4.24.2008

Se chegar fico contente

Há um conjunto de filme que tenho vindo a descobrir em forma de trailer, que estão para sair ou que já saíram, mas que tudo indica que a Portugal só cheguem passado muito, muito tempo, ou simplesmente são despejados como DVD no mercado, sem o respeito que merecem.


O primeiro e se calhar o que faz mais tempo desde que vi o9 trailer, é Man In the Chair, realizado pelo (isto não se deve dizer) inexperiente Michael Schroeder, que não fez até hoje nada que se diga importante, mas não é o realizador que chama para este filme, é sim: Christopher Plummer, que entre outros recebeu uma série de prémios pelo seu papel secundários em The Insider, este filme gira em sua volta e parece valer muito a pena.


O segundo é pois, absolutamente maravilhoso, pela ironia de um título perfeito, e pela vida e emoção que parece conter, o estreante James C. Strouse, realiza este filme com John Cusack, que teve um dos seus pontos altos em High Fidelity de Stephen Frears, e em que um dos outros foi no maravilhoso Being John Malkovich, aqui fica o trailer.


Este é um dos mais curiosos que se encontra neste rol, ele é Mister Lonely, filme do qual ouvi pela primeira vez falar o ano passado em relação ao festival de Veneza (penso eu de que) e que agora se volta a falar, por ser um dos filme do Indie deste ano, sem dúvida é atrevido, criar uma terra em que cada um pode ser quem quiser e viver sem preconceitos é maravilhoso associado a uma história de amor sem barreiras (ou se calhar até as tem).


Filme do alemão Chris Kraus, que arrebatou quase tudo o que havia na academia do cinema alemão, conta a história de uma menina rebelde que tem jeito para tocar piano, parece simplesmente mas depois de ver o trailer e aconselho que vejam o poster que é estupendo, as coisas complicam-se um pouco mais.

Não encontrei nenhuma imagem, mas procurem pelo filme e vejam o trailer e ficaram surpreendidos com o que vão encontrar, provavelmente um pouco piroso, toda a aparência estética, mas sem dúvida necessária ao modo de contar a história (um conto contado a uma criança), vencedor do Festival Sitges dos nossos vizinhos, é um dos que mais antecipo com entusiasmo.


Uma das mais comoventes história que se deve conseguir encontrar por aí, para alem disso perfeitamente representada, com Richard Jenkins no principal papel e realizada por Thomas McCarthy, que é principalmente actor tendo aparecido em filmes como Michael Clayton, Flags of our Fathers, Good Nihgt and Good Luck. O trailer.

4.19.2008

À Quarta é sempre melhor

Primeiro que tudo, quarta não corresponde ao dia da semana, mas sim ao conjunto de quatro; e ficava muito mal escrever ao quarteto (nem que seja pelo que me faz lembrar a palavra, o belo cinema que tínhamos e que foi fechado por um mesquinhismo associado á morte do seu fundador), mesmo que fosse verdade, pois ao quarteto é sempre melhor que muitos dos cinemas que agora vou, enquanto este permanece fechado.
Aqui a quarta corresponde a um conjunto de filmes que em nada se ligam com uma excepção, a sua classificação (mesmo que esta seja incorrecta), ou seja são quatro filmes de género, são quatro filmes de terror.
Durante as últimas duas semanas vi dois filmes de "terror" no cinema e outros dois em casa, dois eram excelentes e dois eram interessantes, dois eram muito baratinhos e independentes e os outros tinham grandes realizadores e produtoras por trás.

