11.05.2008

Semelhanças (- X) e o poder da imagem

David Palmer, o presidente negro dos EUA (e carismático) da série 24

Barack Obama, presidente negro dos EUA (e carismático), na vida real

O poder de uma imagem (ou de um conjunto) é inimaginável; pensar que a eleição de um do homens mais influentes do mundo pode ser influenciada por uma mísera série de Televisão (não querendo criticar negativamente a dita, que devo dizer que em muito aprecio, mas digo mísera, por em comparação, resume-se a quase nada quando posta lado a lado com a realidade) .

Quem me diz que o ver e rever de um presidente negro num programa de televisão, não influência (e muito) a visão dos votantes americanos ?

E, daqui partimos para um ponto em que a ficção controla a realidade, através da sua influência (por vezes pervertida, mas neste caso sem podres apontáveis).
É deveras divertido acreditar neste limbo de influência que concentra num caso particular, mas no entanto, é impossível considerar irrelevante tal semelhança.
Mostra-se num caso prático a força inquantificavel da televisão e do cinema; não só, no que já foi referido, mas também, no que se tem vindo a prever ao longo do tempo, tendo este ano apresentado dois casos perfurantes pela sua precisão: Aquele querido mês de Agosto, como a antagonização dicotómica da questão realidade/ irrealidade e Funny Games como explanação da influência do cinema na realidade (no caso através da violência) e da posição voyerista do espectador (da mesma maneira que o espectador de 24 interioriza o que vê e transfigura-o para a realidade prática pelo voto no candidato em questão).
Claro que não podemos esquecer todos os casos de campanha, publicidade, marketing, manipulação, boca-a-boca e tantas outras formas de influência, mas sem qualquer sombra de dúvida, posso garantir (mesmo sendo um leigo na matéria) que a questão anteriormente levantada é relevante.
Deste modo acredito profundamente no poder do cinema como força maior e de extrema importância na sociedade de moderna, que quer queiramos, quer não, é uma complexa rede de influências, em que cada um de nós tem a sua cota parte.

2 comentários:

Leandro Bulkool disse...

Concordo com você. Inclusive acho que não podemos nos esquecer que este embrião de um líder negro já vem sendo incluído na cultura americana a mais tempo, lembra-se de Impacto Profundo (Deep Impact)? Em que Morgan Freeman interpretou o presidente americano?

Ricardo disse...

sem dúvida (essa não me lembrei), morgan freeman tem feito mais pela igualdade de direitos do que tantos outros activistas da história (lembremo-nos que ele é Deus no Bruce e no Evan, Todo poderoso)