3.31.2008

DiViDi filmes

É absolutamente extraordinário o que se vem passado nestes últimos dias na publicação de DVD, ou seja, nestes últimos dias temos podido assistir a uma serie de lançamentos de filmes maravilhosos no formato caseiro e digital que é a oitava maravilha do mundo chamada DVD (e ainda não vi nenhum blue-ray, mas quando tiver uma televisão de alta definição, aquilo é que vai ser, até parece que estou a olhar pela janela), mas continuando, um conjunto de maravilhosos tem, vai ter ou já teve lançamento em DVD, então vejam a colecção:

Control (o muito falado biopic do vocalista dos Joy Division- Ian Curtis), realizado pelo fotografo Anton Corbjin, também ele realizador de pelo menos um dos videoclips dos joy Division.

Zidane, um retracto do século XXI (maravilha da técnica, a filmagem de uma partida de futebol -90 minutos- em que a câmara só se interessa em Zidane e este é o alvo de todas as filmagens). segundo alguns este filme é uma obra de museu, o uso preciso da técnica da criação de cinema, que deixa quase de o ser apenas pela técnica como é obtido. Filmado em digital por um batalhão de câmaras (acho que eram doze, mas já não me lembro)

As Canções de Amor (filme do maravilhoso Honoré que fez o perfeito (Em, Paris) e que nos trás este filme que segue até certo ponto o estilo de Demy (jacques), que fazia o filme músical, mas nos quais a música era o processo de se avançar na história e não apenas um momento de entertenimento, como acontecia e acontece nos filmes musicais americanos- salvo raras excepções.)

The Savages (sai directamente para DVD em portugal, mas ainda não sei a data), este filme foi um dos mais tristemente abandonados pelas destribuidoras portuguesas e termos o prazer de o ver em DVD já é uma grande sorte, se um filme que é nomeado para melhor actriz principal e melhor argumento original nos oscars não fosse editado era um crime, até faz lembrar o também renegado para DVD, Longe Dela (também com dias nomeações para os oscars, incluindo o de melhor actriz e melhor argumento adaptado).

O Palácio de Verão (Yihe yuan, filme que fez grande sucesso no festival de Cannes, sai também directamente para DVD, este é mais um daqueles filmes chineses que começãm a aparecer agora que versam sobre a liberdade sexual, o amor romantico e neste caso um pouco sobre politica, uma vez que a paixão se inicia aquando da revolta dos estudantes na praça de Tian a men)

E agora agora vai mais um, este filme cá por nós estreou-se, ao inicio por três salas em todos os pais mas depois devem ter percebido que aquilo estava a ter sucesso e fizeram render o peixe, alargando para mais duas salas, nomeado para melhor documentário, o novo filme de Moore é Sicko, um ataque forte ao sistema de saúde norte americano, uma obra deveras fascinante e como é costume do senhor Moore (até parece que o conheço) hilariante, mas sempre muito esclarecedora (nem sempre esclarece tudo, nem o mais importante, mas o que se pretende esclarecer é muito bem esclarecido- gosto muito desta palavra, esclarecer).

3.30.2008

Reposicionando

Em Portugal as reposições não são comuns como eu gostaria que fossem, pois é de longe mais interessante e marcante ver um filme no cinema que ver o mesmo numa televisão, por muito grande que seja nunca chega a um ecrãn e o mesmo se passa com os novos sistemas de home cinema que apesar de virem melhorar a experiência do cinema em casa, deixam sempre a desejar em relação á sala escura.
Mas não nos limitemos ás componentes técnicas da projecção, ir ao cinema é um experiência única, revigorante, em que o expectador se dirige de propósito a um local para admirar a arte que é o cinema, ou seja cria-se um atmosfera em redor da pessoa que confere um experiência diferente, única e indescritível, que é ir ao cinema, este tipo de actividade tem ao longo dos anos vindo a ser banalizada tendo com isso óbvias vantagens, que são a possibilidade de qualquer pessoa de qualquer extracto social em qualquer local do país (esta ultima parte já não é tão verdadeira), poder experienciar uma das actividades culturais que mais alegria me dá e a qual pratico com mais regularidade. por outro lado vemos que hoje em dia as salas de cinema estão cheias de miúdos que não respeitas o que vêm, que não admiram e que pior que isso, preferem estragar a actividade cultural de um outro ser humano apenas pelo gozo que lhes dá passarem um sessão inteira a conversarem, desrespeitando o filme que vêm, as outras pessoas que assistem e desrespeitando-se a sim mesmos, pois preferem continuar ignorantes a admirarem grandes obras da cinematografia actual.
Por outro lado temos a cinematografia mais antiga que passa em Portugal (salvo raras excepções) no circuito comercial única e quase exclusivamente no cinema Nimas, lá podemos, de tempos a tempos ver grandes obras do cinema de outrora, o ano passado foi especialmente rico neste género de projecção, podemos deleitar-mo-nos com filmes tais, como o Meu Tio, que tive a possibilidade de ver, No Céu tudo é perfeito, filme que também pude ver, obra de estreia do génio Lynch, Mala Noche, filme de estreia do grande e sempre agradável e maravilhoso (que fez um perfeito Paranoid Park) Gus Van Sant, a acresecentar tivemos ainda Imitação de Vida, o único dos quais não consegui ver, mas o pelo qual lamento imensamente, porque sempre gostei de filmes de fazer chorar baba e ranho.
Mas o que me leva a escrever este post não é simplesmente a alegria de poder rever ou ver pela primeira vez filmes que fazem parte dos livros da história do cinema, ou a felicidade que apreendo por saber que novas gerações vão poder as grandes maravilhas, o verdadeiro motivo que me leva a escrever é a reposição do BLADE RUNNER no cinema a propósito do seus 25 anos de estreia, lá estarei para recordar um dos filmes mais mal tratados da história do cinema a quando do seu lançamento, mas que se tornou uma obra de culto com o sucesso do VHS, felizmente que cá em Portugal alguém ainda tem olhos na cara para perceber que vale a pena fazer esta reposição.