Pela ordem de visualização, comecei pelo recentemente editado em DVD, que esteve em sala um par de semanas no final do Outono do ano anterior e que esteve na lista de estreia durante tempos infindáveis sempre a ser adiado, é o filme ELES, realizado pela parelha David Moraeu e Xavier Palud, estes dois estreantes fizeram uma coisa que eu não via desde á muito tempo, um filme de terror que versa sobre um tema que é verdadeiramente interessante e que mete realmente medo, um filme inteligente, filmado em Mini-Dv (o mais barato dos sistemas digitais) um filme curto que nem chega á uma horas e vinte minutos mas que sabe balancear tudo, um filme que não tem muito sumo para dar, mas as gotas finas que dele pingam são de ébano, de doçura e simplesmente perfeitas, um filme que de facto deveria ser descoberto o mais rápido possível e em que o formato DVD é sem dúvida o melhor a esta altura do campeonato. O filme está já a ser adaptado nos estados unidos com actores americanos, quem se americanizou, não foi só o filme, mas também a parelha de realizadores que foram para os estados unidos e fizeram o (quase a estrear em Portugal) remake do the Eye, que era um filme japonês, e que agora tem Jessica Alba, mas pelo que li o filme não tem sido muito bem recebido.
Aqui fica o link para o trailer do remake americano que se chama the strangers (e que verdade seja dita tem algumas diferenças profundas) e o trailer do original.

8/10- Muito Bom

Em segundo vi The Mist, um dos grandes filme que estreou este ano (não estou a contar com os nomeados e vencedores dos oscars de 2007), é um filme que tem o selo de Stephen King, o mestre do Terror (como já lhe chamaram) e realizado pelo seu fiel acompanhante nestas andanças das adaptações cinematográficas, o senhor Frank Darabont, que adaptou do novelista os seus mais importantes filme como Os condenado de Shawshank, e the green Mile (acho que em português era Á espera de um milagre).
Neste filme temos que ser sinceros, as interpretações não são as melhores, exceptuando a senhora Marcia Gay, que faz de uma maravilhosa extremista religiosa, essa sim é excepcional, e segundo um crítico dos RottenTomatoes devia ser homenageada pela academia, no próximo ano, pelo menos com a nomeação para melhor actriz secundária (mas a academia tem memória curta e o que não estreia na época dos oscars não é nomeado veja-se o caso de Zodiac). Este filme junta quer a nossa ideia de terror em que bichos feios e maus nos querem comer á ideia que o terror e aquilo que devemos recear não são os bichos, mas sim as pessoas que nos rodeiam, um extraordinária dissertação sobre como o ser humano sobrevive á pressão, um divagação sobre o apocalipse e um pensamento longo sobre a religião, os pecados e a pureza da alma.
Aqui fica o trailer, se ainda não viu o filme, não veja o trailer, porque este conta coisas de mais, mas o fim será sempre um surpresa já esperada e antecipada, quando vir, verá que o que escrevo é a mais pura das verdades.

9.5/10- Excelente




O terceiro que vi, foi um filme alugado lá no meu club de vídeo, dos quatro, o melhor e dos quatro o que menos filme de terror é. A Vila, filme com o estilo de terror apenas para efeitos comerciais, mas que na verdade é um dos mais maravilhoso filme de sempre e um dos melhores do sempre genial Shyamalan, que neste filme cria uma história perfeita, em que cada enquadramento é uma obra de arte, em que não conseguimos respirar da beleza de cada excerto, em que o amor é efervescente, que circula como o ar que respiramos pelos espaços que vemos, em que os nossos ouvidos são expostos á mais bela composição e que cada ruído é motivo de curiosidade em que as personagens são extraordinária e em que se mostra como uma sociedade reage ao medo, reage á infelicidade e á imaginação. Um filme que aconselho que todos vejam, uma maravilha, uma perfeição.

