8.25.2012

#3 Deste lado da ressurreição - Joaquim Sapinho


Passado por Toronto e São Paulo e mais uns sítios, estando agora integrado no ciclo dedicado e António Reis que anda percorrendo os estados unidos. Antes de ter o nome que tem, o filme chamou-se Guincho, foi um filme com um parto difícil (como o foi Mulher Polícia), mas já está pronto há quase um ano e a sua estreia em salas nacionais prevê-se para a rentreé. Conta com vários novos actores, entre eles Joana Barata, Pedro Sousa e João Cardoso.
[posters e trailers][Considerado um dos melhores filmes de 2011 pela film Comment]

8.24.2012

#3.5 Obrigação - João Canijo

Mesmo se, como o realizador fez questão de adiantar, o que se viu não fosse "o" filme, antes o "filme possível" neste momento. 55 minutos que são apenas um fragmento (coerente, consistente, mas apenas um fragmento) de uma longa que há-de surgir mais para o fim do ano. Obrigação era uma curta, projecto proposto a Canijo e financiado pelo festival de curtas de Vila do Conde, acabou (como se pode ler) por se transformar numa longa que ainda há de ser. Projecto documental, mas de uma documentalidade infectada, infectada por uma Anabela Moreira que se fez caxineira por um mês e viveu e dormiu e trabalhou com as caxineiras. Daí que seja incluído nesta lista de ficções; a numeração intermédia prende-se com o facto de não ter conhecimento do filme (enquanto longa) até há leitura do texto em hiperligação.

8.23.2012

#4 Se eu fosse ladrão... roubava - Paulo Rocha

(chegou a chamar-se Olhos Vermelhos)
É o filme que marca o regresso de um dos nomes sonantes do novo cinema português (Os Verdes Anos), Paulo Rocha. Este é um filme puzzle, como nos informa uma longa reportagem do ipsilon nas filmagens, que retrata aspectos da vida do realizador desde a sua infância à actualidade. Uma co-produção Luso-brasileira com Isabel Ruth e Márcia Breia, filmado em Ovar, Arouca e Porto, que se já deveria ter estreado há quase dois anos. A história conta com um casal formado por uma portuguesa convertida ao islamismo e um iraquiano, uma professora que investe numa fábrica de calçado, e um conjunto de camponeses de há dois séculos (que serão os antepassados de Rocha), sendo que as histórias de alguma forma vão desembocar na aldeia onde nasceu o pai do realizador (interpretado por Chandra Malatitsch enquanto novo e o actor brasileiro Lima Duarte quando mais velho).
[excerto publicado pela directora de fotografia][Correro da Manhã]



8.21.2012

#5 Linhas de Wellington - Valeria Sarmiento & Raoul Ruiz


Com a morte do senhor Ruiz, ficou a sua mulher a carregar o épico, um elenco gigante: John Malkovich, Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Mathieu Amalric, Marisa Paredes, Chiara Mastroianni, Melvil Poupaud, Michel Piccoli, Clotilde Hesme, Elsa Zylberstein, Vincent Lindon e os portugueses Soraia Chaves, José Afonso Pimentel, Maria João Bastos, Nuno Lopes, Ricardo Pereira, Adriano Luz, Albano Jerónimo e Joana de Verona. Produzido por Paulo Branco através da sua Alfama Filmes, este será um pack filme+série TV, como havia sido Mistérios de Lisboa. O título é bastante explicito, trata-se uma ficção histórica sobre as invasões francesas e sobre a batalha que se desenrolou nas Linhas de Torres contra o general Wellington. Foi seleccionado para a secção competitiva do festival de Veneza.
[sítio da produtora][um senhor figurante tirou várias fotos da rodagem]

8.19.2012

#6 Fabrica de Nada - Entre cinzeiros e Robots - Jorge Silva Melo


O regresso de Silva Melo ao cinema de ficção é sempre algo a festejar, isso já não acontecia desde 2002 com António, um rapaz de Lisboa. Este projecto ainda está em fase de pré-produção, no entanto, quando Silva Melo foi ao programa baseado numa história verídica, no canal Q informou que estava já a preparar-se para filmar um filme autobiográfico intitulado JSM por JSM. Ou este projecto mudou de nome e se atrasou uns meses ou então trata-se de um projecto diferente, a adaptação de  Fábrica de Nada, uma peça (já encenada por Silva Melo com os Artistas Unidos) de Judith Herzberg.

