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3.09.2012

Numa semana em que estreiam 9 filmes (e mais de metade deles mete medo), dou umas sugestões de filmes que bem podiam estrear mas que nenhuma distribuidora parece ter deitado a unha; e uns outros que bem podiam ser estreados mesmo com grande atraso (o Enter the void do senhor Noe vai estrear quase 3 anos depois da sua passagem por Cannes e o ano passado estreou um filme do Panahi de 2006).

Into the Abyss de Werner Herzog
Wuthering Heights de Andrea Arnold
4:44 Last day on earth de Abel Ferrara
People Mountain People Sea de Shangjun Cai
The Sorcerer and the white snake de Siu-Tung Ching (especialmente manhoso, com o Jet Li)
The day he arrives de Hong Sang-soo
Michael de Markus Schleinzer
Hors Satan de Bruno Dumont
Arirang de Kim Ki-duk
Life without principle de Johnnie To (thriller sobre a crise)
Las Acacias de Pablo Giorgelli
Weekend de Andrew Haigh
The Mill and the Cross de Lech Majewski
Margaret de Kenneth Lonergan
L'exercice de l'État de Pierre Schöller
The Flowers of War de Zhang Yimou
Like Crazy de Drake Doremus
Beasts of the Southern Wild de Benh Zeitlin
Circumstance de Maryam Keshavarz
Detective Dee de Tsui Hark (o senhor Hark tem também um novo, The Flying Swords of Dragon Gate, em 3D)

e uns mais antigos
Eu cand vreau sa fluier, fluier de Florin Serban
The killer inside me de Michael Winterbottom
Spring Fever de Lou Ye
Politist, Adjectiv de Corneliu Porumboiu
A Woman, A Gun And A Noodle Shop de Zhang Yimou
White Materials de Claire Denis
HAHAHA de Hong Sang-soo

12.12.2010

Uma fatia de bolo


Parabéns em atraso são sempre coisas feias, mas são sempre a alternativa dos mandriões. Com a idade de Oliveira eu estaria com uma manta aos quadrados em cima das pernas, junto de uma lareira a ver filmes na minha televisão. Felizmente Oliveira é um senhor que tem o prazer de fazer cinema, sai-lhe natural. O trailer a cima é uma delícia, é como se fosse uma fatia do bolo de aniversário para todos os cinéfilos do mundo. Obrigado Mestre Oliveira.  

2.22.2010

Curtas mas Boas - acção real

As cinco curtas nomeadas para o Oscar de melhor curta de acção real, depois das cinco curtas de animação.

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The Door de Juanita Wilson (trailer,oficial,imdb)
Esta é a estreia de Juanita Wilson nas artes da realização, no entanto já recebeu 4 prémios em festivais e círculos de críticos, entre eles o Irish Film and Television Awards, do qual podem ver os agradecimentos aqui.
O filme passa-se na Ucrânia (falado em russo) e centra-se na população moderna que ainda vive com as consequências do desastre de Chernobyl. Tudo começa com o roubo de uma porta, coisa absurda e que é mote para seguirmos o ladrão e compreendermos a origem da rapinação.
No link que leva o trailer, na verdade, podem ver dois clips do filme, que são mais do que explicativos.

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Istället för abrakadabra de Patrik Eklund (trailer,imdb)
O realizador que tem nesta, a sua terceira curta, tendo já realizado uma outra e iniciado o seu trabalho na televisão Sueca (país de Lar Von Trier e de onde veio o filme de vampiros revelação- Le The Right One In), que neste trabalho nos trás uma comédia sobre um jovem a quem é dada a oportunidade de entreter a família no aniversário do pai com os seus números de magia (se prometer arranjar um emprego e sair definitivamente de casa dos pais).
Vivendo da situação de anti-herói do protagonista, o humor surge maioritariamente da antecipação que se gera sobre o grande espectáculo.

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Kavi de Gregg Helvey (trailer,oficial,imdb)
Seguindo um pouco a onda se Slumdog Millionaire, esta curta foi filmada na Índia, em Hindi, e que retrata a vida de um rapaz (Kavi) nos trabalhos forçados a que a sua baixa condição social obriga. Gregg Helvely (que é aqui produtor, argumentista e realizador) trabalhou com a BBC e na feitura de documentários, daí que a sua curta (esta é a sua segunda, sendo a primeira um documentário sobre o poder da pornografia na intimidade) esteja banhada de um realismo documental cru.
A compra do DVD com o filme, produz um donativo de 30% para combater a escravização de crianças pelo mundo. Com esta curta, o realizador ganhou a medalha de ouro da Student Academy, assim como outros prémios em diversos festivais.

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Miracle Fish de Luke Doolan (oficial,imdb,completo)
Este é o único dos cinco nomeados, que temos o direito de ver na integra pelos caminhos obscuros da Internet. E seria de facto um crime se assim não fosse, filmes como este tem a obrigação de ser mostrados às pessoas, de uma delicadeza invulgar e recheado da mais saudável tradição americana (o síndrome Colombine e a própria organização da narrativa).
O realizador e argumentista Luke Doolan, tem vindo a ser montador de várias curtas (entre elas Spider que recebeu o prémio em Sundance na sua categoria), assim como director de fotografia em outras tantas. Esta é a sua terceira aventura e a primeira na área do drama (as outras duas eram comédias).
Miracle Fish, que tem ganho uma série de prémios em festivais do género (e não só), trata de um miúdo de 8 anos, que no dia do seu aniversário, vai para a escola como é seu costume, descrevendo os acontecimentos que decorrem nesse dia.