10/10-Genial

Por fim e o mais fraquinho dos quatro o já aqui referenciado [REC], vencedor do Fantas, que todos diziam ser um dos melhores filmes de terror desde á muito tempo, que metia medo de verdade e que era uma obra prima, a parte de meter medo de verdade, é mesmo verdade, se dos quatro há algum que me fez ter medo de andar em casa ás escuras foi este, eu ainda ontem, tive que ligar as luzes do corredor para chegar ao quarto e lá foi um sacrifício desligar a lâmpada da mesa de cabeceira. Não me sai da cabeça algumas imagens de mulheres todas esfarrapadas muito magras, com a cara sem dentes e todas lacerada e que tentam morder as pessoas que encontram enquanto gritam espavoridas de fome ou de simples maldade.
Por outro lado e vendo o filme de um ponto de vista mais racional e menos emocional, este nada inventa na história do terror, não desenvolve (salvo uma ligeira crítica aos meios de comunicação) nada mais do que um terror que se limita ao entretenimento, mas nesse ponto o terror é excelente, apesar dos clichés e da fraca inovação, acompanhada de um terror demasiado gráfico, que torna o filme mais visual e gore que um terror mental, verdadeiro e eficiente (como no eles).

Mas o filme no que se propõem a fazer, que é meter medo, é bom, muito bom, mas para além disso acredita que a formula anteriormente usada chega para o sustentar, o que apesar de acontecer, não significa que o filme seja bom (mas é melhor que o Cloverfield).
Realizado pela parelha Jaume Balagueró e Paço Plaza. Quarentine, o remake americano de [REC], está para breve sendo prevista a sua estreia ainda este ano de 2008. Reparem nos créditos quando virem o filme, o director de fotografia é memo o “Pablo” pelo qual a rapariga grita, ou seja quem segura na câmara é mesmo o director de fotografia, que só é visível lá para o fim. reparem também que os realizadores agradecem a um empresa de estômagos de vaca nos créditos do filme (agora percebo de onde vêm aquelas coisas).
7.5/10-Interessante

4.16.2008

U2 3D

Muito se falou deste filme, aquando da sua estreia em sala portuguesa, mais do que esperava, de facto, mas de um modo diferente do usual, ou seja, todos gostaram (falo da critica), mas nenhum lhe deu um nota superior a três estrelas (julgo não estar errado), e este facto apesar de interessante é facilmente compreensível: o filme não passa de um concerto, um conjunto de momentos ao vivo dos U2 ao longo da sua digressão pela América do sul, agora dizer que não passa de um concerto é ser redutor. Um concerto e peras (não entendo muito o sentido desta expressão, provavelmente as peras são boas como acompanhamento), ou seja, o filme, mesmo não sendo mais do que um concerto e como disse um dos críticos do Público, um concerto até pouco inspirado (pelo menos ao nível da realização), mas que se torna irrelevante, quando este é um filme que se pode resumir como: PRODÍGIO TECNICO INIGUALAVEL, este filme é sem dúvida como há poucos, para alem de ter sido filmado com nove pares de câmaras (aos pares para dar o efeito 3D), este filme chega ao ponto de inovar o no método (mesmo sendo um filme muito académico), na medida que, ao contrário dos filme que é normal saírem do cesto MTV, este não é histérico, ou seja não tem uma montagem rápida, tresloucada e por vezes absurda e incompreensível, não, os planos são longos, em movimento lento, ou parados, isto porque a tecnologia 3D assim o requer, se um plano é muito curto, a noção de ter mais uma dimensão perde-se, deste modo o filme inova.

Por outro lado este filme tem três ou quatro momentos que são muito memoráveis, um deles será um plano simples do público, iluminado em verde e com a mesma luz o palco, nesta cena, a película ganha uma textura nunca antes alcançada, ganha vida, não é simplesmente uma nova dimensão, é uma nova maneira de sentir o cinema e de o fazer, a par disso, todos os planos estáticos da bateria são primorosos, ver um instrumento daqueles em 3D é quase surreal de tão realista que se torna. Nunca tinha apreciado tanto um instrumento musical, num filme.
Em relação ao concerto propriamente dito, há de factos momentos, em que parece que estamos num local de culto, em que as emoções afloram ao som da música e o que se sente, para além de inexplicável, é mágico, quase religioso, quase transcendental, no entanto estes momentos são poucos, a maioria deles são de facto normais e corriqueiros, limitando-se a mostrar uma banda a actuar, mesmo que esta seja os U2, aqui é o que importa menos.

