1.03.2011

Um ano em partes - 1ª Parte

Os portugueses

2010 foi um ano curioso, como todos vão sendo à sua maneira. Mas não estou a começar por uma frase vazia de significado, muito pelo contrário; 2010 foi o ano em que mais documentários estrearam em sala (certamente na última década, para não dizer 'de sempre' pois não tenho dados para me basear), nomeadamente documentários portugueses (aliás, José e Pilar é o quinto filme português mais visto do ano e o terceiro documentário português mais visto de sempre), sendo que títulos portugueses (só considerando longas) em sala foram 24 (o máximo nos últimos 5 anos) e curtas foram 8. Podem consultar uma lista dos resultados dos filmes portugueses aqui, apesar de lá faltar o Bobby Cassidy. [congratulo-me de ter visto o paparazzo do Vasconcelos, Desassossego do Botelho, Mistérios do Ruiz, Jose e Pilar,  Funeral à chuva,  Embargo,  Fantasia Lusitana,  Pare, escute e olhe,  Duas mulheres,  Ruínas,  Círculo Perfeito do Marco Martins, Cova da moura do Rui Simões, Lisboa Domiciliária e Vai com vento, sendo que Bobby Cassidy está na box do meo à espera de ser visto]
Mas as curiosidades continuam, dois dos filmes nacionais estreados foram produzidos sem dinheiros públicos, Um funeral à chuva como é sobejamente conhecido e Lisboa Domiciliária, longa documental sobre os idosos lisboetas presos em casa que é dos filmes mais ternos do ano. Além disto, a estratégia de distribuição do Filme do Desassossego mostrou-se um sucesso, fazendo dele o terceiro filmes português mais visto (claro que com uma diferença de mais de 60 mil espectadores para o segundo lugar). Será que se está a verificar uma alteração quer na produção (angariaçãode fundos) quer na distribuição do cinema nacional? E será que o exemplo do Tebas que rondou apenas os cineclubes é a solução a seguir para evitar alguns dos baixos resultados de um certo cinema português?

2 comentários:

Filipe disse...

Vi apenas 3 filmes portugueses deste ano: "A bela e o paparazzo" (dispensável), "José e Pilar" (fenomenal) e "Mistérios de Lisboa" (deleite visual). Dos restantes, quais os que mais recomendas??

PS: Gosto muito de documentários! :P

Ricardo Vieira Lisboa disse...

o melhor filme português do ano é, a meu ver, o filme do desassossego do Botelho; o Ruínas do Mozos também é maravilhoso assim como o Fantasia Lusitana do Canijo.