8.01.2010

Cinema Português em Marcha - 20/23

2# A Espada e a Rosa, é um filme de família (no sentido sanguíneo e cinematográfico - Som e a Fúria, a produtora), realizado e escrito por João Nicolau, realizador de Rapace e Canção de Amor e Saúde (que tem um cameo de Miguel Gomes), curtas de vencedoras de Vila do Conde e presentes em Cannes, co-escrito pela sua irmã Mariana Ricardo (argumentista do Aquele querido mês de Agosto de Gomes), produzido por Sandro Aguilar, realizador de curtas como Corpo e Meio ou mais recentemente Voodoo e da longa A Zona onde Nicolau aparece como actor, assim como já tinha aparecido na primeira longa de Gomes, A cara que mereces. O filme conta com actores como Hugo Leitão e Manuel Mesquita ambos de Rapace e dois veteranos: Luis Miguel Sintra e José Mário Branco.
A presença de José Mário Branco não deve ser surpresa, uma vez que o filme aparece no IMDB como um musical de aventuras, conta a história de um rapaz da Lisboa moderna que um dia decide abandonar o seu trabalho de free-lancer e lançar-se à aventura pelos mares numa caravela pirata do século XV (Caravela Vera Cruz), onde no meio de umas desavenças se perderá algo muito importante e que dará o mote para uma busca ao longo do filme: "A partir daí é um desenrolar de aventuras, com reféns, com mapas, para recuperar essa substância. No fundo é uma interpretação autobiográfica do princípio do universo [risos]".
O filme contou com o apoio do ICA para primeiras obras no valor de 500 mil euros, subsídio que foi atribuído com os últimos filmes de Joaquim Leitão, Marco Martins que estrearam recentemente, deste modo espera-se para breve a estreia, uma vez que se sabe estar já pronto, uma vez que foi apresentado no Marché du Film em Cannes. Podem ainda consultar a página do filme no sítio da produtora ou ver estas imagens da rodagem.

2 comentários:

Carlos Natálio disse...

Quero muito ver este filme. João Nicolau é um cineasta bastante talentoso. O do Canijo também, e tem a fasquia bastante alta depois dos últimos dois. Tenho curiosidade em ver o do Pedro Caldas pelo que dizes. Abraço.

Ricardo Vieira Lisboa disse...

Partilho as tuas expectativas, quando ao do Caldas, vale muito a pena, nestes meus dias de férias, quase todos os dias me vinha à memórias cenas; é um filme que amadurece na cabeça.