8.18.2009

Brüno: 2/4


A Dicotomia Realidade/Ficção
Bruno, mais ainda que Borat, é um objecto estranho, híbrido entre o cinema e a televisão (ou melhor, televisão em cinema) que vive à base de uma noção (muito televisiva) do humor gráfico e imediato facilmente transmissível pelos apanhados (na televisão é mais uma necessidade que uma opção, pois há que prender o espectador, mas na sala de cinema, quem paga o bilhete normalmente fica até ao fim), o que aparece como um sintoma da infantilização dos públicos alvo (adolescentes MTvisados que veêm no cinema um forma mais dispendiosa e espalhafatosa de televisão). No entanto há uma noção concreta sobre a essência do apanhado, ou seja, tem muito mais graça ‘apanhar’ o espectador do que este ver alguém ser ‘apanhado’. Com este intuito, a fronteira que separa a realidade da ficção no pseudo-documentário que é Brüno é o que introduz no espectador a dúvida entre querer acreditar que algo tão repugnante foi criado ou é de facto uma realidade: basta lembrar a sequência em que pais admitem fazer cirurgia de emagrecimento aos seus filhos (bebés) para que estes possam aparecer numa campanha publicitária. Será que acredito que isto é verdade ou terá sido tudo uma actuação encenada por Cohen/Charles? Da dúvida surge uma forma muito retorcida de … humor.

8.17.2009

Brüno: 1/4


O Agente Provocador
Sasha Baron Cohen/ Larry Charles (Borat, Brüno) são os descendentes/ dissidentes directos do estilo de Michael Moore, ou seja: o agente provocador (andar na rua a perseguir congressistas de microfone na mão), no entanto, Moore pretende fazer documentários, pretende dar a verdade ao público, pretende usar a palavra como arma política. Cohen/Charles não querem nada disso. Têm poucos objectivos sociais; para eles o que interessa é parodiar estereótipos e preconceitos, servindo-se de personagens (televisivas) sendo que através delas podem afectar o comum cidadão incauto e espremer-lhe as ideias (pre)formadas sobre determinados assuntos, mostrando (aos outros e a ele mesmo) quão erradas essas ideias são. Claro que toda esta noção pedagógica (quase Aristotélica) de dar a luz aos que se encontram nas trevas da clarividência é sem dúvida um resultado a longo prazo e nada óbvio.

8.16.2009

Como na Vida.


Quando procurava nos confins da Internet por informações sobre Two Lovers, descobri uma crítica de um senhor americano que dizia que era uma pena que este filme (e os outros de Gray) ficasse tão pouco na memória dos seus espectadores. A verdade é que este senhor não mentiu. Os filmes de James Gray evaporam-se rapidamente da memória (ou então sou eu que já estou a ficar velho), não que isso seja prejudicial em qualquer forma, sendo que é explicável por uma consciência fílmica característica deste realizador, ou seja, a crença que: mais do que a memória imagética, deve permanecer no espectador uma recordação emocional - melhor: Humana.
O que se perde em estilismos barrocos (como os de um outro novo realizador americano: Wes Anderson, que muito me agrada) ganha-se em profundidade emocional.

No Blog Os Novos Pornógrafos, citava-se Eastwood - outro (neo-)classissita - que dizia: Como espectador não gosto que se exiba a realização. James Gray segue esta premissa ao longo da sua obra cinematográfica, filma para que ninguém admire, preza verdadeiramente a história e a trama, nunca se sobrepondo com esbanjamentos criativos ou demonstrações excessivas de vigor estético.

Eu digo que: Two Lovers é o melhor de Gray. Pirmeiro, é aquele em que mais liberdade teve. Segundo, é aquele que não se esconde por de baixo do filme de género (Gangsters, Mafiosos, Policial, em suma Thrillers). Terceiro, é aquele que mais me agrada - encanto-me mais facilmente com história de amor impossível, que com intrigas familiares.

