevetes pelo seu realizador/argumentista/produtor Lynn Shelton. O filme tresanda (no bom sentido, se isso é possível) a comédia indie, filmada sem artifícios, baseia-se exclusivamente na química que os actores conseguem gerir; como é normal tenta-se brincar com os tabus de forma adulta e descomplexada (podemos pensar que é a versão indie e gay de Zack and Miri make a porno), retorcendo os clichés que quase automaticamente surgem no género. Lembrar apenas que o filme é em grande parte fruto de improviso. Tem andado nos calendários com data de estreia há mais de três meses, tendo sido adiado consecutivamente, quem sabe o indie lhe pegue.

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Bronson (imdb,rotten78,filmcritic3,variety,RogerEbert3)
O quê: Bronson é o nome do alter-ego de Michael Peterson, um jovem de 19 que vai parar à prisão e lá cresce para se tornar o mais perigoso presidiário inglês, sentenciado a 7 anos, passa lá 34, 30 dos quais na solitária. Acompanha-se um homem desequilibrado e a sua sede por notoriedade. O filme passeia-se pelo filme de terror, humor negro, gore, sendo no fundo um tratado sobre uma personalidade perturbada.
Porquê: Ao que se conta, Tom Hardy faz uma papel de partir paredes (literalmente), na pele de um presidiário louco; venceu melhor actor nos British Independent Film Awards. O filme foi nomeado para o prémio do Júri em Sundance o ano passado. Realizado por Nicolas Winding Refn (realizador da Trilogia Pusher) e que desde este filme já fez Valhalla Rising (apresentado em Toronto com pouca aceitação), este realizador pelo que se percebe tem um gosto especial por violência (gratuita ?), sendo que Bronson não é excepção.

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Panique au village (imdb,rotten86,filmcritic2,variety,RogerEbert3.5 )
O quê: A história de três bonecos de plástico, chamados vaca, cowboy e índio respectivamente, e das suas aventuras na sua aldeia, onde vivem numa casa rural que atrai todos os mais estranhos acontecimentos, entre eles o ataque de pinguins mecânicos. Tudo isto envolto numa história de amor entre o cavalo e uma égua. Há ainda que lembrar que todas as vozes do filme são aceleradas.
Porquê:Este é um filme sobre o qual tenho um interesse desmesurado, primeiro porque já estou farto de cinema de animação, todo repinocado (a pixar apesar de tudo é uma excepção), segundo, porque é fruto de uma liberdade criativa invulgar e de um humor invulgar (só alcançável pelo auxílio de drogas, creio eu). Sem actores famosos, sem história comoventes, sem efeitos de computador, um filme divertido e despretensioso. Ainda mais, é o primeiro filme de stop-motion apresentado em Cannes e vencedor do Audience Award no Fantastic Fest em 2009.

P.S.:Os títulos levam aos trailers

9.16.2009

Are All Men Created Equal ?

Este ano o incauto espectador, poderá cair em desgraça, uma vez que se estreiam, quase simultâneamente, três filmes com grande proximidade no que diz respeito ao título: A Single Man, A Serious Man e Solitary Man. Os três usam a palavra 'man', e adjectivam-na com uma palavra começada por 's' (ainda para mais com significado semelhante - sozinho e solitário). Mas as semelhanças continuam:


No primeiro caso (A Single Man) trata-se de um dos filmes pelo qual mais anseio; Tom Ford, estilista por 10 anos da marca Gucci, decidiu escrever, dirigir e produzir um filme (depois de participações no guarda-roupa do último 007 ou em Limits of Control, entre outros). Ford, que é assumidamente homossexual, decidiu adaptar um romance de Christopher Isherwood, sobre um homem (professor de Inglês) que depois da morte do seu companheiro de 16 anos tenta superar o luto iniciando uma relação com uma vizinha, tudo ambientado nos anos 50. Colin Firth (que ganhou agora em Veneza o prémio para melhor interpretação masculina com este filme) protagoniza, auxiliado de Julianne Moore. O Trailer aconselha-se, mais que tudo, pela poesia inerente e pela coragem de não deslindar o que quer que seja da história.