Para um filme com tanta potencialidade limitar-se a mostrar um concerto ao vivo, com meia dúzia de canções (mesmo que algumas sejam maravilhosas), é de facto pouco, no entanto alguns momentos, são memoráveis, e o produto final é muito apetecível.

Por isto, de facto, não é dos mais inspirados concertos, mas inova, moderniza e inspirará gerações, vale a pena ver, apesar de já ser tempo de começarmos a exigir um filme a 3D que seja a um nível superior, mas penso que já não deve faltar muito (mais um aninho ou dois).

7/10- Interessante

4.14.2008

Publicitando

Que os realizadores de cinema não se limitam a realizar filmes e a dedicarem-se a actividades na industria do cinema, isso não é novidade nenhuma e que gostam muito de fazer anúncios, ou video clips ou episódios de séries de televisão, também não é grande novidade, mas há anúncios que primam pela genialidade, uma vez que algo tão curto, tem que ter ideias precisas e que mantenham a pessoa no canal e aguente a tortura (que muitas vezes não é) de ver os anúncios todos e até ao fim, por isso aqui apresente uma selecção de publicidades televisivas de realizadores de apreciado gabarito que resolveram entrar por esse mundo da publicidade e deixar lá a sua marca, como o senhor Brain Mixer reparou, Fincher, Jonze e Gondry, não vieram dar o pezinho ao outro lado, eles iniciaram a sua carreia neste lado e depois é que tiveram a sorte (deles e nossa) de passar para o lado do cinema.

Gondry



Michael Mann



Spike Jonze



Spike Lee



Fincher



Romero



Scorsese








Shyamalan



Lynch







4.12.2008

As sequelas da Guerra

(este título até soa a importate, mas acreditem, a importância se chegou, só cá deve ter deixado uma unhas do pé, ou coisa do género)
Eu não tenho a certeza se isto é verdade ou não, mas encontrei-a num blog (e noutros outros sítios), que não me lembro, da intenção do senhor Michael Moore, de fazer uma sequela do seu documentário que lhe deu a palma de Ouro, sim!!! diziam que sairá uma coisa do género Fahrenheit 911 1/2, parece parvoíce, mas era o que dizia.
Tive o cuidado de ir conferir ao IMDB e não tem nada previsto para 2008, na filmografía do senhor Moore, até ficava contente se acabasse por verificar ser verdade, mas com tanta coisa, o senhor podia muito bem ter novas ideias.
O DVD do Sicko chega no dia 15 ao meu club de vídeo e lá estarei, eu e um colega meu que é fã, para ver a maravilha do activismo, do protesto e por vezes da estupidez. Os documentários de Moore são sempre muito elucidativos, por vezes, mais do que era de esperar ou mesmo mais do que seria possível, não quero com isto dizer que ele inventa coisas, mas que as manipula de modo a entrarem no seu gosto, lá isso é verdade, a propósito disso, até saiu um documentário de um fans canadianos do senhor activista que depois de descobrirem que o seu ídolo não era de facto a maravilha que dele pintavam, resolveram fazer um documentário, utilizando as mesmas técnicas dele (o feitiço virou-se contra o feiticeiro), ou seja correr atrás dele por respostas e cortar os momentos em que ele se decide a responder e uma série de outras malandrices.Está editado em DVD em Portugal e aconselho, nem que seja para retirar um pouco do brilho que se vem criando no redor desta criatura, que apesar de admirar, não deve ser adorada.
Como seria de esperar o filme vem com uma intenção específica e objectiva (a mesma do primeiro), calhar na altura das eleições de modo a tentar favorecer o seu lado, o democrata, que acredito ser o vencedor das eleições deste ano.
Também com data de estreia prevista para esta altura do ano está o novo filme de Oliver Stone, intitulado simplesmente W, é uma caracterização do actual presidente dos EUA, e segundo o que se diz, apesar de calhar logo ali na altura das eleições, não pretende denegrir o Presidente (que não se pode re-candidatar), mas sim ser realista e não colocar qualquer opinião pessoal (quase um documentário em que se ouve a vos do narrador a dizer: "a pantera aproxima-se do gazela e inicia uma corrida a mais de 90 quilómetros por hora, no entanto a pantera não aguenta muito e a gazela foge ilesa, para mais um dia de pastagem" e isto não é nenhuma alusão á guerra do Iraque), mas eu estarei lá na salinha escura para ver, por o senhor Oliver já nos presenteou com filmes sobre presidentes dos estados unidos de grande qualidade como foram: Nascido a 4 de Julho, Nixon ou o hiperbólico e quase paranóico JFK, que nem trata do presidente, mas sim da sua morte.
O elenco terá no papel de senhor presidente: Josh Brolin, como primeira dama, Elizabeth Banks e como Condoleeza Rice estará Thandie Newton e ainda teremos Tony Blair por Iaon Gruffudd (acho que era o senhor elástico do quarteto fantástico).
para se rirem um pouco