8.17.2012

#7 A Montanha - João Salaviza


Salaviza anda nas bocas das gentes, consegui ganhar dois dos maiores prémios internacionais e alguns dos nacionais com apenas 6 curtas no currículo. Aquando do prémio na berlinale atribuído a Rafa, confessou à Rua de Baixo: agora estou a escrever o argumento da longa. Começo com esse projecto no início do ano. Em relação à história, os meus guiões são uma espécie de ponto de partida para uma espécie de aventura que é a rodagem do filme. Nesta tudo se altera e os guiões acabam sempre por se transformar. A ideia inicial do filme não será o que surge no fim. Tenho sempre uma relação forte entre as personagens e a cidade de Lisboa. Acrescentado depois que deseja filmar uma praia ou uma montanha, talvez esteja aqui a resposta ao que poderá ser a primeira longa de João Salaviza que aguarda o desbloqueamento do ICA, do qual receberá um apoio dedicado às primeiras longas de novos realizadores.

8.15.2012

#8 Foto - Carlos Saboga


Carlos Saboga é um desses elementos dos que frequentavam o café Vává (juntamente com César Monteiro, Fernando Lopes, Pedro Vasconcelos), tendo começado a sua carreira (como argumentista) escrevendo o primeiro grande sucesso de Vansconcelos, O Lugar do Morto. Desde então tem assinado diversos argumentos de variados realizadores nacionais, em particular de Vasconcelos, com Aqui d'el Rei e Jaime, mas também de Luis Galvão Teles e dos dois filmes de Mário Barroso (O Milagres segundo Salomé e Amor de Perdição e que é o director de Fotografia deste Foto). Mais recentemente assinou Mistérios de Lisboa e As Linhas de Wellington (ambos de Raoul Ruiz, apesar de o último estar sendo terminado pela sua mulher), caindo nas boas graças de Paulo Branco, que lhe produz (através da clap) o primeiro filme em que toma as rédeas de realização. Com Anna Mougladis (a Coco de Coco Chanel & Igor Stravinsky) e Marisa Paredes.
[Em rodagem, estreia prevista para 2013][Correio da Manhã]

8.13.2012

#9 Ultramar - Hugo Vieira da Silva


Depois de Body Rice e do recentemente estreado Swans, o seu filme já se encontra em preparação. Depois de ter ganho uma bolsa do Cinelink do Festival de Sarajevo e o projecto ter sido selecionado para o Cinemart do Festival de Roterdão, este é um filme que já se encontra em produção pela mão da Midas (em coprodução com a Prisma Film da Áustria) que veio distribuindo os seus anteriores filmes. Não há muito a dizer, eu gostei muito dos dois filmes dele e estou esperando o próximo com grandes expectativas.

8.11.2012

#10 Por aqui tudo bem - Pocas Pascoal


Vencedor do Prémio da melhor longa portuguesa no último Indie Lisboa, e vencedor do prémio de melhor longa de ficção no Los Angels Film Festival. Este é primeiro filme de Maria Esperança (Pocas) Pascoal, e inspira-se nas suas experiências pessoais, quando fugiu da guerra civil em Angola, para uma terra estranha, a nossa: Portugal. "A realizadora transformou a sua história pessoal de exílio de Angola num drama profundamente comovente, cujo poder cinematográfico é particularmente impressionante no trabalho de um realizador estreante". 
[entrevista]

8.09.2012

#11 Em Segunda Mão - Catarina Ruivo

Em Segunda Mão marcou presença na competição nacional do último IndieLisboa, vi-o lá (de todos os filmes portugueses que aqui antecipo, este é o único que vi) e escrevi sobre ele aqui. Filme derradeiro de Pedro Hestnes, conta a história de um escritor de novelas que vê a sua vida sofrer uma transformação drástica, acabando por tomar o lugar de um outro, ganhar uma vida Em segunda Mão. De salientar o trabalho de Hestnes (já muito debilitado pela doença, mas que oferece um desempenho extraordinário), mas também de Joana Verona (numa senhor das limpezas tagarela) e Luis Miguel Cintra (numa pai severo, como só ele sabe ser). Este é o terceiro filme da senhora Ruivo, depois de André Valente e Daqui para a frente, os quais realiza, escreve e monta; é também a montadora habitual de Alberto Seixas Santos.