Tal qual como Eastwood (a comparação não é assim tão forçada), há uma profunda sapiência na forma de filmar de Gray, uma paz interior imensa (como escreveu Luís Mendonça do Cinedrio: è um filme dócil). Gray distingue-se pela precocidade, um realizador que até agora só fez quatro longas-metragens tem já um conhecimento do mundo, das relações humanas e da sua complexidade que costuma ser característica de mestres de idade avançada (lembro-me de Resnais, Lumet ou Rohmer), conhecimento originário numa cinefilia profunda e adulta, em que não só se compreende o cinema através da realidade, como se interpreta a dita realidade através do cinema.

Esqueçamos a simplicidade telenovelesca do Amor, ou a noção de destino (It was written) de filmes como Slumdog Millionaire. Two Lovers é eminentemente complexo, compreende que as emoções não são objectos polidos e lineares, mas sim materiais por explorar que se moldam às necessidades do criador, cheios de caracteristicas únicas e indespensáveis à sua verdadeira compreensão. Esqueçamos a vulgaridade dos locais comuns; cada momento de Two Lovers é cheio de uma vida; cada quarto, pátio, sala, café, está impregnado de formas, objectos únicos, privados: espelhos físicos e visíveis da alma das personagens que os habitam.

Há ainda a infantilidade pueril (mesmo imberbe) em Leonard, um amor espelhado entre o desejo (Gwyneth) e a paixão (Vinessa Shaw), uma aplicação anti-cliché da teoria das cores (quentes para cenas mais leves e frias para outras mais emocionais), e tanto mais que não me lembro: porque de um filme de James Gray as sensações ficam e as imagens vão, como na vida.

8.13.2009

Male Bonding

Há qualquer coisa naquilo que me encanta profundamente, não é só o entretenimento de uns bons 45 minutos, como é o House ou o CSI ou grande parte da produção televisiva americana. Há ali, naquela forma constantemente irrequieta e grande parte das vezes burlesca (leia-se brejeira) uma verdadeira noção de serviço público. Primeiro porque Boston Legal é a versão televisiva dos filmes de advogado da onda liberal dos anos setenta do cinema americano, sendo que a cada episódio, se batalha por princípios éticos, por ideais, que deveriam ser basilares numa sociedade moderna crescentemente ‘desprincipiada’ (desculpem o neologismo), princípios os quais têm direito a umas alegações finais que são, sem excepção, de estarrecer. Segundo, porque mantendo o seu liberalismo (embora tenha como personagem principal, um tal de Crane (Shatner é grande) que é o mais conservador dos republicanos com todos os defeitos destes [e diga-se também as virtudes]) é profundamente crente numa noção humana muito mais vasta que a concepção normalizada (que a televisão também e 'tão bem' propaga); ou seja, desenvolve-se ao longo de 5 séries a mais terna, complexa e verdadeira relação entre dois homens (sem ceder directamente à homossexualidade): male bounding é o que lhe chamam, eu simplesmente tenho a acrescentar que o machismo dominante de muitas séries (sendo que nesta é simplesmente um acessório qual comic relief) é redutor da complexidade humana e prejudica profundamente a noção de amizade que se vem institucionalizando na nossa consciência social.

Tudo isto, porque num episódio, Crane propôs a Alan (James Spader é grande) que se casassem como forma de legitimarem a sua amizade. Metáfora perfeita.