A Serious Man é a nova película dos irmãos Coen, que depois de No Country for old men e Burn After Reading, subiram imenso a parada, o que quer dizer que este pode muito bem vir a ser uma pequena desilusão, no enanto o trailer indica o contrário: a perversão dos dois irmãos cineastas continua; quando um trailer usa como banda sonora uma cabeça a ser esmurrada contra uma parede e a frase 'we are going to be fine', é sinal de que tudo vai pelo melhor. Com Michael Stuhlbarg a tomar o papel principal de um homem (professor de Física) que vê a vida andar para trás quando a sua mulher se divorcia dele, o irmão vem viver para sua casa, a filha lhe rouba dinheiro para uma operação plástica, cartas ameaçadoras começam a surgir, um aluno oferece-lhe um suborno para passar de ano, acusando-o de difamação quando este recusa e claro está (a semelhança com o título anterior) a vizinha do lado começa a atirar-se a ele. Uma comédia negra, como seria de esperar dos irmãos, instalada nos anos 60.

Quanto a Solitary Man pouco há a dizer, uma vez que pouco se conhece, o filme será apresentado este ano em Toronto e Tribeca. Realizado por um dupla (não de irmãos) Brian Koppelman e David Levien (realizadores de Knockaround Guys em português Criminosos à solta e argumentistas de Soderberg em Ocean's 13 e The Girlfriend Experience). Com Jesse Eisenberg, Michael Douglas, Danny DeVito, Susan Sarandon e Mary-Louise Parker. Ao que parece a trama trata também de um homem (um magnata da industria automóvel) que vê a sua vida ir pelo cano. Ainda não há trailer.


A par destes três, temos ainda o documentário Transcendent Man sobre o futuro tecnológico do ser humano, um outro documetário sobre o ambiente, No Impact Man. Quanto à ficção, já estreram este ano a comédia I Love you, Man e recentemente The Other Man, o novo filme de Richard Eyre. Por estrear estão duas comédias-românticas-familiares-indie, One Good Man - sobre um bispo Mormon e as suas dificuldades em coordenar o trabalho com a vida pessoal e The Answer Man sobre um homem que escreveu um livro sobre as suas conversas com Deus e desde então se tornou descrente.

9.15.2009

O que ficou de Veneza

Depois dos prognósticos: os diagnósticos.


Acabado o Festival de Veneza percebemos que:
  • Herzog está em mais do que forma, apresentando dois filmes em competição (Bad Lieutenant e My son, my son, what have you done?), assim como Brillante Mendoza, que depois de ter ganho o prémio para a realização este ano em Cannes, apresenta novo filme em Veneza - Lola
  • O cinema italiano continua a ter mais parra que uva (desde 1998 que um filme italiano não ganha o festival), sendo que Báaria tem tudo em quantidade menos a qualidade, Il grande sogno é ainda muito politicamente correcto (uma vez que é produzido por uma das produtoras de Barlusconi assim como Báaria). Não esquecer La Doppia Ora e Lo Spazio Bianco que são exemplos de cinema conspurcado pela televisão, sem defeitos, mas também sem virtudes.
  • Quem sabe, sabe. E os americanos sabem. Michael Moore apresentou Capitalism: A love story, Todd Solondz apresentou uma derivação de Happiness - Life During Wartime, de Herzog (que já é mais americano que Alemão) já se falou, Romero não desiludiu e Tom Ford surpreendeu tudo e todos com um melodrama lento e frio, fechado hermeticamente no seu mundo, A single Man. Ainda pela americanidade não esquecer The man who stare at goats.
  • Mas a americanidade nem sempre é coisa que se cheire, The Informant (Soderberg parece não estar ao nivel) e The Road de John Hillcoat parece morninho.
  • Política foi tema de combate, The informant parece feito directamente para a crise, Capitalism não parece, é-o. O novo de Oliver Stone, South of the border não fica atrás no que respeita a polémica, pateado e apupado.
  • Mas mais do que tudo, este foi um festival do médio-oriente, Lebanon de Samuel Maoz, Women without Men (na imagem) de Shirin Neshat, Tehroun de Nader T. Homayoun, Green Days de Hana Makhmalbaf, The Traveller de Ahmed Maher e Soul Kitchen de Faith Akin. O primeiro sobre a guerra entre israel e o Libano, o segundo sobre o golpe de Estado, para o qual juntaram esforços o xá e a CIA, que derrubou o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, ou seja, aquele que foi o último momento de democracia no país, o terceiro sobre os bairros de lata do Teerão, o quarto é um documentário sobre a candidatura presidencial de Mir-Hossein Mousavi, o quinto é um filme sobre um homem, em três dias da sua vida, cada um separado por cerca de 20 anos e por último é um filme que a única ligação que tem àquela parte do globo é o realizador, Alemão de origem Turca.
  • África também bateu o pé através do White Materials de Calire Denis que põem a branquinha Isabel Huppert no meio dos conflitos africanos, ou ainda Between Two Worlds, que parece coisa doutro mundo, filme como torrente, coisa de oralidade filmada.
  • Fica ainda a atenção redobrada para Lourdes, Accident e Mr Nobody.
  • Rivette passou ao lado!