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The New Tenants de Joachim Back (trailer,oficial,imdb)
Tendo como protagonista Vincent D'Onofrio (e outros actores mais conhecidos da televisão), esta é a estreia do realizador Joachim Back, sendo que o seu argumentista Anders Jensen foi nomeado para esta mesma categoria por três vezes, tendo ganho uma delas (sendo também o argumentista do muito antecipado Brothers).
Num dia de mudanças, Jan e Zelko ocupam uma casa, onde todos os vizinhos são estranhos, desde o traficante de drogas, ao religioso, passando pelo adepto de armas de fogo. Naquele que será certamente o pior dia de mudanças, os novos donos do apartamento descobrem que todos os ex-proprietários morreram. Balanceado entre o drama e o humor negro (com toques de romance).

2.01.2010

Tomar atenção: 1 de 3

Numa época de prémios, que invariavelmente prestigiam os filmes comerciais, ou, que pelo prestigio, vão ter sucesso nessa área, é importante virar os olhos para aqueles objectos mais longínquos, também vencedores de prémios, mas a uma escala mais pequena, e que por isso não recebem a visibilidade que outros títulos auguram.

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La Nana (imdb,variety,rotten95)
O quê: Raquel é uma empregada, doméstica e ama de uma família há mais de 25 anos, passando a fazer (mais ou menos) parte da família, isto, até que uma nova empregada é contratada, e Raquel que era uma santa, mostra as suas garras.
Porquê: Nomeado para melhor filme estrangeiro nos Globos (e quase certo na mesma categoria dos Oscars, grande concorrente de Los Abrazos Rotos e Das weisse Band), vencedor de melhor filme e melhor actriz em diversos festivais e círculos de críticos, este foi vencedor do Grande prémio do jurí em Sundance (para o World Cinema) e prémio especial do júri para o desempenho de Catalina Saavedra. Além disto, um filme com uma tagline como: She's more or less family, vale a pena só por isso.

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The Messenger (imdb,rotten90,filmcritic3,variety,Roger Ebert3.5)
O quê: Acompanhamos um militar destacado para uma equipa que anda pelos estados unidos a dar as condolências às famílias dos militares mortos na guerra.
Porquê: Apresentado em Berlim, onde ganhou prémio da paz e leão de ouro para melhor argumento, ficou em águas de bacalhau até ao final do ano até ser estreado nos EUA onde tem vindo a ganhar grande notoriedade, com 3 nomeações nos Independent Film Awards, uma nomeação para os Globos e vencedor de melhor actor secundário e spotlight award pela National Board of review. Woody Harrelson tem vindo a ser o mais homenageado (apesar do realizador Oren Moverman ser digno de nota, que apesar de ser estreante nestas andanças, foi o argumentista de I'm not There), neste ano que é de ouro para o actor que depois do sucesso comercial de Zombieland e 2012, da antecipação de Defendor, este filme indie que lhe vai dar (quase certo) uma nomeação para o Oscar de melhor secundário.

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Humpday
(imdb,rotten79,filmcritic3.5,variety,RogerEbert3.5)
O quê: Dois amigos de faculdade reencontram-se passados vários anos e por uma série de eventos azarados, inscrevem-se num concurso de vídeos pornográficos; depois de muito pensar consideram que a única coisa que lhes resta fazer é ter sexo, apesar de ambos serem heterossexuais e um deles casado.
Porquê:Vencedor do prémio especial do Júri em Sundance (o ano passado) e nomeado para o prémio Cassevetes pelo seu realizador/argumentista/produtor Lynn Shelton. O filme tresanda (no bom sentido, se isso é possível) a comédia indie, filmada sem artifícios, baseia-se exclusivamente na química que os actores conseguem gerir; como é normal tenta-se brincar com os tabus de forma adulta e descomplexada (podemos pensar que é a versão indie e gay de Zack and Miri make a porno), retorcendo os clichés que quase automaticamente surgem no género. Lembrar apenas que o filme é em grande parte fruto de improviso. Tem andado nos calendários com data de estreia há mais de três meses, tendo sido adiado consecutivamente, quem sabe o indie lhe pegue.

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Bronson (imdb,rotten78,filmcritic3,variety,RogerEbert3)
O quê: Bronson é o nome do alter-ego de Michael Peterson, um jovem de 19 que vai parar à prisão e lá cresce para se tornar o mais perigoso presidiário inglês, sentenciado a 7 anos, passa lá 34, 30 dos quais na solitária. Acompanha-se um homem desequilibrado e a sua sede por notoriedade. O filme passeia-se pelo filme de terror, humor negro, gore, sendo no fundo um tratado sobre uma personalidade perturbada.
Porquê: Ao que se conta, Tom Hardy faz uma papel de partir paredes (literalmente), na pele de um presidiário louco; venceu melhor actor nos British Independent Film Awards. O filme foi nomeado para o prémio do Júri em Sundance o ano passado. Realizado por Nicolas Winding Refn (realizador da Trilogia Pusher) e que desde este filme já fez Valhalla Rising (apresentado em Toronto com pouca aceitação), este realizador pelo que se percebe tem um gosto especial por violência (gratuita ?), sendo que Bronson não é excepção.

