1.31.2009

Gondry - I

Michel Gondry resolve um cubo de Rubik com os pés


Explicação de como é que é feita a proeza


Michel Gondry resolve um cubo de Rubick com o nariz


Jack Black bate Gondry na resolução de cubos de Rubick



P.S.:brincadeiras à parte, Michel Gondry apesar de todos os seus maneirismos e tiques de MTV, é um senhor à maneira que gosta de cinema na sua vertente mais artistica e menos industrial, e claro que não se pode esquecer que ele é o realizador de tais filmes como The eternal sunshine of the spotless mind, The science of sleep, Be kind rewind e Humane nature.

1.29.2009

Há filmes e filmes e depois há milagres

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Faz quase duas semanas que vi o 21 Gramas do senhor Inarritu (Amor cão e Babel) e faz duas semanas também que não consigo soltar-me de algo que flui naquele filme como um éter alcoólico, que atravessa a alma do espectador mais incauto e que estala na cara como se fosse chapada ou galheta.
Em cada segundo de filme, em cada plano, em cada respiração e palavra há uma profunda depressão, uma profunda ruína em cada instante, tudo está inundado de tristeza e decadência.
Se há coisa que eu não gosto de mexer e falar é do fado, do destino, primeiro, porque abomino uma ideia tão fútil e segundo porque tenho dificuldade em compreender os que a mim se opõem, no entanto este filme transmite uma certa ideia tão dilacerante que eu só consigo interpretar como uma forma primária e quase rupestre de destino, como um resultado divino e meio embaraçoso de acontecimentos.
Se mais não fosse, certos planos do filme, momentos, simples flashs de luz, cor e som tem uma força inexplicável, tudo isto para juntar ao facto de num mesmo filme se juntar Benicio del Toro e Sean Penn.

Isto foi o que escrevi ontem, hoje seria previsto acabar, retocar e publicar, mas depois de ver Revolutionary Road, vai assim, tal qual está, porque, mesmo que quisesse não sairia nada de jeito.

1.27.2009

Semelhanças - XIX

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Os contemporâneos neste último episódio (a partir dos 28min) fizeram uma paródia a um dos programas mais 'intelectuais' da nossa programação televisiva estatal, o programa Camara Clara, apresentado por Paula Moura Pinheiro, e no episódio em causa parodiava-se o crítico de cinema João Lopes, vejam, divirtam-se.
A saber que:
O absurdo é que ficamos a compreender mais do nosso presente vendo Os Contemporâneos do que assistindo a um telejornal...

palavra do senhor João Lopes no blog Sound+Vision

A saber também que: tenho muito em conta João Lopes e sigo atentamente o seu trabalho como crítico no DN, no Cinema 2000 e no Cartaz da Sic Noticias.

1.24.2009

The Curious Case of Benjamin Button

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O post será longo e conterá certamente SPOILERS

Terça feira passada vi O estranho caso de Benjamin Button.
Só como adenda há que acrescentar que eu como espectador de cinema habitual tenho o hábito, e o gosto, de lacrimejar em muitos filmes, sendo que sou incapaz de conter o dito fluido nos meus olhos, ou bolsas, ou onde quer que ele se acumula, isto tudo para dizer que sou um chorão.
Alguns filmes que vejo fazem me chorar compulsivamente e isto quer dizer que saiu da sala meio cambaleante sem saber bem onde estou nem para onde vou, tentando enxugar as lágrimas que me escorrem pela face. O ano passado, vários filmes tiveram este poder, basta lembrar o Into the wild (fiquei a chorar quase 20 minutos depois do filme acabar), o O meu Irmão é filho Único e Australia, só para referir alguns.
Desta vez, o The curiouse case of Benjamin Button foi mais um exemplo.
Com a moda dos intervalos é mais fácil separar os filmes em 1ª parte e 2ª, com isto quero dizer que embora numa cena ou outra da 1ª (saída de casa, encontros amorosos na Rússia, Colibri) tenha perdido alguma percentagem de água e sais minerais do meu corpo, a 2ª parte do filme foi algo extremado, e a partir do instante em que a senhora Blanchett entra em cena foi chorar a ter dizer, mais não! (no final da sessão, enquanto eu fiquei para o fim, a ver os créditos como é meu hábito, dois funcionários do cinema vieram perguntar-me se eu estava bem e se precisava de ajuda, pois ao que parece uma das senhoras que estava também a ver o filme se deve ter impressionado com a minha triste figura)
No entanto e apesar de admirar o filme profundamente, há que introduzir algo de lógico no pensamento crítico da avaliação cinematográfica - embora sabendo que as emoções são, já elas, sinal da racionalização- no entanto há que colocar prós e contras na mesma mesa e daí assumir friamente a verdade sobre nós e a nossa relação com o filme, uma vez que uma crítica é isso mesmo, algo pessoal, intransmissível e puramente subjectivo sobre como nós reagimos, neste caso a uma película projectada numa sala de cinema.

