11.24.2008

O post dos comments

De vez em quando, quando algum dos blogueiros nacionais fazem uma crítica a um filme, que: ou eu discordo, ou acredito que tenho alguma coisa a acrescentar, eu comento. Aqui estão os meus comments à crítica do senhor Luís do Grandes Planos sobre o W. e à crítica do senhor José Oliveira do o touro enraivecido sobre o Entre les murs .


eu não sei (mas creio que seja alguma ignorância da minha parte), mas a secura, a frieza, o realismo só pelo realismo, faz do filme, um objecto que não se quer assumir como documental (que não podia ser, pela parte que toca aos actores), mas, que cai num realismo de reportagem (mesmo sabendo que de televisivo não tem nada) que não me enche de maneira alguma.
Parece um bom documentário, mas mais nada do que isso, não toma partido, não se interessa verdadeiramente por assunto algum, mostra tudo em igual pé, nunca quer ser tese e acaba por não dizer nada, nem fazer sentir o que quer que seja.
Apesar de admirar o filme no que respeita ao realismo alcançado e também na parte da representação amadora (o trabalho com os alunos é surpreendente), o realismo é em demasia e o filme não tem qualquer fundamento, a não ser dar a noção de que alguma coisa vai mal na educação, mas isso já nós sabíamos.
Artisticamente interessante, mas inútil em conteúdo.
concordo que é uma lufada de ar fresco, mas mesmo assim...


sinceramente, já não é a primeira pessoa que não gosta de W, (melhor dizendo, só sei de uma que tenha gostado, para além de mim) o que será que tem o filme? o que eu acho divertido é que os argumentos utilizados da maioria das vezes para denegrir são os mesmos que uso para elevar, a subtileza e a escolha pelo retrato fiel, sem exageros nem propaganda, são, no meu ver, duas das melhores características do filme. Encara a besta de frente, sem criar artimanhas para iludir o espectador.
Dar um lado emocional e colocar W. como uma marioneta num jogo político que lhe é muito superior e claro a questão dos daddy issues é absolutamente fundamental num filme que deveras alcança um ponto de soberba perfeição na cena da bola que ele não sabe apanhar, ou o momento em que ele não consegue enumerar os seus erros.
Temo que seja a minha ignorância que me leva a sentir um apetite especial por este filme, porque sem dúvida alguma não quero acreditar que a ignorância seja dos outros.

3 comentários:

Fifeco disse...

Serei eu essa pessoa que tenha gostado tanto como tu?? :p

Mesmo que não tenha sido, posso te dizer que o João Bizarro e o Fernando Ribeiro partilham da minha opinião ou pelo menos de uyma muito parecida.

Abraço

Ricardo disse...

por acaso até foi.

não sabia que o Fernando Ribeiro tinha gostado, mas é sempre reconfortante descobrir que há mais gente com a mesma opinião que nós.

Luís disse...

Como ja tinha referido anteriormente , as subtilezas e o retrato justo parecem-me funcionar melhor quando estamos perante personalidades que tenham sumo dramático suficiente para carregar um filme. Não me parece que seja o caso em w. Um filme longo, sem chama e algo televisivo na sua realização (aqui uma enorme desilusão que um enorme cineasta me causou)...mas isto sou eu lol..

abraço cinéfilo