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Panique au village (imdb,rotten86,filmcritic2,variety,RogerEbert3.5 )
O quê: A história de três bonecos de plástico, chamados vaca, cowboy e índio respectivamente, e das suas aventuras na sua aldeia, onde vivem numa casa rural que atrai todos os mais estranhos acontecimentos, entre eles o ataque de pinguins mecânicos. Tudo isto envolto numa história de amor entre o cavalo e uma égua. Há ainda que lembrar que todas as vozes do filme são aceleradas.
Porquê:Este é um filme sobre o qual tenho um interesse desmesurado, primeiro porque já estou farto de cinema de animação, todo repinocado (a pixar apesar de tudo é uma excepção), segundo, porque é fruto de uma liberdade criativa invulgar e de um humor invulgar (só alcançável pelo auxílio de drogas, creio eu). Sem actores famosos, sem história comoventes, sem efeitos de computador, um filme divertido e despretensioso. Ainda mais, é o primeiro filme de stop-motion apresentado em Cannes e vencedor do Audience Award no Fantastic Fest em 2009.

P.S.:Os títulos levam aos trailers

9.16.2009

Are All Men Created Equal ?

Este ano o incauto espectador, poderá cair em desgraça, uma vez que se estreiam, quase simultâneamente, três filmes com grande proximidade no que diz respeito ao título: A Single Man, A Serious Man e Solitary Man. Os três usam a palavra 'man', e adjectivam-na com uma palavra começada por 's' (ainda para mais com significado semelhante - sozinho e solitário). Mas as semelhanças continuam:


No primeiro caso (A Single Man) trata-se de um dos filmes pelo qual mais anseio; Tom Ford, estilista por 10 anos da marca Gucci, decidiu escrever, dirigir e produzir um filme (depois de participações no guarda-roupa do último 007 ou em Limits of Control, entre outros). Ford, que é assumidamente homossexual, decidiu adaptar um romance de Christopher Isherwood, sobre um homem (professor de Inglês) que depois da morte do seu companheiro de 16 anos tenta superar o luto iniciando uma relação com uma vizinha, tudo ambientado nos anos 50. Colin Firth (que ganhou agora em Veneza o prémio para melhor interpretação masculina com este filme) protagoniza, auxiliado de Julianne Moore. O Trailer aconselha-se, mais que tudo, pela poesia inerente e pela coragem de não deslindar o que quer que seja da história.


A Serious Man é a nova película dos irmãos Coen, que depois de No Country for old men e Burn After Reading, subiram imenso a parada, o que quer dizer que este pode muito bem vir a ser uma pequena desilusão, no enanto o trailer indica o contrário: a perversão dos dois irmãos cineastas continua; quando um trailer usa como banda sonora uma cabeça a ser esmurrada contra uma parede e a frase 'we are going to be fine', é sinal de que tudo vai pelo melhor. Com Michael Stuhlbarg a tomar o papel principal de um homem (professor de Física) que vê a vida andar para trás quando a sua mulher se divorcia dele, o irmão vem viver para sua casa, a filha lhe rouba dinheiro para uma operação plástica, cartas ameaçadoras começam a surgir, um aluno oferece-lhe um suborno para passar de ano, acusando-o de difamação quando este recusa e claro está (a semelhança com o título anterior) a vizinha do lado começa a atirar-se a ele. Uma comédia negra, como seria de esperar dos irmãos, instalada nos anos 60.

Quanto a Solitary Man pouco há a dizer, uma vez que pouco se conhece, o filme será apresentado este ano em Toronto e Tribeca. Realizado por um dupla (não de irmãos) Brian Koppelman e David Levien (realizadores de Knockaround Guys em português Criminosos à solta e argumentistas de Soderberg em Ocean's 13 e The Girlfriend Experience). Com Jesse Eisenberg, Michael Douglas, Danny DeVito, Susan Sarandon e Mary-Louise Parker. Ao que parece a trama trata também de um homem (um magnata da industria automóvel) que vê a sua vida ir pelo cano. Ainda não há trailer.


A par destes três, temos ainda o documentário Transcendent Man sobre o futuro tecnológico do ser humano, um outro documetário sobre o ambiente, No Impact Man. Quanto à ficção, já estreram este ano a comédia I Love you, Man e recentemente The Other Man, o novo filme de Richard Eyre. Por estrear estão duas comédias-românticas-familiares-indie, One Good Man - sobre um bispo Mormon e as suas dificuldades em coordenar o trabalho com a vida pessoal e The Answer Man sobre um homem que escreveu um livro sobre as suas conversas com Deus e desde então se tornou descrente.

9.01.2009

Semelhanças - XXXVI

O pequenininho planeta relvado de King Kai da série animada DragonBall

Um pequenininho planeta relvado no paraíso de The Lovely Bones (Peter Jackson) - Trailer

8.29.2009

Cinema Português em Marcha: 6/6 - Co-produções estrangeiras e Longshots

O Último Voo do Flamingo, é um livro de Mia Couto que agora recebe a sua conversão cinematográfica. João Ribeiro, realizador moçambicano dirige esta adaptação, depois de um curta (Tanzana) que já adaptava um conto do mesmo autor e de produzir A costa dos Murmurios. Um thriller sobre a morte misteriosa de combatentes da ONU que pretende reflectir o que foi (e é) Moçambique depois da guerra civil. Co-produção (com arçamento de 1 milhão) entre Moçambique (State One), Portugal (Fado filmes, ICA, RTP), Espanha (Potenza Films), França, Brasil (Videofilmes de Walter Salles) e Itália (Carlo d'Urzi Produzione). Iniciou as rodagens este ano em Março e espera-se que esteja pronto antes do final do ano. Adaptado pelo português Gonçalo Galvão Teles, esta é a segunda longametragem filmada em Moçambique por um moçambicano depois da independência. Para mais informações fica aqui o forum DVD Manias.