Contras:

O Argumento: Eric Roth é o senhor que escreveu para além dos argumento deste filme, o de filmes tão exímios como Munich, The Good Shepherd, Ali, The Insider, e também ele foi o escritor do argumento que lhe deu a vitória nos oscars em 1994 com o filme Forrest Gump.
Se em Gump o filme tinha um senhor num banco de jardim que em flashbacks vai contando a sua história de vida, desde criança, as paixões juvenis, passando pela guerra do Vietenam, continuando pela sua relação com o sargento e o seu negócio de pesca de camarão e por ai fora até ao momento actual em que se encontra no banco de jardim ; agora temos em Button, uma senhora velhinha deitada na cama do hospital, que conta através (de flashbacks) do diário do seu apaixonado a vida do mesmo, desde criança, passando pela guerra, do seu negocio com botões e acabando por explicar como é que acabou por vir parar até ali.
Isto para mostrar que embora Gump e Button sejam personagens muito diferentes, que Button é um filme mais consciente e mais consistente, tem que se admitir que o argumento é o esqueleto de Gump só que com uma roupa mais bonita.
Para referir ainda que Roth induz um argumento manipulador (como qualquer melo-drama que se preze) que joga em clichés constantes.

Os efeitos especiais: Antes que alguém me caia em cima e me chame o que quer que seja, por colocar 'Efeitos especiais' na categoria dos 'Contras', tenho que afirmar que, se continuarem a ler, voltarão a encontrar este tópico na categoria dos 'Prós', mas até lá, esperem um pouco.
Para mim, não há nada que substitua um actor e se o futuro dos filmes é ter um homenzinho com um carapuço enfiado na cabeça, que não fala e depois adicionamos a cabeça deformada do nosso actor e a voz, de tal forma que parece tudo muito real, então eu prefiro virar-me para os clássicos e esquecer que vivo na idade moderna.
Por muito bons que sejam os efeitos especiais e por melhor que estes estejam integrados num filme de respeito, é impossivel acharmos que o corpo e toda a fisicalidade de um actor são desnecessários para a credibilidade das cenas. É certamente dificil contracenar com um homem de capuz azul como se ele fosse o Brad Pitt, basta lembrar filmes com Sin City, 300 e Sky Captain que eram todos demasiado teatrais, uma vez que é complicado para um actor reagir ao que não vê ou sente.
Assim é compreensível que a primeira parte do filme, enquanto Button anda de cadeira de rodas ou de muletas, que muito daquilo pareça demasiado burlesco e quase circense.

Prós:

Cate Blanchett: Esta senhora, quando há uns mese eu fiz um Top 10 das melhores actrizes no meu ver, ela ficou em 2º lugar (só ultrapassada pela minha adorada Nicole Kidman, com ou sem Botox eu adoro-a), e neste filme ela é a alma de cada cena, a pujança, a beleza plástica do corpo e da vida tudo concentrado numa só personagem de nome Daisy, que contrai e atraia qual buraco negro tudo para si, incluindo a luz. E verdade seja dita, apesar de Blanchett estar simplesmente perfeita, Pitt não lhe fica muito atrás e aquele período do filme entre eles fugirem de barco até ela engravidar há qualquer coisa de perfeito, eu diria até divino naquele par, sendo que Pitt mostra por A + B porque razão é um sex symbol.

David Fincher: Continuando naquela onda do tópico anterior há que admitir que com um argumento tão florzinha de estufa, se não fosse Fincher, o filme saia completamente ao lado, ele está lá em cada momento mais auspicioso do melo-drama, que se quer inchado e comovente, ele está lá em cada momento memorável, como as conversas com Tilda Swinton, o atropelamento, as cenas da viajem ou da vida conjugal, o regresso adolescente, entre tantos outros momentos perfeitos.
Com este filme Fincher filma o melo-drama à moda antiga como se nunca antes tivesse havido cinema.

Os efeitos Especiais: sem os quais este filme seria impossível de ser feito com sentido e de forma inteligente, apesar do que foi dito anteriormente

Claudio Miranda: que faz deste filme das obras em película mais belas e mais atrevidas, como se pode ver por cada imagem que este post tem, e é possivelmente por aqui que o filme se distancia da vulgaridade de Gump ou de semelhantes, pela beleza de cada plano, e pelo gosto do esteticamente avassalador, pelo calor e sensibilidade de cada momento; foi nomeado para os Oscars pelo seu trabalho neste filme.

