Mostrar mensagens com a etiqueta Um mestre em acção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Um mestre em acção. Mostrar todas as mensagens

4.08.2012

4.04.2010

As 'Primeiras vezes' dos mestres


Parabéns! (Joao Pedro Rodrigues 1997 )
Enviado por esta2. - Veja outros filmes e emissoras de televisão em video

P.S.:João Pedro Rodrigues é um dos maiores cineastas mundiais no activo e no início de carreira (ao lado de um Jason Reitman ou um Arronofsky, para pensar americano), na cinematografia portuguesa é difícil haver estreias tão avassaladoras como o intemporal O Fantasma, ainda mais quando o segundo é o (fantasmagórico) Odete, pena minha não ter visto Morrer como um Homem. China, China era um bombom amargo e agora parece que vem um documentário sobre Macau; tudo o que vier é bem vindo. E claro esta curta é qualquer coisa de sublime, um regalo. [já aqui tinha falado]

6.26.2009

O mestre é que a sabia toda

Nos dias de hoje, poucos são os filmes comerciais americanos, com resultados visíveis nas bilheteiras, que consigam ser um objecto de arte e, simultâneamente, vendável a uma vasta plateia de indivíduos; podem referir-se Wall.E ou Dark Knight ou mesmo Benjamin Button, mas verdadeiramente há qualquer coisa que sou a estranho quando O cavaleiro das trevas é posto na mesma frase com a palavra obra-prima (sendo que o caso da Pixar se calhar não é o melhor argumento na minha narrativa argumentativa).
Noutros tempos, mais coisa menos coisa, faz já 50 anos, o mestre do suspense estava no auge do seu labor criativo (Stranger on the Train/1951, Rear Window/1954, The man who Knew Too Much/1956, Vertigo/1958, North by Northwest/1959, Psycho/1960, The Birds/1963) fazendo filmes que são marcos incontornáveis na história do cinema e momentos irrepetiveis de perfeição e genialidade, sendo que eram avassaladores sucessos de bilheteira.
A actualidade pauta-se por filmes como o 2º Transformers, o 4º Spider Man, remakes de sequelas de spin-offs, ou então adaptações de monopólio - ou agora do Facebook. Mas mais do que tudo, os filmes de terror são um tiro certeiro nas bilheteiras (Motel, Hostel 1 e 2, Saw 1 ao 5, Sexta Feira 13 incontáveis, Pesadelo em Elm Street, e tantos mais) sendo que estes filmes ignoram o prazer do entretenimento, ou melhor, pervertem-no para o gore oferecido e desmiolado - o plano da perna cortado do Death Proof é uma das mais irónicas e severas críticas à actualidade decadente; diria eu, mas por outro lado é o senhor Tarantino que produz os Hostel - acima de tudo, confunde-se surpresa(leia-se susto) com suspense.
Retomando Hitchcock, este muito bem definiu a diferença entre surpresa e suspense: com a surpresa, os espectadores descobrem algo que não sabiam, com o suspense, os espectadores sabem algo que a personagem não sabe e anseiam por ver como é que a personagem vai reagir à descoberta. O filme que serve de tapete de entrada desta semana (The Man Who Knew Too Much) é disto um exemplo perfeito, Hitchcock lança todos os ingredientes para dentro da forma e ao longo de mais de uma hora prepara o espectador para a (famosíssima) cena da Ópera - a cereja em cima do bolo - sendo que, aí, deixa-se levar e faz com que o seu público espere mais de dez minutos pelo momento fatal, sem usar diálogo algum.

2.03.2009

Parabéns senhora Pixar !

A Pixar faz hoje anos, dia 3 de Fevereiro, foi fundada em 1986, faz portanto 23 anos de nascimento, isto oficialmente, pois oficiosamente existe desde 1979 como um departamento gráfico na Lucasfilms, mas foi só nos ditos 1986 que, depois de comprada pela Apple, a empresa ganhou o seu nome actual.
É curioso que a Pixar não tenha começado pela produção de filmes, curtas ou longas, mas sim pela produção de Hardware específico para agências governamentais e outros poucos, foi no entanto John Lasseter, que usou o material em causa para criar algumas brincadeiras animadas, numa tentativa de mostrar as capacidades do aparelho.
A venda não era muito famosa, as animações de Lasseter é que tomaram visibilidade e a empresa começou a ser contratada para criar anúncios televisivos.
Só em 1991 é que se realizou um contracto com a Disney para a criação de três longas metragens e a primeira foi Toy Strory.
A partir daí é história, muitas alegrias, uma carrada de prémios e óptimo cinema.