Cendres et Sang, é o primeiro filmes da actriz francesa Fanny Ardant (8 femmes), escrito por ela e por Paolo Sorrentino (escritor e realizador da comédia italiana Il Divo), foi um dos filmes seleccionados para Cannes fora de competição. Co-produzido por França (arte, Hirsh, DD Produtions), por Portugal (Alfama filmes do Paulo Branco) e Roménia (Libra Films). Trata da história de uma mulher, separada da sua familia desde que se exilou depois de assassinar o seu marido, que regressa a custo aos seus filhos a propósito do casamento de um deles, sendo que as rivalidade precistem. O sitio oficial contem dois clips, uma pequena galeria de imagens, um sinopse e uma entrevista com a realizadora.

No Meu lugar, primeira longa do crítico brasileiro Eduardo Valente, apresentada em Cannes, 7 anos depois de lá ter ganho o premio da Cinefundation com a sua primeira curta (podem ver aqui uma conversa com o realizador à altura e agora em 2009). Uma co-produção Brasil (Videofilmes e Petrobrás) e Portugal (Fado Filmes), com apoio do ICA. O filme conta a história de um polícia que durante uma situação de refens compreende que as suas acções terão profundas consequencias na sua vida e de mais 2 familias. Fica aqui o Trailer do filme que em Inglês tem o título Eye of the Strom.

Longshots:

Mistérios de Lisboa (filme e mini-serie) de Raul Ruiz
Operação Outono de Bruno de Almeida (The Lovebirds)
Em Segunda mão de Catarina Ruivo (André Valente)
O Estranho Caso de Angélica de Manoel de Oliveira
O Grande Kilapy de Fernando Vendrell
Margarida de Licínio Azevedo

Ver a lista de filmes opiados pelo ICA (1 e 2)

8.27.2009

Cinema Português em Marcha: 4/6

7# Águas Mil, foi o filme português que esteve quer na secção de competição nacional, quer internacional da última edição do indie, realizado por Ivo Ferreira que faz com este filme a sua segunda longa (depois de Em volta), retrata o pos-25 de abril de 74 abordando os acontecimentos que ficaram escondido pela euforia e alegria de uma revolução tão marcante para Portugal. O artigo do publico aborda o tema e explica que a trama trata de um jovem, na actualidade, que busca pelo pai desaparecido aquando da revolução. Com Gonçalo Waddington no principal papel. Fica aqui o site oficial com um pequeno trailer.

6# Duas mulheres é uma co-produção Luso-Brasileira com a Costa do Castelo filmes, realizado por João Mário Grilo, filme o qual pretende explorar a condição humana deste novo século: a predação, o canibalismo social. O filme será o primeiro de uma trilogia sobre a condição humana, realizada por Grilo. O filme conta a história de um bem sucedido banqueiro e a sua mulhuer que serve de acessório social em jantares e festas, a qual toma conta da sua insignificancia quando conhece um modelo, simbolo de tudo o que podia ter sido; daqui surge uma relação amorosa entre ad duas mulheres, até que o marido descobre. Podem ler uma sinopse no sitio da Castelo Lopes, ou a reportagem do DN, ou ainda ver o video que do expresso publicou sobre um dia de gravações. Com Beatriz batarda no principal papel, Joana Amorim, Virgilio Castelo, Nicolau Breyner e Sofia Grilo.

5# Olhos Vermelhos é o filme que marca o regresso de um dos nomes sonantes do novo cinema português (novo em 1963 quandro estreou Os Verdes Anos), Paulo Rocha. Este é um filme puzzle, como nos informa uma longa reportagem do ipsilon nas filmagens, que retrata aspectos da vida do realizador desde a sua infancia à actualidade. Uma co-produção Luso-brazileira com Isabel Ruth e Márcia Breia, filmado em Ovar, Arouca e Porto, que se prevê estar pronto no Outono. A história conta com um casal formado por uma portuguesa convertida ao islamismo e um iraquiano, uma professora que investe numa fábrica de calçado, e um conjunto de camponese de há dois séculos (que serão os antepassados de Rocha), sendo que as histórias de alguma forma vão desembocar na aldeia onde nasceu o paí do realizador (intrepertado por Chandra Malatitsch enquanto novo e o actor brasileiro Lima Duarte quando mais velho).

8.25.2009

Cinema Português em Marcha: 2/6

15# A esperança está onde menos se espera é um filme de Joaquim Leitão sobre o qual li o ano passado por volta do natal, a semana passada, quando fui ver o filme do senhor Mann, deparei-me com um enorme cartaz (enorme não só para um filme português) publicitando a estreia já em Setembro. O sitio oficial é muito completo, só que o trailer é quase impossível de ver, por isso fica aqui o trailer do youtube. O trailer tem o narrador mais horrível da história do cinema português e tudo indica que isto seja um produção muito televisiva. Com Virgilio Castelo e Ana Padrão e uma trupe de jovens actores Carlos Nunes, Alcida Vaz e José Carlos Cardoso.