9.14.2009

Cinema Português em Marcha: O Anexo

Nos seis capítulos apresentados anteriormente (1, 2, 3, 4, 5 e 6), dei a conhecer 15 filmes portugueses (organizados por ordem crescente de interesse) e mais três co-produções estrangeiras.
Agora tomei conhecimento de mais dois filmes já terminados ou em fase de pos-produção que estrearão em breve: Cinerama de Inês Oliveira e Efeitos Secundários de Paulo Rebelo.

Cinerama é uma primeira obra de Inês Oliveira, realizadora da multi-premiada curta O Nome e o N.I.M. (Vison Globale, Grande Prémio do Festival de Angers, Melhor curta portuguesa em Vila do Conde, Prémio Revelação no 7º Festival Luso-Brasileiro), que agora se estreia nas longas com a produção da Clap filmes de Paulo Branco. Diogo Dória, Ricardo Aibéu e Sofia Marques constituem os protagonistas do filme que estará presente na secção competitiva para novos realizadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, sendo que a estreia se prevê para 2010. Depois do suicídio de um amigo, um conjunto de amigos querem que a empresa onde o amigo trabalhava assuma a sua responsabilidade pelo acontecimento, num gesto desesperado raptam o director da dita empresa; ao que parece a história não é linear e tudo se passa num mundo alternativo, por exemplo os estafetas da empresa em vez de entregarem as encomendas numa carrinha, fazem 'parkour' (fica aqui o depoimento do grupo de 'traceurs' que participou no filme como estafetas e ainda um vídeo disponibilizado pelo mesmo grupo com algumas cenas da rodagem).

Efeitos Secundários é também a primeira Longa de Paulo Rebelo, argumentista de O Fantasma e Odete, assim como o montador desses dois filmes de João Pedro Rodrigues, assim como de Terra Sonâmbula. Este é um filme apoiado pelo ICA e pela RTP e produzido pela C.R.I.M. (Christine Reeh e Isabel Machado são as fundadoras, às quais se juntou Joana Ferreira), para a qual este projecto também é a primeira longa, sendo que o filme era para estrear em 2008 e isso só virá a acontecer em 2010. O filme conta com as participações de Nuno Lopes, Maria João Luís e Rita Martins. A trama gira em volta de uma mulher, cabeleireira, viúva e solitária, que passa a vida a ajudar os animais abandonados (podem consultar a escola de cães - Azeicão - donde o cão-actor do filme vem, analisando o curriculum do snow-ball, na imagem), quando um dia decide ajudar um miúda (abandonada) seropositiva, deste evento criam-se uma série de complicações ajudadas pela romance com um pescador. No Making Of Europa, podemos ver um vídeo da rodagem, uma entrevista com o realizador, outra com a produtora, uma com a directora de fotografia e ainda duas com Nuno Lopes e Maria João Luís. Podem ainda ler uma entrevista ao realizador do Notícias do Norte onde nos é explicado que da mesma forma como Fassbinder transpôs Tudo o que o céu permite para Munique em O Medo come a Alma, Rebelo propôs-se a passar o filme de Sirk para a Costa da Caparica onde foi inteiramente filmado. O filme também foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A banda sonora está a cargo da jovem banda 'Os Tornados'.