1.31.2009

Gondry - I

Michel Gondry resolve um cubo de Rubik com os pés


Explicação de como é que é feita a proeza


Michel Gondry resolve um cubo de Rubick com o nariz


Jack Black bate Gondry na resolução de cubos de Rubick



P.S.:brincadeiras à parte, Michel Gondry apesar de todos os seus maneirismos e tiques de MTV, é um senhor à maneira que gosta de cinema na sua vertente mais artistica e menos industrial, e claro que não se pode esquecer que ele é o realizador de tais filmes como The eternal sunshine of the spotless mind, The science of sleep, Be kind rewind e Humane nature.

12.29.2008

Amblin



Digam me lá que isto não é uma maravilha, se forem capazes de não sentir o bichinho do cinema.
A primeira obra de Spielberg em 35 mm, com um orçamente de 15 mil $ e uma duração de 26 minutos, é uma autentica delicia, foi o filme que permitiu a senhor Steven entrar no mundo dos filmes, deu-lhe um contracto para trabalhar como realizador de TV na Universal.
O filme é praticamente mudo, só com alguns efeitos sonoros e musica de guitarra acústica.

Nota: o chapéu do rapaz é igual ao do senhor Indiana e peço desculpa pela qualidade, mas não se pode fazer melhor.

12.12.2008

Não olhe para mim assim, que não penso dar-lhe.

O chocolate, dediquei-lho, mas sou eu que o como. Para além disso podia fazer-lhe mal e isso ninguém quer.

Parabéns e espero por ver Angélica e Singularidades.

P.S.: Ver post anterior

11.21.2008

7 x (Tim Burton + Johnny Deep) = Esquisitamente maravilhoso

Alice - Mad Hatter

Sweeney Todd - Sweeney todd

Sleepy Hollow - Ichabod Crane

Ed Wood - Ed Wood

Corpse Bride - Victor Van Dort

Edward Sdissorhands - Edward Sdissorhands

Charlie and the Chocolate Factory - Willy Wonka

P.S.: Sem ordem específica.

10.26.2008

Há filmes e filmes e depois há milagres...





Eu costumo dividir os filmes em: filmes para aquecer (aqueles em que o coração bate de forma estranha, que se transpira só pela força imagens, que nos tira a respiração e que normalmente faz os pés frios) , aqueles que paralisam (como foi o caso do Corações e do Alexandra este ano, em que mal o filme começa, as forças dos músculos desaparecem e o corpo fica morto e quase com medo de se mexer quando deparado com o que admira) e depois há aqueles que arrepiam (que uma pessoa não consegue estar parada na cadeira, mexe e remexe e grita e ri e vive no limite das sua possibilidades) e depois há aqueles que são tudo ou não são nada (não querendo dizer com isto que os que não são nada, não sejam bons, mas pelo menos não mexem tanto comigo).

Ali é um dos filmes que se pode dizer que arrepia e aquece (hó se aquece).

Um filme que parece ter o toque da perfeição divina numa parte inicial e a perfeição humana no resto da sua construção, um filme milagroso que ultrapassa o seu tema de revolta pelos direitos civis do negros e do boxe; um filme que extravasa o que se propõe a preencher, que vê o Homem como humano e a vida como parte integrante do que somos, e que para além de tudo isto tem o experimentalismo do senhor Michael Mann que só pela abertura do filme devia ser elevado ao estatuto de mestres modernos com Cronerberg, Spilberg, Lucas, Scorsese, Coppola entre tantos outros.

Absolutamente genial, absolutamente perfeito.

10.19.2008

As 'Primeiras vezes' dos mestres

Todos nós temos a nossas primeiras vezes, eu por exemplo tive no mês de Agosto o meu primeiro Billy Wilder e agora neste mês, a minha segunda vez, mas muitas outras coisas são feitas pela primeira vez e o resultado dessa vez pode decidir definitivamente o nosso percurso de vida. Felizmente que estas 'primeiras vezes' correram bem para tantos dos senhores que hoje eu e todo o mundo aclama.
Estes são 3 'primeiras' obras, curtas, filmadas em 8mm, 16mm e 32mm e que são tocantes na medida em que vistas passados tantos anos mostram-nos todas as características que virão a ser cristalizadas pelos seus autores, anos mais tarde.