14# Quero ser uma estrela é uma produção da Marginal filmes e da TVI o que logo dá a entender um pouco do que poderá ser o filme. Realizado por José Carlos de Oliveira, trata das redes de escravatura sexual que são um problema crescente; filmado em Moçambique e África do Sul durante o mês de Julho e Agosto deste ano, prevê-se uma estreia para Dezembro. Com Dália Carmo no papel principal e vários actores Moçambicanos. Fica um vídeo de um programa da televisão moçambicana Fike com entrevistas durante o primeiro dia de rodagem.

13# Backlight, Fernando Fragata (realizador do Sorte Nula) volta com um filme mainstream, em inglês, com actores estrangeiros e com um género que atrai muita gente, um filme de acção apocalíptico, em que toda a humanidade corre o risco de se extinguir. Com Joaquim de Almeida, uma menina da televisão americana Skyler Day, outro menino do mesmo sítio, Scott Bailey. O trailer pode ser visto no sapo e o site oficial também mostra o trailer (o outro é mais rápido) e o poster.

12# Uma Aventura na Casa Assombrada, adaptação cinematográfica da série de literatura infanto-juvenil de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada que teve direito a umas séries televisivas e agora salta para o grande ecrã pelas mãos do realizador português, possivelmente de maior sucesso comercial, Carlos Coelho da Silva (Crime do Padre Amaro, Amália e alguns episódios da dita série). A história é relativamente fiel ao livro, tem que ver com um diamante inca com poderes mágicos que se esconde numa casa assombrada. Os protagonistas são formados nos Morangos com Açucar, mas são acompanhados de alguns nomes mais sonantes como Ricardo carriço, Ana Padrão, Sofia Grillo e Sandra Barata Melo. Fica aqui o storyboard das cenas incas, o sitio da Valentim de Carvalho Filmes (que se mostra na senda de produzir sucessos comerciais), ainda uma notícia do cinema-sapo e uma reportagem da sic (canal que apoia financeiramente o filme) sobre a rodagem do filme.

8.21.2009

Semelhanças - XXXV

Filme de terror com uma bela banhoca - Teeth de Mitchell Lichenstein
A imagem pertence ao poster

Filme de Terror com uma bela banhoca - The Uninvited dos Irmãos Guard
A imagem pertence ao trailer

7.26.2009

Boa Sorte

O homo-erotismo sempre foi uma constante na obra de Nicholas Ray, assim como de muitos realizadores do período clássico americano (Imitation of Life tem uma cena em que as duas protagonistas conversam placidamente na mesa da cozinha, mas todo o ambiente e a própria forma de dirigir de Sirk seguem todos os parâmetros de uma magistral cena de paixão). Sempre de forma muito dissimulada, está claro, sempre se deram a entender coisas ao espectador, mesmo que se o fizesse da forma mais pura, sem qualquer sombra de perversão.

The Lusty Men com Robert Mitchum e Arthur Kennedy é um caso mais do que óbvio: por uma lado porque Ray, desde o princípio criou um personagem másculo e sábio (Jeff/Mitchum) e por outro lado um homem já adulto, mas profundamente infantil, que vê no primeiro tudo aquilo que ele idolatra (Wes/Kennedy). Claro é como água, que desta relação de amor, pouco poderá fruir, ainda para mais quando se cria o triângulo amoroso entre a mulher do segundo e o nosso vaqueiro, Jeff. A subversão é máxima (às vezes até me dá vontade de ser nostálgico em relação à censura, mas é coisa que passa depressa), pois chega a ter ciúmes da própria mulher, por esta (sempre fiel ao seu marido) ser cobiçada por Jeff - objecto do seu desejo proibido (?) - ciúme que vira em ódio ao cobiçador pelo desprezo deste, numa genial sequência (como escreveu Bénard da Costa: ”uma sucessão de planos de estarrecer”), a da festa, que termina em beijos (entre Jeff e a Louise) e posteriores socos (entre Jeff e Wes).

Tudo isto para que a trama venha a culminar poucos minutos antes do final com uma troca de olhares, que deveria fazer parte dos livros de história, em que antes de Jeff fazer o seu regresso ao rodeo, Wes olha-o com verdadeiro Amor e lhe deseja boa sorte, soltando o mais terno dos sorrisos. Uma cena de estarrecer.

7.15.2009

Semelhanças - XXX

A silhueta do vilão (Gru) da nova animação 3D da Universal - Despicable Me

Silhueta do nosso conhecido Alfred Hitchcock

5.19.2009

(Dois mil e) nove

Chegamos ao final da década, ano de 2009, é curioso que por questões de marketing, surjam vários filmes com o número 9 no título, uns por acaso (creio eu) outros por simples oportunismo, vejam-se 4 filmes que corroboram esta ideia (os títulos levam aos trailers):

9

Filme produzido pelo grande Tim Burton e pelo novo menino de ouro de Hollywood, Timur Bekmambetov (o senhor do Wanted). O filme é realizado por um estreante nas áreas movediças da longa metragem, no entanto foi com a mesma ideia e o mesmo título que em 2005, Shane Acker foi nomeado para o oscar de melhor filme de animação (um pouco à imagem de Sky Captain que originalmente também era uma curta e que depois passou a longa por motivos comercias). Com um elenco bem apetrechado: Elijah Wood, John C. Reily, Jennifer Connely e Cristopher Plummer; conta-se a história de um boneco de trapos (9) que tenta salvara a vida num mundo apocalíptico; uma história de aventura, como seria de esperar. Estreia 9-9-09 nos EUA, por cá ainda não se sabe. Podem visitar o site oficial aqui.