8.29.2009

Cinema Português em Marcha: 6/6 - Co-produções estrangeiras e Longshots

O Último Voo do Flamingo, é um livro de Mia Couto que agora recebe a sua conversão cinematográfica. João Ribeiro, realizador moçambicano dirige esta adaptação, depois de um curta (Tanzana) que já adaptava um conto do mesmo autor e de produzir A costa dos Murmurios. Um thriller sobre a morte misteriosa de combatentes da ONU que pretende reflectir o que foi (e é) Moçambique depois da guerra civil. Co-produção (com arçamento de 1 milhão) entre Moçambique (State One), Portugal (Fado filmes, ICA, RTP), Espanha (Potenza Films), França, Brasil (Videofilmes de Walter Salles) e Itália (Carlo d'Urzi Produzione). Iniciou as rodagens este ano em Março e espera-se que esteja pronto antes do final do ano. Adaptado pelo português Gonçalo Galvão Teles, esta é a segunda longametragem filmada em Moçambique por um moçambicano depois da independência. Para mais informações fica aqui o forum DVD Manias.

Cendres et Sang, é o primeiro filmes da actriz francesa Fanny Ardant (8 femmes), escrito por ela e por Paolo Sorrentino (escritor e realizador da comédia italiana Il Divo), foi um dos filmes seleccionados para Cannes fora de competição. Co-produzido por França (arte, Hirsh, DD Produtions), por Portugal (Alfama filmes do Paulo Branco) e Roménia (Libra Films). Trata da história de uma mulher, separada da sua familia desde que se exilou depois de assassinar o seu marido, que regressa a custo aos seus filhos a propósito do casamento de um deles, sendo que as rivalidade precistem. O sitio oficial contem dois clips, uma pequena galeria de imagens, um sinopse e uma entrevista com a realizadora.

No Meu lugar, primeira longa do crítico brasileiro Eduardo Valente, apresentada em Cannes, 7 anos depois de lá ter ganho o premio da Cinefundation com a sua primeira curta (podem ver aqui uma conversa com o realizador à altura e agora em 2009). Uma co-produção Brasil (Videofilmes e Petrobrás) e Portugal (Fado Filmes), com apoio do ICA. O filme conta a história de um polícia que durante uma situação de refens compreende que as suas acções terão profundas consequencias na sua vida e de mais 2 familias. Fica aqui o Trailer do filme que em Inglês tem o título Eye of the Strom.

Longshots:

Mistérios de Lisboa (filme e mini-serie) de Raul Ruiz
Operação Outono de Bruno de Almeida (The Lovebirds)
Em Segunda mão de Catarina Ruivo (André Valente)
O Estranho Caso de Angélica de Manoel de Oliveira
O Grande Kilapy de Fernando Vendrell
Margarida de Licínio Azevedo

Ver a lista de filmes opiados pelo ICA (1 e 2)

8.28.2009

Cinema Português em Marcha: 5/6

4# How to draw a Perfect Circle, o mais do que esperado regresso de Marco Martins, depois de Alice, o jovem realizador retorna à sala de cinema com um drama sobre a relação (também sexual) entre dois irmãos gémeos (Rafael Morais e Joana Verona - o primeiro fazia do irmão Manuel em Um Amor de Perdição e a segunda veio dos Morangos com Açúcar, tendo participado na Corte do Norte) e a forma como reagem ao desenvolvimento físico e intelectual de cada um. Com Gonçalo Waddington, Beatriz Batarda e Daniel Duval em papeis respectivamente de carteiro, mãe e pai. Podem ver o vídeo do cartaz das artes da Sic noticias, ou ainda ler os artigos sobre o filme do Jornal de Noticias, do Ípsilonflash e da reportagem do Ípsilon 1 e 2 e Diário de Noticias ou visitar o sitio da produtora Ukbar filmes.