lá estarei, para ver ambos, espero eu, e é já um aviso 2009, vai ser um ano de cinema político (2007 também foi com o Peões em jogo, mas os deste ano dão mais nas vistas).

4.09.2008

Refazendo

Todos sabemos que os remakes estão na moda no mundo de Hollywood, em que as ideias escassam, por vezes, e que uma greve dos senhores das ideias, destrona por completo o mundo empresarial do cinema americano, e exemplos desse são ao ponta pés, olha por exemplo, dentre de pouco menos de um mês, estreia Funny Games, remake realizado pelo próprio Haneke, que realizara o primeiro em á dez anos e agora volta a ele num remake plano por plano em que tudo parece ser igual, mesmo no mais ínfimo pormenor (não esquecer que o primeiro foi nomeado para a palma de ouro e venceu o prémio da critica no nosso Fantas), o senhor haneke, para quem não se lembra ganhou melhor realizador no festival de cannes em 2006, por uma maravilhoso filme chamado Caché- Nada a esconder e ainda antes fizera o muito aclamado A Pianista e no festival de cannes, venceu melhor actriz, melhor actor e o prémio do júri tendo uma nomeação para a palma de Ouro e nos spirit awards venceu melhor filme estrangeiro.
por isso proponho, tentem descobrir as diferenças:
o novo com Naomi Watts e Tim Roth (no recente Youth without Youth)

e o antigo com Susanne Lothar e Ulrich Muhe (recentemente falecido, que era a personagem principal do vidas dos outros, que venceu o oscar de melhor filme estrangeiro o ano passado)



Continuando com a minha visita ao passado e a sua reflexão no presente, temos uma exemplo um pouco mais longínquo, que é The day the earth stood still, que agora nos regressa, desta vez o realizador não é o mesmo, uma vez que o do antigo era o grandioso Robert Wise, que fez maravilhas da história dos cinema, com: West Side Story, com a péssima tradução Amor sem barreiras (1961), The Hunting - A Casa Maldita (1963), The Sound of Music - Música no Coração (1965), o tão amado filme sobre a segunda guerra mundial, que teve recente adaptação ao musical cá em Portugal, ou o mais recente Star Treck (1979).
o velhinho com Michael Rennie e Patricia Neal

o mais recente é com Keanu Reeves e Jennifer Connelly, realizado pelo mesmo senhor que fez um filme de encher choriço, mas que não era mau de facto, O Exorcismo de Emily Rose, que se chama Scott Derrickson. em relação a este filme ainda não saiu nada, imagem, trailer, Teaser, nadinha, por isso pacência.