3.29.2008

Double Feature

Primeiro o grande vencedor no festival fantasporto e no Festival SITGES, chama-se [REC] e deve ser absolutamente maravilhoso, é filme espanhol que em certa medidade se assemelha em muito ao Cloverfield (filme interessante já agora, que vale o dinheiro que custa o bilhete, mas que deixa um pouco a desejar no que toca a interpretações e aquela parte inicial e um logo um mau princípio, mas depois o filme acelera e nunca mais para e esse ritmo é que é muito louvável, as ligações ao 11 de Setembro não completamente desnecessárias e erradas, o filme tem como objectivo ser super-realista e vender o máximo, ter o maior lucro, não quer fazer um tratado sobre o medo pós-11 de Setembro, devo ainda acrescentar que as cenas no prédio torto são uma das coisas mais empolgantes e de maior suspense que vi desde há muito tempo), mas como não é deste que estamos a falar, voltemos a REC (tirei os parênteses porque dá muito trabalho), este filme tem tudo para dar certo, e como já vão poder ver no trailer e nas reacções do público no festival, é sem dúvida alguma um dos melhores filme de terror deste ano que nos está a achegar, desfrutem. Estreia já no tão próximo 10 de Abril, até é difícil esperar duas semanas.


em segundo e estando em primeiro na lista dos filmes mais desejados, está o filme que já tinha sido tirado na agenda de estreias mas que agora para meu agrado foi colocado para estrear no dia 1 de Maio, é de um dos mais maravilhosos realizadores vivos e um dos meus preferidos sem dúvida, o grandioso Wong Kar-wai, realizador de filmes tão bons como Chunking Express, In the Mood To Love, Happy Together e o mais recente 2046, estes dois últimos os únicos que tive a oportunidade de ver e pelos quais me apaixonei incondicionalmente, que me deram energia para muitos meses, que me fizeram acordar com um sorriso nos lábios e um brilhozinho nos olhos. agora chega-nos o seu primeiro filme filmado nos EUA como a senhor Norah Jones, é intitulado de My Blueberry Nights e em português tem o nome de o Sabor do Amor (título adequado á grande maioria dos filmes do senhor Kar Way, apreciem a beleza, o amor, o desejo e a felicidade suprema.

O Regresso

Quando comecei este blog tinha ideias muito grandiosas para o seu conteúdo, depois percebi que isto ia dar trabalho como sei lá o quê e que demorava quase uma hora para fazer um post sobre um filme, por isso vou remodelar a minha ideia, quero que este post seja quase como aquele tratado que o maravilhoso Orson Welles faz no seu perfeito Citizen Kane aos leitores do seu jornal prometendo uma serie de coisas que acaba por quebrar (esta ultima parte espero que não aconteça) e espero também não vir a ser atormentado pela grandiosidade da minha vida a proferir a marca do meu trenó quando morrer (há que dizer que não tenho nem nunca tive um trenó, mas isso é secundário!!).
Por isso quero afirmar aqui e para quem venha ler isto que este blog é produto de mim mesmo, é sangue do meu sangue, é um irmão e é dessa modo quer pretendo trata-lo, por isso vou deixar de me limitar á escrita de critica de filmes, pretendendo abranger outros temas, dentro do cinema e não só, mas que me ocupem menos tempo de modo a que possa escrever neste espaço mais frequentemente do que tem vindo a acontecer, por outro lado quero que este espaço, como propus nas sua criação seja um libertador, um destruidor de grilhões e das amarras e que me dê felicidade, que me satisfaça tanto a mim como aqueles que o venham ler e sem duvida que a minha felicidade e satisfação será proporcional ao número de pessoas que cá venham e acrescida pela participação dessa mesmas pessoas que passo desde já a agradecer pela visita.