3# Morrer como um homem, é a última obra de João Pedro Rodrigues, depois de O Fantasma e Odete, regressa com este filme sobre um travesti - Tonia- que luta pela mudança de sexo (para satisfazer o seu namorado). Esteve presente em Cannes, estará em Toronto e no New York Film Festival, abrirá o Queer Lisboa. Com Alexandre David e Gonçalo Ferreira de Almeida. O site da produtora Rosa Filmes nada adianta, mas enfim, fica aqui para quem quiser consultar.

2# Os Sorrisos do Destino é o regresso do grande Fernando Lopes, desta vez com uma comédia dramática sobre a história de um casal à beira da ruptura, em que o marido enganado descobre o amante da mulher e entre eles cria-se uma bela relação de amizade. O primeiro filme do realizador em Digital que tem como objectivo filmar a forma como as relações humanas são afectadas pelas novas tecnologias da comunicação (fica aqui um vídeo com cenas das filmagens e uma entrevista a Lopes sobre essa tal afectação pelo fotograma). Com Alexandra Lencastre, Rogério Samora, Ana Padrão e Rui Morison. O sitio da clap filmes tem alguma informação sobre o filme.

1# A Religiosa Portuguesa, primeiro filme em português de Eugéne Green (hà uns anos homenageado no Indie como heroi independente) é um senhor com uma ligação muito estreita a Portugal, propôs-se fazer uma adpatação aos dias de hoje de um dos clássicos da literatura, Cartas Portuguesas de Guilleragues, no entanto, uma nota do realizador no site da Som e Fúria, adverte que essa obra é só mais uma de muitas referências. Também nesse sitío podem ler uma sinopse do filme, ver 3 clip de video e consultar uma breve bibliografia do realizador. O filme passou dia 10 deste mês em Locarno com muito boa recepção. Com Leonor Baldaque, Ana Moreira, Beatriz Batarda e presença especial de Camané (clip 1) e Aldina Duarte. O filme conta a história de uma actriz que vem a portugal filmar uma adaptação do dito livro de Guilleragues (clip 3), no entanto fascina-se durante a sua estadia em lisboa por uma freira.

8.27.2009

Cinema Português em Marcha: 4/6

7# Águas Mil, foi o filme português que esteve quer na secção de competição nacional, quer internacional da última edição do indie, realizado por Ivo Ferreira que faz com este filme a sua segunda longa (depois de Em volta), retrata o pos-25 de abril de 74 abordando os acontecimentos que ficaram escondido pela euforia e alegria de uma revolução tão marcante para Portugal. O artigo do publico aborda o tema e explica que a trama trata de um jovem, na actualidade, que busca pelo pai desaparecido aquando da revolução. Com Gonçalo Waddington no principal papel. Fica aqui o site oficial com um pequeno trailer.

6# Duas mulheres é uma co-produção Luso-Brasileira com a Costa do Castelo filmes, realizado por João Mário Grilo, filme o qual pretende explorar a condição humana deste novo século: a predação, o canibalismo social. O filme será o primeiro de uma trilogia sobre a condição humana, realizada por Grilo. O filme conta a história de um bem sucedido banqueiro e a sua mulhuer que serve de acessório social em jantares e festas, a qual toma conta da sua insignificancia quando conhece um modelo, simbolo de tudo o que podia ter sido; daqui surge uma relação amorosa entre ad duas mulheres, até que o marido descobre. Podem ler uma sinopse no sitio da Castelo Lopes, ou a reportagem do DN, ou ainda ver o video que do expresso publicou sobre um dia de gravações. Com Beatriz batarda no principal papel, Joana Amorim, Virgilio Castelo, Nicolau Breyner e Sofia Grilo.