A juntar a estes dois temos ainda o remake já muito falado do The Birds, que todos já sabíamos que está a ser preparado isso não é novidade, agora que a data de estreia está constantemente a ser alterada e que nem a data de início de filmagem está marcada, pode ser para alguns, agora, saber que o realizador do remake de uma das obras primas de Hitchcock é Micheal Bay, é um autentico murro no estômago, calma lá, o senhor do Transformers, Pearl Harbor, A Ilha, O Rochedo e uma série de outros Blockbusters, vai fazer um autentico crime (eu não sou de presságios e oponho-me ao preconceitos, mas há um limite), vamos lá ver, se isto corre bem ou não. o trailer do antigo aqui fica aqui, onde "estrelavam" (stared) Rod Taylor e Jessica Tandy (o Trailer é uma das coisas mais deliciosas que já vi, vejam que vale a apena e o tempo):


Isto tudo para acabar numa das que deve ser a pior ideia do cinema moderno, fazer um remake do Casablanca em que Madonna é a actriz principal e realizadora (não esquecendo como é obvio a sua curta Filth and Wisdom, que até teve boa recepção na Berlinale), mas sejamos correctos, há um limite. Pois veja-se Casablanca é considerado um dos melhores filmes de sempre, (segundo lugar depois de Mundo a seus Pés, nos 100 melhores filme Americanos da AFI), com o incontornável Hunphrey Bogart e a maravilhosa senhora Ingrid Bergman, acalma aí os cavalinhos, as ideias são muito bonitas, mas algumas nunca deviam andar para a frente, ainda para mais sendo o objectivo deste remake, ser feita na época moderna no Iraque, para poder conter uma mensagem política, eu por aqui, espero para ver, mas não começa nada bem.
O trailer do Original

4.03.2008

Fantástico Fantas

Apesar de lá não ter estado, um vez que moro ligeiramente longe (300km) do Porto, não pude, mas se tivesse a disponibilidade de tempo e económica, tenham a certeza que lá estaria de certeza, mas enquanto isso não acontece limito-me a ver o filmes quando estes estreiam no circuito comercial e quando isto não acontece limito-me a barbar, como se isso me desse a possibilidade e a oportunidade de os ver (nem que seja em DVD).deste modo este ano, quando visito a página do sitio dos palmarés do fantas, fico de certo muito empolgado a cada título que vejo e encontro, ver os trailers no youtube é uma prática corrente e muito apreciada por estes lados, por isso espero que apreciem, uma vez que vos faço a papinha toda. O grande vencedor já aqui foi referido e dele não adianta falar muito mais, mas um poster nunca fez mal a ninguém, por isso aqui vamos nós.

Continuando na onda de Espanha temos os filme que concorreu por Espanha ao Óscar de melhor filme, do produtor Benicio Del Toro e realizado por Bayona temos El Orfanato, um película de terror sobre uma casa abandonada, o trailer explica melhor. No fantas venceu prémio do júri e de melhor actriz. se for tão bom como o labirinto do Fauno então é porque é mesmo bom, se for melhor óptimo.

Permanecendo no pais de nome Espanha, aqui nosso vizinho temos La Habitacion de fermat, um thriler ou um filme de terror não se percebe bem, mas gira em volta de um grupo de matemáticos que têm que resolver um problema se não a sala encolhe e acabam por morrer esborrachados, este foi premiado com o Méliès de Prata e melhor argumento.

