10.22.2009

Semelhanças - XLIV

Espíritos de Fuligem ou Makkuro Kurosuke (a imagem leva à cena)
Tonari no Totoro (1989) - Miyazaki


Espíritos de Fuligem ou Makkuro Kurosuke
Sen to Chihiro no kamikakushi (2001) - Miyazaki

10.20.2009

Semelhanças - XLIII

Sleeping Beauty (1959) - Clyde Geronimi


Hauru no ugoku shiro (2004) - Hayao Miyazaki

10.19.2009

Semelhanças - XLII

Vals Im Bashir (2008) - Ari Folman


Gake no ue no Ponyo (2008) - Hayao Miyazaki

10.17.2009

Two Expressos in Separate Cups


O que é que Jarmush faz com Limits of Control? não conta uma história, mas por outro lado também não pinta um quadro (e não é por acaso a comparação deste filme à pintura, quer pelo sentido literal -Museu Rainha Sofia e a fotografia de Christopher Doyle-, quer metafórico).
A ideia de Puzzle é provavelmente a melhor: cria uma situação, um episódio, para cada momento, que leva à progressão lenta do filme; depois junta os momentos e fá-lo de modo a que encaixem com certos rituais e (auto)referências, para depois, no final, termos um monte de peças: soltas na memória, mas juntas pelo limbo da sala escura. Uma personagem diz a certa altura The best films are like dreams you're never really sure you had; e tal qual como nos sonhos, neste filme é difícil recordar tudo e de forma linear.
Limits of Control é como um sonho e por isso deixa de ser cinema para passar a ser arte (conceptual) filmada - o que não é por si uma coisa má.
De poema visual passa a dedicatória ao cinema (se quisermos ser restritivos - ao filme de gangsters) e isso é expresso pela cristalização de rituais, pela metodização dos comportamentos e das estruturas narrativas do filme: os sucessivos pedidos de café, a sessões de Yoga, os vários encontros com as respectivas conversas, as idas ao museu e as caixas de fósforos, as mudanças de roupa e as viagens; tudo repetido à exaustão, como se se pretendesse alcançar a perfeição, transformando hábitos em rituais, tornando cinemático o corriqueiro.
Mas no fim, fica-nos uma ideia de solidão indesejada, fica-se perdido - à deriva -, porque de facto, esta maneira da fazer cinema está perdida (quase só Jarmush se mantém como salvador da espécie) pela sua natureza contemplativa e inumana (Bankolé é literalmente esfíngico). Mais do que uma dedicatória, este filme parece ser um testamento ao cinema independente (se formos pessimistas), ou por outro lado um tratado metafórico sobre a revolta contra o blockbuster, exprimida literalmente pelo assassinato final - porque alguem se atreveu a jogar no centro e esquecer as arestas (o universo não tem centro nem arestas).
Existem Limites para o controlo da grandes produções cinematográficas? Jarmush crê que sim e (segundo ele) isso passa pela revolta do cinema independente (deixar de ser um produto da Fox Searchlight e voltar a ter o peso da contra-cultura, do culto, da reverência estética).

10.13.2009

Semelhanças - XLI

Bronenosets Potyomkinb (1925) Sergei Eisenstein


Stolz der nation (filme de propaganda imaginário realizado por Eli Roth) em Inglourious Basterds (2009) Quentin Tarantino

10.12.2009

Semelhanças - XL

























Dois filmes, dois posters, duas pessoas em contraluz sentadas junto de uma janela, duas cortinas translúcidas de cor branco

10.10.2009

We ain't thinking about tomorrow.

Para que se esclareçam as coisas: vi Public Enemies à quase dois meses quando estreou e, até agora, por preguiça e falta de coragem, não escrevi o que quer que seja em relação ao dito, segundo, este é, a meu ver, um dos melhores filmes do ano. Tudo esclarecido, posso começar.

O Filme de Gangsters é um género eminentemente americano (grande descoberta!) e um género que tem vindo a perder importância comercial nas produções mainstream americanas. Filmes deste género recentes? que eu me lembre, só American Gangster.
O que há de tão diferente entre o filme de Ridley Scott e o novo de Michael Mann? o primeiro fez um filme a pensar no passado, recuperando (metodicamente) o cinema maior do género, canibalizando The Godfather e afins; o segundo, fez um filme que viu o passado, compreende o presente e mostra que de facto existem muitas pontes entre a actualidade e os anos 30. Mann faz isto a (pelo menos) dois níveis de linguagem, um directo e objectivo, faz de Depp e da sua personagem uma estrela (televisiva?) com todos os tiques das estrelas, a fugacidade da vida, o máximo aproveitamento da mesma - living on the edge; mas por outro lado, Mann mostra-nos ('imageticamente') a actualidade dos anos 30 pela belíssima fotografia digital.
Ou seja, por um lado persegue-se um realismo seco e áspero de uma fotografia documental, em que se sentem os poros dos actores respirarem, por outro, modela-se um mito americano às necessidades actuais de estrelato. Mann consegue fazer valer a sua visão: "quero um filme mainstream, melodrama de acção, que seja plausível, para que isto aconteça, vou dirigir um filme de época com o realismo de Entre les Murs ou Gomorra".
E no choque das coisas, criam-se algumas das mais maravilhosas cenas de acção e por outro lado uma das paixões mais sentidas do cinema comercial americano.
Claro que há uns sub-plots, com a presença do Manhattan Melodrama, um imediatismo na modelação das personagens (bastam alguns segundos de tela e zás, é como se os conhece-se-mos desde sempre - se calhar é da alta definição) e um rigor técnico de meter medo; mas o que interessa mesmo é isto: um filme que não se alimenta da memória, mas capitaliza-a em cinema moderno, de massas, mas com acutilância, inteligência e espírito crítico - coisa rara nesta americanidade do século XXI.

10.08.2009

Semelhanças - XXXIX

Quando dois se tornam um só e as faces se fundem

La pointe-courte (1954) Agnés Varda


Persona (1966) Ingmar Bergman


Mulholand Dr. (2001) David Lynch


P.S.: Fica ainda a capa do álbum de duetos de Barbara Streisand baseada no poster de Habla con ella

10.07.2009

Semelhanças - XXXVIII
























Dois posters, duas mulheres, duas cores, duas lado a lado

P.S.: Curioso que o novo de Almodóvar e o novo de Richard Eyretenham estreado ambos dia 10 de Setembro (Los Abrazos Rotos e The other Man respectivamente)