O Grandíssimo Martin Scorsese (mostrado a sua perícia no controlo da montagem e na criação de um humor raro em muitas das obras subsequentes, mas que é sem dúvida característico)




O adorável Tarantino (mostrando as suas bases, no dialogo - hó, os diálogos dos filmes do Tarantino-, mas também o enfase nos actores, felismente a técnica melhorou com o tempo)



O gótico e delicioso Tim Burton (não com a primeira vez, mas sim com a quinta e sexta)

Vincent (uma maravilha em rima, um amor de curta)



Frankenweenie (possivelmente a melhor destas 4 curtas - da qual se falou uma adpatação a longa metragem feita pelo senhor Burton dentro de alguns tempos- um bombom em forma de filme, uma delícia para os aperciadores do mestre)

Parte1


Parte2


Parte3

10.08.2008

Mais do que grandes expectativas - VI



O video em cima é do site da MTV e para que possam ver os 5 pedaços de 1-3 minutos cada, só têm que aguentar com os anúncios (de 30s cada).

O mais interessante, e que veio confirmar uma informação que eu tinha lido algures, é que Eastwood está já a acabar o seu novo projecto (não o Changeling, mas sim um tal de Gran Torino - onde ele volta aos papeis de actor/realizador) e segundo as más linguas, diz-se que ele decidiu apreçar este, para poder estrear ainda este ano, porque apercebeu-se que este novo projecto tinha ainda mais hipóteses para os oscars e assim, com duas fitas a concurso as probabilidades aumentam.
Fala-se também de Human Factor que estreará para 2009

Tal vitalidade com tanta idade só mesmo o senhor Oliveira, que consegue 2 em 1

O poster leva ao trailer

10.02.2008

May you have food and raiment, a soft pillow for your head; may you be 40 years in heaven, before the devil knows you're dead




Falar de Before the devil knows you're dead é como falar de uma obra dos tempos clássicos do cinema liberal americano (na mesma altura em que falamos de Serpico e Day Dog Afternoon), mas foram precisos mais de 30 anos para que uma obra prima voltasse a ser realizada pelo mestre Lumet, que tem 84 anos. Estranhamente um filme tão grande na sua força e pujança, não tem direito a uma distribuição em Portugal que se possa considerar correcta, nem para o espectador, nem para os actores e artistas que entraram num filme tão extraordinário, no entanto um filme deste calibre é encarado como indie e tirado a ferros no que respeita o financiamneto.

Mesmo sendo filmado em digital (é divertido saber que senhores com Lumet, Lynch, Oliveira e outros mestres lidam com as modernas tecnologias melhor que por exemplo Steven Spielberg, que ainda recusa o digital) o filme não ganha qualquer sidroma da modernidade, não! O filme é de uma profunda onda clássica, melodramática e mesmo trágica próxima dos clássicos gregos.

Um filme que apesar de ter algumas ligação temáticas com Cassandra's Dream de Allen, consegue deixar o génio de Woody num canto quando comparado com a força magnifica deste filme.

A ganância e o poder destruidor do dinheiro (ou melhor, poder destruidor da necessidade de dinheiro) leva dois irmão numa espiral destruidora e mortal ao mais nojento e putrefacto que existe na alma humana.

Uma obra prima como este ano parecia não ter, unicamente ultrapassado pela candura e doçura de um filme de gente congelada (quase morta) como Couers ou da perfeição clássica do filme de culto instantâneo que é There will be blood.

10/10 - Perfeito (não dou mais porque não posso, porque um 11/10 não ficava nada desadequado)

9.24.2008

Um mestre em acção

Depois de Michael Keaton (que protagonizou os dois primeiros filmes, «Batman» e «Batman Regressa», ambos realizados por Tim Burton), Val Kilmer («Batman para Sempre») e George Clooney («Batman e Robin»), chega agora a noticia que Brad Pitt está a considerar ser o próximo actor a encarnar a famosa personagem. A Warner Bros. quer fazer o que será o quinto filme da saga, que tudo indica será realizado por Darren Aronofsky (autor do filme de culto independente "Pi"), apesar das críticas não muito favoráveis e das fracas receitas de bilheteira de «Batman e Robin», o segundo a ser realizado por Joel Schumacher. Brad Pitt e Aronofsky estão neste momento a estudar o projecto.


