5.28.2013

5.16.2013



"Tanto Mar" foi composta por Chico Buarque de Hollanda para homenagear o 25 de Abril de 1974, a Revolução dos Cravos, em Portugal.

Enquanto o Brasil completava uma década (das duas que viveu) sob o regime da ditadura, em Portugal, o Estado Novo ditatorial instituído por Salazar (à época comandado por Marcelo Caetano) era derrubado.

Nesta gravação de 1978, Chico explica porque "Tanto Mar" foi censurada no Brasil e o que lhe levou a compor duas versões para a canção. 

A versão original foi editada em Portugal, e exalta a vitória dos portugueses. Na segunda (vídeo), Chico considerou a mudança de contexto e estrutura política e fez uma nova leitura dos acontecimentos na terra de Roberto Leal. (O google taí pra quem quiser saber mais sobre o assunto :c)

Versão 02, liberada pela censura:

TANTO MAR
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim


Primeira Versão, censurada:

TANTO MAR
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente alguma flor
No teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho
De alecrim

5.07.2013


That search engines will become arbiters of truth. --W. Daniel Hillis, physicist

That we’ll begin to treat technology like magic. –Neil Gershenfeld, MIT physicist
http://motherboard.vice.com/blog/what-150-of-the-worlds-smartest-scientists-are-worried-about#ixzz2Sc0o21kS

5.03.2013


Mesa-redonda
Escrita de Cinema e Cinefilia
11 de maio, 16h30
Anfiteatro II da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
(mapa)
com
Cristina Fernandes, Ricardo Vieira Lisboa e Luis Miguel Oliveira

A escrita sobre cinema fora de contexto académico tem uma tradição importante, agora renovada pela blogosfera e pelas redes sociais da Web 2.0. Reunindo autores de gerações diferentes e com percursos também muito diferentes, esta mesa-redonda é um convite à conversa sobre as relações entre a cinefilia e as diferentes modalidades da escrita sobre cinema para além da universidade. Quais são as diferenças e continuidades entre a escrita em blog e outros contextos de escrita sobre cinema (nomeadamente, a crítica na imprensa escrita e o contexto universitário)? Quais as continuidades e rupturas introduzidas pela escrita sobre cinema no contexto da blogosfera? Qual a importância e a centralidade do prazer da experiência cinematográfica como ponto de partida da escrita em blog? Que relação existe entre a escrita em blog e novas formas de visionamento e de apropriação da imagem cinematográfica (do vhs ao dvd, da televisão DVR às redes sociais da web 2.0)?

5.02.2013


— Que pensez-vous de la comédie ?
— Tels que sont les gens aujourd'hui, il est devenu très difficile de les amener à
rire. Ils ne réagissent plus du tout au comique de situation, et cela, parce que les scéna­
ristes truffent le film de dialogues, de jeux de mots, et oublient ce genre de comique qui
plairait, bien sûr, à tous les publics. Auparavant, le comique était fondé sur les situations.
Et le public suivait l'histoire, la précédait même en se disant : * Bon dieu, quand ce type
va entrer dans la pièce, qu'est-ce qu'il va prendre comme raclée ! » Aujourd'hui, seul sub­
siste le comique de dialogue. Cn appelle le cinéma * motion picture ». Ce n'est pas pour
rien. Il faut que ça bouge. Et c'est pour ça que j'ai été désagréablement surpris quand un
type comme George Stevens a tourné The Diary of Anne Frank : tout se passait à l'inîé-
rieur, vous vous rendez compte î A l'intérieur, toujours !

5.01.2013



When he left their home in Toluca Lake to go on location, he had a habit of leaving Mary little notes—addressed to “Gip Gip,” his pet name for her. “Dearest Gip Gip,” he wrote in one undated note, “Wherever I go, wherever I am, you are never far away from me because I love you. I told Gussy and Shep and Gin in [the Walshes’ pet dogs] to watch over you and protect you. All my love, Papa.” In another note, also undated, Walsh wrote to her, “Dearest Gip Gip, I love you and I am going to miss you. But you are never far away from me. All my love, Papa. P.S. The little fellows will keep you company till I return.” When Walsh left for Puerto Rico to shoot Battle Cry, he wrote her, “Now Baby, take good care of yourself while I am away and always remember you and you alone are the only one in this world I love with all my heart. If I can get good transportation to San Juan I will send for you. Love, Papa.”