8.11.2009

Preparando Veneza


Este ano, como sempre, Veneza tem uma grande colecção de filmes, desde grandes realizadores, passando pelo cinema mais comercial e dando espaço às primeiras obras de jovens artistas ou de criadores de outras áreas que não o cinema.
De 2 a 12 de Setembro muitos filmes passarão por Veneza, sendo que este ano o presidente do júri é Ang Lee (na imagem), vencedor do Leão de Ouro por duas vezes com Brokeback Mountain e Lust, Caution.
Como sempre, este é um espaço, onde algumas obras americanas tentam o salto para os Oscars (o qual engrandece se o filme também passar por Toronto), este ano temos a adaptação cinematográfica de The Road (do senhor Comarc MacCarthy - No country for old men), assim como o filme de Michael Moore (Capitalism: The love Story) ou ainda o novo de Herzog, remake do The Bad Lieutenant de Abel Ferrara, que também está em Veneza com Napoli Napoli Napoli (fora de competição).
Ainda dos Estados Unidos temos fora de competição Up (como é sabido este ano, em vez de se homenagear um realizador, a Pixar é a homenageada, daí que haja uma retrospectiva e se exibam as versões em três dimensões dos dois filmes Toy Story). A ajudar à festa temos ainda Brooklyn's Finest do realizador de Training Day (Antoine Fuqua) com Richard Gere, Don Cheadle, Ethan Hawke e Wesley Snipes. The Hole de Joe Dante (realizador de Gremilns e Piranha) estará também presente concorrendo a um prémio especial para filmes com mais uma dimensão. A minha atenção vira-se no entanto para um filme de Grant Heslov que faz a sua segunda longa, no entanto tem já a experiência de ter produzido vários filmes com George Clooney, nomeadamente aqueles que ele realizou (Good Night and Good Luck e Letherheads). O filme conta com a participação de Clooney como protagonistas assim como de Kevin Spacey, Jeff Bridges e Ewan McGregor; uma comédia sobre um militar com poderes para-normais, chama-se The Men Who Stare at Goats.
Continuando no 'país da Liberdade' temos o novo de Romero Survival of the dead ou o novo de Todd Solondz (Life During Wartime).
Por outro lado Veneza acolhe sempre muito bem os filmes italianos (que mais seria de esperar), este ano está carregadinha com: o novo de Tornatore (Baarìa, filme de abertura), La doppia Ora do estreante Capotondi, Lo spazio Bianco de Francesca Comencini e Il Grand Sogno do actor tornado realizador Michele Placido (o actor que fazia de Berlusconi no Il Caimano do Moretti).
O cinema francês aparece com Persécution de Patrice Chéreau (La reine Margot, Intimacy e Son Frère), o novo de Claire Denis (Chocolat e Beau Travail) Withe Material com a belíssima Isabelle Huppert e com o enigmático Bankolé; ainda Mr. Nobody, filme de Jaco Van Dormael (Totó le herós) com Diane Kruger e Jared Leto.
Temos ainda Rivette com 36 Vues du pic Saint Loup ou fenómeno Faith Akin (o senhor de O outro lado) com o filme Soul Kitchen, ou mesmo o novo Tetsuo, desta vez com o subtítulo The Bullet Man do senhor Tsukamoto.
Alguma atenção para um filme em competição, alien absoluto, chama-se A Sigle Man e é realizado por Tom Ford, o designer de moda da Gucci. O senhor decidiu escrever o argumento (adaptado do romance de 1964 de Christopher Isherwood autor de literatura gay e o romancista dos contos de Cabaret que deram origem o filme de Bob Fosse), realizar e produzir o seu primeiro filme que conta com Colin Firth, Mathew Goode e Julianne Moore como protagonistas.
Depois há uma trupe de filmes que estão fora dos meus conhecimentos (e alguns mesmo fora dos conhecimentos do IMDB), entre eles Accident de Pou-Soi Cheang e também da china Prince of Tears de Yonfan, Between two Worlds do Sri Lanka, The Traveller do Egipto, Lebanon de Israel, da Alemanha vem Women without men e da Áustria Lourdes.

P.S.:Rec 2 a sequela do filme de zombie de Jaume Balaguéro e Paco Plaza estará também presente, assim como Chengdu, I Love you (filme de encerramento), do realizador Fruit Chan, segundo o Twitch este é o primeiro filme de ficção científica que se produz na china desde a revolução comunista.

8.10.2009

Semelhanças - XXXIV

Quando uma galeria de espelhos nos mostra a vida -Obsluhoval jsem anglického krále (I Served the King of England) de Jirí Menzel

Quando uma galeria de espelhos nos mostra a vida - Les plages d'Agnés de Agnés Varda