District 9

Produzido por Peter Jackson, esta é uma nova aposta da sci-fi americana: mockumentary, ou seja, falsos documentários, com orçamentos reduzidos, sem estrelas, mas com publicidade viral e conceitos arrojados e efeitos especiais curiosos. Exemplo da publicidade é o site oficial, que se divide entre a versão para humanos e a versão para não-humanos, é divertido explorar.
Realizado por Neill Blomkamp, também ele na sua estreia, já havia trabalhado com Jacksom como assistente de realização numa curta (Crossing the line), esteve envolvido nos efeitos especiais do Senhor dos anéis e em várias séries de ficção-científica (Dark Angel, Stragate SG-1, Smalville).
O plot é estranho e misterioso, mas ao que parece, existe uma espécie de alienígena que se instalou no nosso planeta e é suportada pelo estado contra a vontade da população humana, criando-se um fosso de culturas; quem sabe uma metáfora para a discriminação racial, sexual e étnica.

$9,99

Verdadeiramente, este filme é de 2008, mas a estrear no nosso país só o será este ano, 18 de Junho é a data prevista. Produção Franco-israelita, o filme é uma animação de stop-motion da estreante realizadora Tatia Rosenthal.
A tag line é das coisas mais deliciosas: The meaning of life is in sale, Now!
Trata as vidas de um conjunto de vizinhos num bloco de apartamentos que buscam o sentido para as suas vidas, tendo como protagonista um rapaz que compra um livro sobre o significado da vida por 9,99 dollars, sendo que há ainda um homem com asas que é um pombo gigante.
Podem visitar o site oficial aqui.

Nine

Dos quatros, este é aquele pelo qual tenho um gosto especial.
Mesmo tendo como realizador e coreografo Rob Marshall que nos habituou a desilusões, entre elas Chicago e Memórias de uma Gueixa, este é possivelmente o melhor elenco que um filme pode alguma vez ter tido: Daniel Day-Lewis (que era para ser Javier Bardem), Marion Cotillard, Penelope Cruz (que era para ser Renée Zellweger), Judi Dench, Nicole Kidman, Kate Hudson, Sophia Loren e Stacy Fergunson (mais conhecida por Fergie).
O argumento é um labirinto, não no que respeita à narrativa, mas sim à sua origem: o argumento é da autoria do recentemente falecido Anthony Minghella e do não creditado Michael Tolkien, que se baseia no livro de Arthur Kopit, o qual se inspirava na peça teatral de Mario Fratti cuja inspiração se originou no filme autobiográfico de Federico Fellini, 8 1/2.
Segundo o imdb esta é a história de um realizador de cinema e das suas relações com a mulher, a amante, a musa, a agente e a mãe.
Nine (nove) provém do 8 1/2, mais um meio e estreia-se nos EUA a 25 de Novembro.

5.12.2009

Semelhanças - XXVII

Live and let Die - Baron Samedi

The princess and the frog - Witch doctor

P.S.: Imagem retirada do novo trailer do filme da Disney, que podem ver aqui.

4.10.2009

4 primeiras obras e mais uns pozinhos

Sleep Dealer

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Uma das grandes descobertas de Sundance do ano passado, vencedor no mesmo festival de melhor argumento e vencedor de outros festivais (Berlin international film festival) o prémio para melhor primeira obra, o filme é realizado por Alex Rivera e foi apresentado em Portugal à duas semanas na estreia do canal de televisão sci-fi (não vi mas ainda tenho esperança que venha a estrear em sala).
Ganhou o prémio da amnistia internacional e não era para menos, o filme ficciona um futuro em que para combater a imigração ilegal de mexicanos para os EUA estes trabalham no seu pais de origem controlando máquinas construtoras-civis no pais da liberdade; é sem dúvida uma inteligentíssima parábola sobre um dos mais graves problemas actuais no que respeita os direitos humanos - a imigração ilegal.
O título leva ao site oficial e aqui vão directamente ao trailer no site da apple, peço ainda atenção para o maravilhoso poster.

Moon

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Selecção oficial em competição em sundance este ano e já na altura com agradável recepção por parte da crítica, este filme, também ele de ficção científica e também ele primeira obra é, juntamente com outros, o sinal de que a sci-fi está a voltar e através de produções independentes e super atrevidas.
Este filme vai buscar muita influência a '2001' e trata a história de um astronauta que vai para a lua numa missão de três anos supervisionar a extracção de fonte "actual" de energia limpa do planeta Terra, só que a solidão começa a mexer com a mente do nosso pobre e único protagonista de carne e osso (para alem do computador que o acompanha e das conversas por videoconferência que vai tendo com a família e chefia).
Duncan Jones estreia-se e leva ao extremo Sam Rockweel com Kevin Spacey a dar a voz ao robot, o trailer fica aqui e vale muito a pena, segundo o Tomatometro (só com 8 críticas ainda) o filme tem 100%. (Descobri agora que o Deuxieme acabou de publicar um post sobre este filme, visitem)

Phoebe in Wonderland

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Mais uma obra descoberta em sundance, este filme conta com um cast um tanto ao quanto televisivo e ao que parece é mesmo o elenco que sustenta um filme por vezes incoerente, Elle Fanning (a pequena Daisy de Benjamin Button, uma das miudas em Babel e a filha em I am Sam) que ao que parece está fabulosa, Patricia Calrkson (Green Mile, Pieces of April), Felicity Huffman (a nossa Desperate Housewife, aquela que tem uma pizaria com o marido) e Bill Pullman (recentemente no fraquíssimo Surveillance).
A história é a de uma menina um pouco diferente, que se inscreve para participar numa peça de Alice no pais das maravilhas e da sua relação com o mundo através das personagens da peça.
Fica aqui o trailer.