Esta notícia que leram está no arquivo do Cinema 2000 (coisa maravilhosa, a existência de um site português de cinema com uma abrangência desta magnitude) e seria de facto interessante ver um Batman interpretado pelo senhor Pitt (deveras melhor que o senhor Bale, que não sendo mau actor - muito pelo contrário (lembro-me de Rescue Dawn) - faz figura de figurante nos últimos dois filmes) e mais curioso seria ter um filme Blockbuster realizado por Aronofsky (PI, Requiem for a dream, The Fountain e The wrestler) que com quatro filmes na manga já é um dos melhores realizadores dessa dita nova vaga americana da qual o próprio Christopher Nolan e Sam Raimi vêm.
Aronofsky tem como projectos futuros um tal de The Fighter (curiosamente com o senhor Pitt - o bichinho ficou lá a moer), mas também uma versão actualizada de Robocop (que promete ser tão violento ou mais que o de Verhoven) e ainda um épico à moda dos 10 mandamentos sobre Noé (mas claro com o tema habitual do realizador: a busca pela fé).


Aronofsky com protagonista de Requiem for a dream, Elen Burstyn

Aronofsky com Hugh Jackman e Rachel Weisz em The fountain
Aronofsky e Mickey Rourke (The wrestler)

P.S.: eu chamo mestre a todo e qualquer realizador que faça um filme que eu ame e The Fountain foi um desses.

7.31.2008

A Pérola do Ano

É raro que um filme checo estreie em Portugal, mas tendo por de trás o nome de Menzel, houve alguém que teve o bom senso de não despachar para uma edição directa em DVD e o deixou estrear.
Um filme, que é sem dúvida uma pérola, de um erotismo, associada a um burlesco totalmente descabido, um filme que brinca com a sua própria forma de filme de época levando tudo ao extremo, em especial nas cenas que são aceleradas, este filme tem também a busca pela perfeita repetição, em que cenas idênticas são repetidas ao longo do filme só que de formas diferentes, mas acima de tudo temos um filme terno, com coração, que descreve todo um o período da historia (mesmo que superficialmente) desde antes da segunda guerra Mundial até à actualidade.


A beleza de certas cenas é incandescente e o sentido estético de Menzel um tanto ou quanto piroso é uma delicia. Aconselho vivamente a todos os que se queiram divertir e ver um filme de derreter o coração


Menzel é um krále

9/10 - Muito Bom

7.26.2008

Os génios também se enganam (?)

O que pensa dos cineastas da nouvelle vague?
Gostava muito de ver os filmes deles! Não fui ver a maior parte deles porque tenho medo que me possam inibir. Quando faço um filme, não gosto de fazer referências a outros filmes; gosto de pensar que estou a inventar tudo pela primeira vez. Falo com os Cahiers du Cinema sobre cinema em geral porque lhes estou muito agradecido por gostarem dos meus filmes. Assim que eles me querem submeter a um das suas grandes conversas intelectuais, digo logo que não. Mas tudo isto é ficção. Sou um impostor: chego ao ponto de falas da 'arte do cinema'. Nunca falarei da arte do cinema com os meus amigos: preferia ficar sem cuecas no meio da Times Square.


Que sensação lhe causam os filmes de Antonioni?
Segundo os jovens críticos americanos, uma das grandes descobertas do nosso tempo é o valor do tédio enquanto um tema artístico. Se isso é verdade, então Antonioni merece estar entre os pioneiros desta tendência como pai fundador. Os filmes dele são telas de fundo perfeitas para manequins de alta costura. Talvez não existam telas assim tão perfeitas, nem mesmo na Vogue. No entanto, era com estas que se deviam assemelhar. Deviam contratar Antonioni para as projectar.

E o que pensa de Fellini?
Tem talento, tal como todos os que fazem cinema hoje em dia. O limite dele- que é também a fonte do seu encanto- tem a ver com de ele ser essencialmente muito provinciano. Os filmes dele representam o sonho da grande cidade alimentada por um rapaz de província. A suas sofisticações funcionam porque são criadas por alguém que não sofisticado. No entanto, ele parece muitas vezes ser, perigosamente, um artista superlativo que tem tão pouco a dizer.