8.08.2009

O Ano da Morte dos Heróis

Deve ser da minha vista, mas este ano tem sido muito prolífico (mais do que é normal) na criação de filmes sobre a decadência dos ícones (melhor dizendo, não terá sido este ano, mas sim o ano anterior, só que, só este ano se estreiam os filmes em causa na nossa praia lusitana), marcados por umas poucas (mais ou menos) excelentes obras: The Wrestler, Che, Watchmen, Gran Torino.
Quando encaramos a destruição pessoal e familiar em The Wrestler a par de uma força esperançosa profundamente inspiradora, ou por outro lado a forma brilhante como Eastwood constrói a partir da sua persona violenta (Dirty Harry) um homem dorido pela vida com a possibilidade social de resiliência (em Gran Torino), ou por outro lado temos ainda a distópica história de Alan Moore adaptada ao cinema por um Zack Snyder que vê todo o mundo em câmara lenta, e por fim temos ainda a construção do mito e símbolo icónico da cultura popular - Che Guevara - e a perfeita desconstrução do mito na segunda parte do épico de Soderberg (há aquela cena em que Del Toro olha, num barco, para Fidel fumando o seu charuto, como se já nada daquilo fosse dele, como se a glória não lhe ficasse bem).

Ponto comum a todos estes filmes: o envelhecimento

Pessoalmente devo admitir que se de alguma coisa tenho verdadeiramente medo é de envelhecer, neste filmes este é um denominador comum (Walt é um veterano da Coreia, Randy é um lutador fora do seu tempo em desgraça tentando ser 'normal', os guardiões são perseguidos pelos políticos como bode expiatória da sociedade, e Che simplesmente é infrutífero em todas as suas tentativas na Bolívia) isto indica duas noção sobre a sociedade de hoje em dia: por uma lado temos a noção de que as figuras míticas são de carne e osso (afastando o seu 'endeusamento') que vivem como nós; mas por outro lado, mostra a consciência de um estrutura social exponencialmente mais envelhecida, em que temas como a aceitação da condição temporal, a noção de esperança em idade avançada ou a compreensão da necessidade de 'fazer as pazes com o mundo', são cada vez mais frequentes e até certo ponto mais populares no cinema de massas.

P.S.: Curioso é que surja também este ano um filme repleto de novos actores, Star Trek, que encara o cinema na sua vertente mais lúdica, mais desmiolada e , portanto, mais imberbe (ou contrário da corrente).

8.05.2009

Um Ano de Cinema(s) - de 01/08/08 a 31/07/09

No ano passado, pelo mês de Agosto decidi apontar os filmes que havia visto e publicar essa lista aqui no blog. Desde então que o hábito se tornou mais do que esporádico, vindo portanto apontando os filmes que vejo há quase um ano. Não sei até que ponto isto possa ser interessante para os que por aqui passam.
A lista de cerca de 190 títulos que povo(ar)am a minha imaginação durante os últimos doze meses fica de seguida, com a respectiva classificação:

Agosto
Tsotsi (5.5)
The Apartment (10)
The Others (7.5)
Lost in Translation (9)
American History X (6)
Mary (10)
Blackmail (7)
Minority Report (10)
La Messa é Finita (6.5)
Casino Royal (7)
HellBoy II (6.5)
Le Grain et le Mulet (8.5)
House of the flying Daggers (8)
Wall.E (9.5)
Happy Together (10)
Crash (Cronenberg) (10)
Do the right Thing (10)
Beetlejuice (7.5)
Get Smart (6)
In Valley of Elah (8)
Sygis Ball (8)

Setembro
Aquele Querido mês de Agosto (10)
Punch Drunk Love (9.5)
Away from her (9)
La soledad (9.5)
Margot at the Wedding (7.5)
Inside Man (9)
Goldfinger (6)
Capote (7.5)
Gomorra (7)
Before the devil knows you're dead (10)
Die Hard 2 (5.5)
Bring Up Baby (10)
Tootsie (6.5)
Serpico (7.5)
Anatomy of a Murder (8.5)
Treasure of Sierra Madre (10)
Young Mrs Lincon (9.5)

Outubro
Chinatown (8)
Some like it Hot (9.5)
Tropic Thunder (8)
I'm not there (9.5)
Blood Diamond (8)
Eternal sunshine of the spotless mind (8.5)
3:10 to Yuma (7.5)
Walk the line (8)
On the waterfront (10)
Ali (9)
Monster (7.5)

Novembro
Burn after reading (9.5)
Quantum of Solace (6)
W. (7)
Entre les murs (7)
Syriana (7.5)
The death of a president (7)
Alice (9.5)
Breakfast at tifany's (10)
Shawn of the dead (6)
We own the night (8.5)