Tulpan

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Um dos fenómenos do cinema do mundo no ano passado, vencedor do Certain regard em Cannes, nomeado para o prémio descoberta do ano no European film awards e vencedor de uma série de prémios na Índia, São pulo, Tokio, Zurique e Monterreal. Já tem data de estreia para Portugal (14 de maio- daqui a um mês).
Filmado no Cazaquistão (o pais do Borat) é o resultado de uma conjunto de países a trabalhar em comunhão -Alemanha, Polónia, Rússia, o Cazaquistão e Suiça.
O plot é simples e intimista, centra-se numa família de pastores de cabras e ovelhas, tendo como personagem central um dos filhos mais novos.
O trailer fica aqui.

Para além destes filmes, que sendo menos conhecidos merecem mais a minha atenção, quero lembrar os trailers de Cheri (filme de Stephen Frears com Michelle Pfiffer que ao que perece é uma delícia de filme à meneira de Ligações Perigosas), Departures (vencedor do oscar de melhor filme estrangeiro uma comedia dramática que espelha até certo ponto a crise do emprego actual), Rudo y Cursi (filme do irmão de Alfonso Cuaron (Carlos), com os protagonistas de Y tu madre tambien) , Escpatist (thriller da fuga de uma prisão apresentado no Fantas com Brian Cox) Is anibody There? (o Venus deste ano, só que com Michael Cain), Away we go (a dramedy de Sam Mendes) e Where the wild things are? (que toda a gente já viu mas é sempre bom lembrar um realizador como Spike Jonze)

3.22.2009

Agustina e o Cinema de e por Botelho

"Finalmente se prova que não há incompatibilidade entre o cinema e a literatura", escreveu Agustina. Não há em "A Corte do Norte" demasiada literatura?

A voz, o texto, é tão matéria-prima como o olhar, como a luz. Este filme está marcado por duas fontes de inspiração: o texto da Agustina e a matéria de luz do Caravaggio. Isto serve-me para uma homenagem ao cinema, com a ideia de que a fotografia é anterior ao cinema, do cinema ser composto por vários elementos - isso chama-se matéria, matéria.

O texto é da Agustina, a luz é do Caravaggio, e a música...

... é também matéria, não é para encher chouriços. Tive a sorte de encontrar uma música de Schubert, "Rosamunde", e, é evidente, a "Traviata", do Verdi, que a Sissi ouvia. Mas é sempre assim: ouçam-na, ouçam a música, agora vejam um gesto.

Não respondeu à questão: a forte carga literária dada pela voz- "off"...

A ideia é respeitar um texto que é forte ou mais forte do que a ilusão. Aquilo é matéria, não há ilusão nenhuma. O cinema não é ilustração. Uma das coisas que mais me agrada no cinema que defendo é a defesa integral do texto literário. Só há uma frase minha: "Ouçam a minha voz e sigam-me para que não se percam." Até a palavra FIM está a mais.
Para mim é criar emoções com coisas abstractas! A minha forma é para ser feito quanto mais abstracto melhor! Quem me dera chegar às riscas do Rothko ou ao ecrã preto do João César Monteiro! Isso é que é respeitar a palavra.

A ideia é que se ouça, ouça, ouça. O cinema é isso: é uma coisa das luzes e das sombras, para as pessoas se atirarem lá para dentro, pôr um tapete muito bonito e retirá-lo quando as pessoas se estão a babar. O cinema nunca permite identificação. Estou sempre a dizer: "Atenção isto é falso, atenção isto é falso." O que é verdadeiro é a relação entre o que se passa no ecrã e as pessoas. Ninguém morre no cinema.

A história não me interessa nada. O que me interessa é a maneira de escrever da Agustina - não gosto das coisas lineares mas das incongruências em que ela nos faz tropeçar - e a maneira de eu filmar. As histórias são do século XIX. O cinema deve ser maior do que as histórias. É o modo de filmar que me interessa. A arte não se percebe, um quadro não se entende, não é para perceber! E não tenhamos ilusões: a literatura é mais aberta do que o cinema. O cinema fixa coisas. Quando num romance se diz que uma pessoa está vestida com um casaco castanho, com uma gravata manchada de amarelo, com a camisa amarela eu pergunto: quantos castanhos há?


Há uma questão óbvia: a ficção da Agustina está ligada à obra de Oliveira... ["Francisca", 1981, adaptação do romance "Fanny Owen"; "Vale Abraão", 1993, baseado no romance homónimo; "O Convento", 1995, inspirado numa ideia original de Agustina; "Party", 1996, argumento de Oliveira e diálogos da escritora; "Inquietude", de 1998, adaptado de "Mãe do Rio"; "O Princípio da Incerteza", de 2002, baseado em "A Jóia de Família"; "O Espelho Mágico", 2005, inspirado em "Alma dos Ricos"]

O cinema para mim nunca é o que se passa e quando se passa, é onde se põe o raio da câmara. Fizeram-se grandes filmes sobre a "Madame Bovary", do Flaubert, um deles é o "Vale Abraão", do Oliveira - o Renoir e Buñuel foram os outros. Mas o cinema não é a Madame Bovary. O cinema é o modo de filmar a Madame Bovary.