5# Olhos Vermelhos é o filme que marca o regresso de um dos nomes sonantes do novo cinema português (novo em 1963 quandro estreou Os Verdes Anos), Paulo Rocha. Este é um filme puzzle, como nos informa uma longa reportagem do ipsilon nas filmagens, que retrata aspectos da vida do realizador desde a sua infancia à actualidade. Uma co-produção Luso-brazileira com Isabel Ruth e Márcia Breia, filmado em Ovar, Arouca e Porto, que se prevê estar pronto no Outono. A história conta com um casal formado por uma portuguesa convertida ao islamismo e um iraquiano, uma professora que investe numa fábrica de calçado, e um conjunto de camponese de há dois séculos (que serão os antepassados de Rocha), sendo que as histórias de alguma forma vão desembocar na aldeia onde nasceu o paí do realizador (intrepertado por Chandra Malatitsch enquanto novo e o actor brasileiro Lima Duarte quando mais velho).

8.26.2009

Cinema Português em Marcha: 3/6

11# O Assalto ao Santa Maria. Francisco Manso é um homem que desperta controvérsia, realizador de filmes de época como A Ilha dos Escravos e o recentemente estreado O Último Condenado à Morte, teve pelos três filmes que realizou apoios do ICA, no entanto os seus filmes não tiveram sucesso nem em festivais, nem por parte da crítica, nem se quer por parte do público. Então porque razão se continua a apoiar o seu cinema? Deixemos a resposta em branco, mas devo dizer que este poderá ser uma agradável surpresa.
Quanto ao filme em si, retrata um episódio histórico marcante da mitologia recente portuguesa, ou seja, quando Henrique Galvão ocupou um dos mais prestigiados paquetes turísticos portugueses na Venezuela e daí deu a conhecer ao mundo a opressão do regime Salazarista e Franquista. Com Carlos Paulo como Galvão, Leonor Seixas, Pedro Cunha e Victor Norte. Fica aqui uma visita às filmagens em Viana do Castelo (no navio/museu Gil Eannes) pelo Fotograma e aqui outra semelhante.

10# Quinze Pontos na Alma é o primeiro filme do realizador Vicente Alves do Ó, que depois de conhecer pela reportagem do fotograma, me parece um senhor com um ego maior do que é habitual no cinema português e que provocará polémica (diz que já está farto de filmes sobre pobrezinhos), argumentista de Kiss me, Os Imortais e Assalto ao Santa Maria. O seu filme retratará a elite lisboeta (os ditos elegantes) e as suas vidas que não são ausentes de sofrimento. Um filme que se fortalece na fotografia cuidada, nos decors ricos e no guarda roupa 'glamourouso', com a participação de Rita Loureiro e João Reis nos principais papeis, Ivo Canelas, Dália Carmo, Ana Moreira e Rui Morrison em papeis mais secundários. Podem seguir os dias de rodagem (que acabaram em Março) no blog do realizador: Desejo e Destino. O sitio da produtora fica ukbarfilmes.com

9# A Bela e o Paparazzo é o título do novo filme de António Pedro Vasconcelos, depois de Call Girl com Soaria Chaves, a amizade permaneceu e a actriz regressa como protagonista do filme, também com Marco d'Almeida (Equador) e com as participações de Nuno Markl (aqui fica a opinião do comediante no seu blog e aqui algumas das primeiras imagens) e Pedro Laginha. Segundo o realizador, que desde o primeiro dia de filmagens vem escrevendo sobre o filme semanalmente no jornal SOL, este é uma comédia romântica com o seu quê de Praça da Alegria, mas com coreografias em passadeiras, cachorrinhos queridos, anões e cozinheiros de sushi. Para uma melhor compreensão da trama, este excerto do Só Visto da rtp e ainda um outro vídeo da rodagem do Fotograma e ainda um extensa reportagem do ípsilon.