Dezembro
Contos de Verão (10)
Joana d'arc (Luc Besson) (6)
Lust, caution (9)
Cristovão Colombo - O Enigma (6.5)
Coisa Ruim (7)
Golden eye (5.5)
Blindness (9.5)
Frontiere de l'oube (4.5)
Bolt (5.5)
4 noites com anna (8)
Son of rambow (7)
25th hour (9.5)
Hunger (9.5)
Y tu madre también (7.5)
Abre los ojos (8.5)
Australia (9)

Janeiro
3 macacos (7.5)
Dead Man (10)
West Side Story (8)
Mãe e filho (7.5)
K-19 (8)
The break-up (4.5)
Cashback (5.5)
Seven Pounds (5.5)
La cience des rêves (7)
21 gramas (10)
Waltz with bashir (9.5)
The curious case of Benjamin Button (9)
Taking lives (5)
Taste of cherry (9.5)
Revolutionary road (9.5)
Vale Abraão (10)

Fevereiro
Changeling (7.5)
Vicky cristina Barcelona (8)
American Graffity (10)
Requiem of a dream (10)
Little marcian (4.5)
A vida privada de Salazar (tele-filme) (5.5)
Good Will Hunting (7.5)
Verda Drake (9)
Rachel Getting Married (10)
Happy-go-lucky (8.5)
I am Sam (6.5)
Milk (9)
Doubt (8)
The reader (7)
Wallace and Gromit (5)
The visitor (8.5)
Lether Heads (6)
Gosford Park (10)
Jarhead (7)

Março
In Bruges (7.5)
A noiva estava de luto (9)
Paths of Glory (10)
Il buono, il brutto, il cattivo (10)
The wrestler (10)
Man on wire (6.5)
Watchmen (6.5)
Imitation of life (10)
La cienaga (7.5)
Imitation of Life (34) (6)
Tráfico (Botelho) (8.5)
O lugar do Morto (8)
L'heure d'été (8.5)
El cant des occells (8.5)

Abril
Duplicity (5.5)
Slumdog Millionaire (4.5)
Che part 1 (7)
Che part 2 (9.5)
Papillon (7.5)
Sunset Blv. (10)
Lost Highway (8.5)
Mulholand Drive (9.5)
Les Chanson d'amour (10)
Gran Torino (10)
O dia dos desespero (7.5)
Os Mutatntes (10)
Pi (6.5)
La femme de l'aviateur (7.5)
Drugstore cowboy (7)
La niña santa (9.5)
The Elephant Man (9)
Conte d'outoumme (9)
Francisca (5.5)

Maio
This is England (5)
Dernier Maquis (6.5)
Ricky (9.5)
Singularidades de uma rapariga loira (10)
La mujer sin cabeza (10)
Ashes of time Redux (7)
Um Amor de Perdição (8)
Encounters at the end of the world (10)
Strangers on a train (9.5)
THX 1138 (9.5)
Volver (8)
O conto dos crisântemo tardios (10)

Junho
Red Belt (7.5)
The color of money (9.5)
Star Trek (5)
Dogma (4.5)
Milagre segundo Salomé (7)
Breaking the waves (10)
Orpheu Negro (6)
The fly (9)
The man who knew too much (10)
Pranzo di ferragosto (6.5)
Chacun son Cinema (7.5)
Let the right one in (9)
Casa de Lava (7.5)
Splendor in the Grass (9)

Julho
The nutty professor (lewys) (7)
New York, New York (9)
Control (10)
Children of men (9.5)
Shootgun Stories (7.5)
Home (Meier) (9.5)
Incendiary (7)
Tesis (8)
Brüno (7.5)
Lawrence of Arabia (10)
City of Ember (6.5)
The Great Escape (8)
Pursued (9)
The African Queen (9.5)
Daguerreotypes (10)
The Lusty Men (9.5)
Five Minutes of Heaven (8.5)
To Have and to have not (10)
Transsiberian (7.5)
Les Plages d'Agnés (9.5)
Home from the Hill (10)

7.28.2009

Semelhanças - XXXIII

Rato-Homem por Resnais em Mon Oncle D'Amérique

Coelho-homem por David Lynch em INLAND EMPIRE