E de Ingmar Bergman?
Não partilho nem os seus interesses nem as suas obsessões, É-me mais estranho que um japonês.

E o que pensa dos cineastas americanos contemporâneos?
Stanley Kubrick e Richard Lester são os dois únicos que me fascinam, à excepção dos velhos mestres. Falo de John Ford, John Ford e John Ford. Não considero Alfred Hitchcock um cineasta americano, apesar de ter trabalhado em Hollywood durante todos estes anos. Parece-me terrivelmente inglês na melhor tradição de Edgar Wallace, e nada mais. Há sempre qualquer coisa de anedóticos no seu trabalho, os seus artifícios não passam de artifícios, pouco importa a forma grandiosa como foram concebidos e utilizados. Sinceramente, penso que Hitchcock é um cineasta cujos filmes não irão suscitar o menor interesse daqui a um século. No melhor de Ford, o filme vive e respira um mundo verdadeiro, mesmo se tivesse sido escrito por Mamma Machree. O mundo de Hitchcock é um mundo de espectros.


Extracto de Kenneth Tynan, Les Entretiens de Playboy: Orson Welles, 1967

7.21.2008

Roth sobre Hitchcock

Um mestre e um senhor que até hoje em dia não fez nada de especial .
mesmo que os seus filmes não sejam os melhores (nem nada que se pareça) o senhor mostra que sabe alguma coisa de cinema e a minha admiração subiu um pouco. O trailer original está aqui neste post.

5.03.2008

Um mestre em acção

Se há realizador europeu de que gosto é Lars Von Trier, o senhor Dinamarquês que é um dos fundadores do tão amada e detestado (simultaneamente) Dogma 95, corrente de cinema que já nos deu a possibilidade de ver filmes maravilhosos como os de von Trier assim como um filme que estive para comprara no outro dia que é Italiano para Principiantes, ou o estreado o ano passado Dear Wendy.

Mas esquecendo o Dogma e lembrando o mestre, este senhor fez uma coisa que nunca será igualada e que é sem dúvida um dos meus filmes favoritos: Dancer in the Dark, com a senhora Bjork, com o qual ganhou a palma de ouro (ele e ela).

Se não virem, vejam, é perfeição, é cinema, é arte em estado puro.


E é memorável a todos os níveis, quer pelas musicas maravilhosas (dizem maravilhas do senhor Dario Marianelli, que este ano até pôs uma máquina de escrever como instrumento musical - e honra lhe seja feita, porque é de facto maravilhosa a banda sonora -, no entanto Dancer in the Dark não tem banda sonora, ele é a banda sonora, todo o filme é música, e por isso há uma cena de assassínio á pancada na cabeça em que as pancadas fazem parte da música, ou melhor a música faz parte das pancadas), quer pelo contorcer dos géneros e fazer de um argumento de telenovela uma obra-prima.

Mas pelo escrevo hoje é pelo facto de ter descoberto que o período de depressão (coisa comum daquele senhor) do senhor Trier já passou e que sua criatividade tomou rumo e que tem dois filmes previstos:
Antichrist, que é o seu retomar do terror que tinha deixado na série The Kingdom, volta agora com um filme que o IMDB prevê que estreie ainda este ano e que tem como resumo:
A couple mourning the loss of their child retreat to a cabin in the woods, where they soon encounter strange, terrifying occurrences.

A par desse tem ainda o fim da trilogia que iniciou com Dogville e continuo com Manderlay sobre os EUA (ambos editados em DVD em Portugal), chama-se Wasington e prevê-se que saia para 2009.

Sabendo que uma das frases citáveis de Trier é:
"A big part of our lives has to do with America. In our country it is overwhelming. I feel there could just as well be an American military presence in Denmark. We are a nation under a very bad influence, because I think Bush is an asshole and doing a lot of really stupid things. America is sitting on the world and therefore I am making films about it. I'd say 60% of the things I have experienced in my life are American, so in fact I am an American. But I can't go there and vote. That's why I am making films about America."
Ou então:

"A film should be like a rock in the shoe."
Podemos adivinhar que género de filme nos espera, ainda para mais tão perto das eleições americanas.