O plano do Oliveira não tem nada a ver com o meu. Ele ainda é mais radical do que eu. Ele diz: não há cinema, o cinema é um registo mecânico do teatro, o teatro não tem rede. O cinema é um olhar, o teatro é a palavra. Adoro a câmara no Oliveira. A diferença está na construção ideológica e de formação. O Oliveira acha que as mulheres são perversas. Não partilho dessa posição: estou com Agustina, as mulheres são geniais e grandes, os homens são débeis e fracos. Para ela, são as mulheres que transformam o mundo, são elas que lutam que rebentam com as convenções e os homens vão atrás, são arrastados.


Botelho (entrevista) apesar de tudo o que se lhe possa acusar é um excelente orador, se calhar melhor do que cineasta, mas que tenho 'ganas' de ver A corte do norte lá isso é verdade.

3.07.2009

Mais do que Grandes Expectativas - IX



Jarmusch é daqueles senhores acerca dos quais não vale a pena escrever, porque o seu cinema é tão particular e inexplicável que qualquer palavra dita a respeito da sua obra encurta as possibilidades infinitas da mesma, Jarmusch é Jarmusch, assim como Lynch é Lynch ou Rhomer é Rhomer e podia continuar por toda a história dos grandes realizadores, mas acho que a ideia já passou (assim como Kubrick é Kubrick).
Há que fazer referência a um excelente elenco com Tilda Swinton (irreconhecível), Bill Murray (que já tinha trabalhado com Jarmusch no milagroso Broken Flowers), Gael Garcia Bernal, John Hurt e Isaach de Bankolé, podem visitar a página oficial do filme, o site de Jarmusch e em baixo têm um cheirinho do filme que já tem estreia nacional para 10 de Setembro, distribuído pela Castello Lopes.

2.21.2009

Curtas mas Boas - Animação

Decidi virar a minha atenção para a categoria dos oscars de melhor filme curto animado, este ano aos nomeados (5 como é normal) e nenhum deles é comum com os nomeados dos Bafta, eles são:
  • Tsumiki no ie (La maison en petits cubes / the house of little cubes)
  • Ubornaya istoriya - lyubovnaya istoriya (Lavatory - Lovestory)
  • Presto (aquela curta que acompanhou o Wall.E)
  • Oktapodi
  • This way up
Tsumiki no ie é um filme japonês, realizado e escrito por Kunio Katô (a sua primeira curta), tem 12 minutos de duração e conta a história de um homem que vive numa cidade que está progressivamente mais alagada, e devido à constante subida do nível da água, o senhor velhinho vais construindo cubos em cima de cubos mudando-se de uns para os outros e assim evitando a água, só que certo dia ele perde o seu cachimbo preferido e então entra numa epopeia para o recuperar, visitando as suas antigas casas e recordando a sua vida a cada cubo que passa.
A imagem leva a um pequeno cilp do filme.

Ubornaya istoriya - lyubovnaya istoriya é uma curta russa de 10 minutos de duração, realizada e escrita por Konstantin Bronzit e é das 5 nomeações a que é menos óbvia, por ser de uma simplicidade extraordinária, mas é aí que o filme ganha a sua sensibilidade; conta a história de uma empregada de limpezas nuns lavabos públicos e da sua ânsia pelo amor.
A imagem leva ao filme completo

Presto é o que de menos apresentações precisa (quem viu Wall.E terá certamente visto), realizado e escrito por Doug Sweetland é uma curta da pixar sobre uma mágico e o seu coelho esfomeado.
A imagem leva ao filme completo

Oktapodi é um filme de um conjunto de estudantes de cinema (Julien Bocabeille, François-Xavier Chanioux, Olivier Delabarre, Thierry Marchand, Quentin Marmier e Emud Mokhberi), o filme é francês e tem menos de 3 minutos, conta o amor de dois adoráveis polvos e das suas tentativas de permanecerem juntos quaisquer que sejam as adversidades
A imagem leva ao filme completo

This way up é uma obra da parceria Alan Smith e Adam Foulkes que tem uma série de trabalhos nos ramos da publicidade (Honda, motorolla, The observer, Orange, Platform), o filme em causa tem 8 minutos e conta as peripécias que um pai e o seu filho (que têm em conjunto uma empresa funerária) ao tentarem levar o corpo de um indivíduo do local em que morreu ao local onde será enterrado, tudo envolto em muito humor negro e piadas do género Looney Toons (vale muito a pena ver o trailer).
A imagem leva ao filme completo

Se tivesse que organizar os filmes pela ordem de decrescente na probabilidade de ganhar, em primeiro estaria Presto por todas as capacidades técnicas (imagem de marca da pixar) e claro o revivalismo de um certo humor dos anos 50, depois teria This way up, menos perfeito tecnicamente mas mais irreverente e original, em terceiro ficaria The house of little cubes sentimental, carinhoso e sentido e com o cheirinho da questão ambiental, depois Lavatory - Lovestory e por fim oktapodi.

1.19.2009

The Curious case of Forrest Gump

Só amanhã é que vou ver o filme, mas para já vejam esta preciosidade