Continuando na senda dos vencedores temos a secção Orient Express, sempre muito interessante, este ano, vieram alguns dos filmes mais interessantes que se vêm fazendo no oriente, quer o Triangle com os grandes mestres do cinema de Hong Kong (Ringo Lam, Johnnie To, Tsui Hark), esta obra venceu o prémio de melhor filme da secção, e como podem ver no trailer,

parece simplesmente maravilhoso, no entanto convém referir que uma coisa destas já tinha acontecido: era um filme de terror que em Portugal saiu directamente para DVD, chamado 3 Extremos, uma película também ela por episódios (como esta e tantas outras feitas ao longo da história), só que se perdia no seu engenho, os realizadores envolvidos nessa obra eram - Fruit Chan, Takashi Miike, Chan-wook Park) este último teve um filme também em concurso chamado I’m a Cyborg, but that's OK, que ganhou uma menção Honrosa do júri internacional,

ainda em concurso temos do maravilhoso realizador de Ferro 3: Kim Ki Duk, que nos apresenta Breath que venceu o prémio especial de júri (maravilhosa coincidência, só por isso já merece um maior interesse pelo menos da parte do senhor que vos escreve).

O prémio da crítica assim como o de melhor actor na semana dos realizadores foi para o muito esperado The Band's Visit filme de cooperação Franco-israelita (e não nos devemos esquecer de quão produtivas têm sido estas cooperações) do realizador Eron Kolirin, que no tomatómetro tinha 98% há pouco tempo.

Um outro filme, muito feliz no seu percurso festivaleiro foi Opium, Diary of a Madwoman, um filme Húngaro do realizador Janos Szasz, vencedor de melhor filme da semana dos realizadores e melhor actriz na mesma secção.

4.02.2008

A Cidade do Amor está com corações vazios

Uma meia dúzia de história que podem ou não cruzar-se, ligam numa rede de pessoas e personagens um conjunto imenso de sentimentos, em que o Amor, ou a sua falta é o motivo básico e propulsor do história assim como da própria vida, do próprio desejo de viver.
Esta é a ultima obra de Alain Resnais. Nas salas portuguesas, estreia-se amanhã, quinta feira, o grande mestre de filmes tão intemporais, como O Meu Tio da América ou o clássico Hiroshima, Meu Amor, Noite e Nevoeiro e um outro clássico O Último Ano em Marienbad, trás-nos por fim um filme que mesmo não sendo um obra prima (suponho eu, que ainda não vi), deve ser delicioso, um daqueles filmes que não tem muitos meios, e daquelas comédias requintadas que fazem a maior inveja ás chachadas americanas e se elas não sentem inveja, é porque de facto não são muito dotadas do sentido da visão.
Vejam o trailer (e já agora o filme) é simplesmente um bombom para o enorme bolo de casamento que deve ser o filme e é um das coisas mais saborosas que tenho provado.

4.01.2008

Música noutra Dimensão



É verdade, existe outra dimensão para além daquelas que estamos habituados a ver no cinema (até pareço um vendedor de um conjunto de facas que cortam borracha de pneus e logo a seguir sem afiar cortam um tomate maduro sem o danificarem, extraordinário!!!!), mas disso provavelmente já a maioria está a par (para quem não estão dou-vos uma noticia fabulosa, aquelas coisas que pensávamos serem exclusivamente atracções de parques temáticos, está no cinema, os filme em 3D, com óculos especiais e tudo- e não são aquelas coisas horríveis de papel, que vinham da mesma fábrica que faz óculos para os eclipses, não, são uns óculos todos pipis, que até dá para andar na rua e dizer um "olá jeitosa" [piada de Nuno Markl todos os direitos reservados]), e agora para alem do interessante Beowulf, que passou pelas nossas salas nas duas versões, a normal e a em 3D, chegam logo dois concertos exclusivamente em 3D, Hannah Montana (acho que é assim que se escreve) e o U2 3D, o concerto ao vivo dos U2 em 3D (como se pode perceber pelo título), um deles deve ser muito bom, o outro nem por isso, um deles foi apresentado no festival do senhor Redford (Sundance) e outro não fazia a mínima ideia até ser referenciado no Deuxieme, um vou deixar por ver, lá na sala, ou outro vou ver com muita urgência.

