8.28.2009

Cinema Português em Marcha: 5/6

4# How to draw a Perfect Circle, o mais do que esperado regresso de Marco Martins, depois de Alice, o jovem realizador retorna à sala de cinema com um drama sobre a relação (também sexual) entre dois irmãos gémeos (Rafael Morais e Joana Verona - o primeiro fazia do irmão Manuel em Um Amor de Perdição e a segunda veio dos Morangos com Açúcar, tendo participado na Corte do Norte) e a forma como reagem ao desenvolvimento físico e intelectual de cada um. Com Gonçalo Waddington, Beatriz Batarda e Daniel Duval em papeis respectivamente de carteiro, mãe e pai. Podem ver o vídeo do cartaz das artes da Sic noticias, ou ainda ler os artigos sobre o filme do Jornal de Noticias, do Ípsilonflash e da reportagem do Ípsilon 1 e 2 e Diário de Noticias ou visitar o sitio da produtora Ukbar filmes.

3# Morrer como um homem, é a última obra de João Pedro Rodrigues, depois de O Fantasma e Odete, regressa com este filme sobre um travesti - Tonia- que luta pela mudança de sexo (para satisfazer o seu namorado). Esteve presente em Cannes, estará em Toronto e no New York Film Festival, abrirá o Queer Lisboa. Com Alexandre David e Gonçalo Ferreira de Almeida. O site da produtora Rosa Filmes nada adianta, mas enfim, fica aqui para quem quiser consultar.

2# Os Sorrisos do Destino é o regresso do grande Fernando Lopes, desta vez com uma comédia dramática sobre a história de um casal à beira da ruptura, em que o marido enganado descobre o amante da mulher e entre eles cria-se uma bela relação de amizade. O primeiro filme do realizador em Digital que tem como objectivo filmar a forma como as relações humanas são afectadas pelas novas tecnologias da comunicação (fica aqui um vídeo com cenas das filmagens e uma entrevista a Lopes sobre essa tal afectação pelo fotograma). Com Alexandra Lencastre, Rogério Samora, Ana Padrão e Rui Morison. O sitio da clap filmes tem alguma informação sobre o filme.

1# A Religiosa Portuguesa, primeiro filme em português de Eugéne Green (hà uns anos homenageado no Indie como heroi independente) é um senhor com uma ligação muito estreita a Portugal, propôs-se fazer uma adpatação aos dias de hoje de um dos clássicos da literatura, Cartas Portuguesas de Guilleragues, no entanto, uma nota do realizador no site da Som e Fúria, adverte que essa obra é só mais uma de muitas referências. Também nesse sitío podem ler uma sinopse do filme, ver 3 clip de video e consultar uma breve bibliografia do realizador. O filme passou dia 10 deste mês em Locarno com muito boa recepção. Com Leonor Baldaque, Ana Moreira, Beatriz Batarda e presença especial de Camané (clip 1) e Aldina Duarte. O filme conta a história de uma actriz que vem a portugal filmar uma adaptação do dito livro de Guilleragues (clip 3), no entanto fascina-se durante a sua estadia em lisboa por uma freira.

4 comentários:

José Oliveira disse...

"João Pedro Rodrigues o pai do cinema gay Português"....por favor!?!?!? são essas etiquetas q incomodam mais, muito mais, do que os maus críticos...como diria o Straub: "Há etiquetas racistas que são muito mais polidas."

Porque não simplesmente um grande realizador?

José Oliveira disse...

já agora:

Scope: The clueless Variety review condemned To Die Like a Man to the “gay-themed fest circuit.”

Rodrigues: That was stupid. The review made me really mad. There’s the idea that I make films for gay festivals, when my films go to every kind of festival. It shows such a limited understanding about film, always wanting to put films in cages.

http://www.cinema-scope.com/cs39/spot_lim_rodrigues.html

Ricardo disse...

a minha não resposta pronta deve-se em parte pela minha ausência, sendo que os últimos posts têm saído pelo sistema automático de publicação.
Sou das pessoas que mais repudiam as etiquetas, primeiro pela sua redução da realidade, segundo pelo estímulo ao preconceito e terceiro pela sua inutilidade. Se apresentei João Pedro Rodrigues como o pai do cinema gay português, fí-lo por estupidez (sem pensar e por vulgarização televisiva do discurso), o meu respeito ao cineasta é o maior (daí que o seu novo filme seja daqueles pelo qual mais anseio). Vou retirar a etiqueta e agradeço o reparo, devo só acrescentar que o tenho [José Oliveira] na maior consideração e sigo o blog O Touro Enraivecido com a regularidade máxima que me é possível; assim como pretendo com esta série de posts ajudar a publicitar os filmes portugueses (que bem merecem), compreendo que este género de incorrecções são prejudiciais a esse mesmo trabalho que muito prezo.
As minhas sinceras desculpas e os máximos agradecimentos.

José Oliveira disse...

Tudo bem! continua a gostar assim de cinema,

Abraço.