8# América, mas porque razão chamar América a um filme sobre Portugal? Pois bem: Portugal é a América dos pobres, o El dorado que acaba por ser um embuste, um sítio onde ficam presos aqueles que buscavam liberdade. Realizado pelo estreante João Nuno Pinto (publicidade), este é um projecto que já conta com 6 anos, adaptação de um guião de Luisa Gomes Costa, que conta uma história dramática e irónica sobre um Portugal de imigrantes. Com os portugueses Fernando Luis, Raul Solnado e Dinarte Branco, a russa Chulpan Khamatova, a espanhola María Barranco e o brasileiro Cassiano Carneiro, a banda sonora está entregue aos Dead Combo e a Fotografia a Carlos Lopes (Alice). Filmado na Cova do Vapor, este é uma co-produção (com orçamento de 1.4 milhoes) protuguesa (Filmes Fundo, Garage filmes e Ukbar filmes), espanhola (Morena Films, produtora de Che), brasileira (Dezanove) e russa (Urubus e 2Plan2), apoiada pelo ICA, pela RTP, pelo programa Ibermedia, pela ANCINE, pelo ICAA (espanha). Podem visitar a rodagem (que se iniciou o ano passado em Novembro) com este vídeo do Fotogrma

8.25.2009

Cinema Português em Marcha: 2/6

15# A esperança está onde menos se espera é um filme de Joaquim Leitão sobre o qual li o ano passado por volta do natal, a semana passada, quando fui ver o filme do senhor Mann, deparei-me com um enorme cartaz (enorme não só para um filme português) publicitando a estreia já em Setembro. O sitio oficial é muito completo, só que o trailer é quase impossível de ver, por isso fica aqui o trailer do youtube. O trailer tem o narrador mais horrível da história do cinema português e tudo indica que isto seja um produção muito televisiva. Com Virgilio Castelo e Ana Padrão e uma trupe de jovens actores Carlos Nunes, Alcida Vaz e José Carlos Cardoso.

14# Quero ser uma estrela é uma produção da Marginal filmes e da TVI o que logo dá a entender um pouco do que poderá ser o filme. Realizado por José Carlos de Oliveira, trata das redes de escravatura sexual que são um problema crescente; filmado em Moçambique e África do Sul durante o mês de Julho e Agosto deste ano, prevê-se uma estreia para Dezembro. Com Dália Carmo no papel principal e vários actores Moçambicanos. Fica um vídeo de um programa da televisão moçambicana Fike com entrevistas durante o primeiro dia de rodagem.

13# Backlight, Fernando Fragata (realizador do Sorte Nula) volta com um filme mainstream, em inglês, com actores estrangeiros e com um género que atrai muita gente, um filme de acção apocalíptico, em que toda a humanidade corre o risco de se extinguir. Com Joaquim de Almeida, uma menina da televisão americana Skyler Day, outro menino do mesmo sítio, Scott Bailey. O trailer pode ser visto no sapo e o site oficial também mostra o trailer (o outro é mais rápido) e o poster.

12# Uma Aventura na Casa Assombrada, adaptação cinematográfica da série de literatura infanto-juvenil de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada que teve direito a umas séries televisivas e agora salta para o grande ecrã pelas mãos do realizador português, possivelmente de maior sucesso comercial, Carlos Coelho da Silva (Crime do Padre Amaro, Amália e alguns episódios da dita série). A história é relativamente fiel ao livro, tem que ver com um diamante inca com poderes mágicos que se esconde numa casa assombrada. Os protagonistas são formados nos Morangos com Açucar, mas são acompanhados de alguns nomes mais sonantes como Ricardo carriço, Ana Padrão, Sofia Grillo e Sandra Barata Melo. Fica aqui o storyboard das cenas incas, o sitio da Valentim de Carvalho Filmes (que se mostra na senda de produzir sucessos comerciais), ainda uma notícia do cinema-sapo e uma reportagem da sic (canal que apoia financeiramente o filme) sobre a rodagem do filme.