Sem dúvida que ver um filme com mais uma dimensão é, pelo menos por agora, um experiência pouco usual e por isso qualquer objecto deste género é motivo de atracção, mas sinceramente, se me perguntassem que filme concerto eu preferia ver, agora nos próximos tempo, não seria nenhum destes com novas dimensões, mas sim um filme de um realizador que parece vindo de outra dimensão, devido á sua genialidade, que é Scorsese, com o seu recentemente apresentado no festival de Berlim, Shine a Light.

Mas como esse não tem mais dimensões pelo menos as visíveis assim a olho nu, se calhar o cinema cá da minha terrinha não vai receber e por isso vou ter de me deslocar a Lisboa para ver essa maravilha, ainda por descobrir.

Por entanto satisfaço-me com um filme dos U2, mas o que eu queria mesmo ver era o outro. O da senhor Hannah, não me parece.

3.31.2008

DiViDi filmes

É absolutamente extraordinário o que se vem passado nestes últimos dias na publicação de DVD, ou seja, nestes últimos dias temos podido assistir a uma serie de lançamentos de filmes maravilhosos no formato caseiro e digital que é a oitava maravilha do mundo chamada DVD (e ainda não vi nenhum blue-ray, mas quando tiver uma televisão de alta definição, aquilo é que vai ser, até parece que estou a olhar pela janela), mas continuando, um conjunto de maravilhosos tem, vai ter ou já teve lançamento em DVD, então vejam a colecção:

Control (o muito falado biopic do vocalista dos Joy Division- Ian Curtis), realizado pelo fotografo Anton Corbjin, também ele realizador de pelo menos um dos videoclips dos joy Division.

Zidane, um retracto do século XXI (maravilha da técnica, a filmagem de uma partida de futebol -90 minutos- em que a câmara só se interessa em Zidane e este é o alvo de todas as filmagens). segundo alguns este filme é uma obra de museu, o uso preciso da técnica da criação de cinema, que deixa quase de o ser apenas pela técnica como é obtido. Filmado em digital por um batalhão de câmaras (acho que eram doze, mas já não me lembro)

As Canções de Amor (filme do maravilhoso Honoré que fez o perfeito (Em, Paris) e que nos trás este filme que segue até certo ponto o estilo de Demy (jacques), que fazia o filme músical, mas nos quais a música era o processo de se avançar na história e não apenas um momento de entertenimento, como acontecia e acontece nos filmes musicais americanos- salvo raras excepções.)

The Savages (sai directamente para DVD em portugal, mas ainda não sei a data), este filme foi um dos mais tristemente abandonados pelas destribuidoras portuguesas e termos o prazer de o ver em DVD já é uma grande sorte, se um filme que é nomeado para melhor actriz principal e melhor argumento original nos oscars não fosse editado era um crime, até faz lembrar o também renegado para DVD, Longe Dela (também com dias nomeações para os oscars, incluindo o de melhor actriz e melhor argumento adaptado).

O Palácio de Verão (Yihe yuan, filme que fez grande sucesso no festival de Cannes, sai também directamente para DVD, este é mais um daqueles filmes chineses que começãm a aparecer agora que versam sobre a liberdade sexual, o amor romantico e neste caso um pouco sobre politica, uma vez que a paixão se inicia aquando da revolta dos estudantes na praça de Tian a men)

E agora agora vai mais um, este filme cá por nós estreou-se, ao inicio por três salas em todos os pais mas depois devem ter percebido que aquilo estava a ter sucesso e fizeram render o peixe, alargando para mais duas salas, nomeado para melhor documentário, o novo filme de Moore é Sicko, um ataque forte ao sistema de saúde norte americano, uma obra deveras fascinante e como é costume do senhor Moore (até parece que o conheço) hilariante, mas sempre muito esclarecedora (nem sempre esclarece tudo, nem o mais importante, mas o que se pretende esclarecer é muito bem esclarecido- gosto muito desta palavra, esclarecer).