O Argumento:Apesar de tudo o que disse, e de tudo ser verdade, pelo menos a meu ver, há que admitir que é também, o argumento que mesmo pelo pior caminho, leva este filme ás mais memoráveis cenas, pode dizer-se que é como um agente de viagens: a passagem de avião pode ser péssima e os transfers piores, mas se o destino for bom, não nos podemos queixar.
Tenho que admirar a inteligência de colocar como pano de fundo a história da América do século XX e tenho que admirar a subtileza com que o caso de New Orleans foi abordado, assim como a história do relojoeiro.

Em Suma:

Antes de mais escrita, peço que leiam a crítica ao filme do senhor Luis Mendonça, o blogger do Cinédrio, que apesar de não concordar absolutamente, tem uma opinião próxima e um melhor uso da palavra:
Claro que este filme podia ser uma experiência de cinema mais completa, e até ousada, se apostasse numa radicalização das suas duas partes: se mandasse o "Forrest Gump" para as urtigas e imprimisse realismo na infância de Benjamin - lhe desse dureza em vez de rosas (se se ouvisse "My Body is a Cage" e não a insossa banda sonora de Alexandre Desplat) - e deixasse a segunda parte próxima de como está: uma estupidamente arrebatadora história de amor, sem limites no seu estonteante idealismo.
Se a primeira parte do filme é de facto burlesca e romanesca toda a segunda compensa, isto para dizer que o coração perdoa e ainda para mais os defeitos do filme não são mais que piquinhices de pessoas que tem pouco que fazer, para além de encontrar defeitos nos trabalhos dos outros, culpo-me por ser estúpido e profiro para quem quiser ler, que apesar da minha racionalidade inconveniente eu amo este filme como é raro fazer, apesar de imperfeito.

10/10 - controversamente amado

1.23.2009

Nomeações : revisão rápida

Os nomeados para os oscars saíram ontem, já toda a gente os sabe de cor, por isso não os vou reproduzir aqui, vou sim reproduzir os desgostos e as alegrias que um a folha de papel cravejada de tinta que imprimi ontem com todos os nomeados me provocou.

Alegrias (com uns pós de tristeza):
  • Wall.e com 6 nomeações, para além de melhor filme animado, melhor argumento original, melhor banda sonora e melhor musica original.
  • The Wrestler ter conseguido para além de Mickey a nomeação de Tomei
  • Happy-go-lucky estar nomeado para melhor argumento original
  • Ver dois outsiders como Melissa Leo pela qual eu já salivava e Richard Jenkins, assim como a nomeação de Frozen river para melhor argumento original (vai ser o Away From Her deste ano, ou seja não vai ganhar nada, vai directamente para DVD e será um filmaço)
  • Ver que a academia não se verga ao populismo e pouca inteligência de The Dark Knight - por favor não me batam por não ter gostado especialmente do filme.
  • Waltz with Bashir estar nomeado para melhor filme estrangeiro e ver que 3 macacos não está.
  • Ver trouble the water, Man on wire e Encounter at the end of the world nomeados, sendo que o wire vai ganhar, e com sorte estrear em sala e os outros vão ser abandonados.
  • Milk está em força
  • In bruges nomeado para melhor argumento original
  • Slumdog millionaire e The curiouse case of Benjamin Button dão cabo disto tudo
  • Doubt ter 4 nomeações só nas categorias de representação
  • Mais uma para Meryl Streep juntar à colecção
Desgostos:
  • Cate Blanchett falta (e é triste ver Pitt nomeado, sendo que no mesmo filme a interpretação desta senhora era deveras melhor), assim com Sally Hawkins.
  • Benicio del Toro falta pela sua interpretação em Che.
  • Waltz with Bashir falta na categoria de melhor filme animado e melhor documentário (eu sei que não era elegível).
  • Revolutionary road devia estar mais nomeado.
  • Hellboy só tem nomeação para maquilhagem (efeitos especiais já faltavam).
  • A categoria de melhor música original passou a ter só 3 canções sendo que duas são de Slumdog millionaire (onde está a democracia) e onde está Bruce Springsteen?
  • O senhor Cruise devia ter chegado à nomeação pelo seu trabalho em Tropic Thunder, ou pelo menos Tropic Thunder devia ter sido nomeado para melhor maquilhagem.
  • Onde está Eastwood como actor de Gran Torino e realizador do mesmo.
  • "Depois do menu arrojado do ano passado voltamos à típica lista: um pequenito, um político, um biográfico, um bigger than life e um holocaustico (onde alguém lê cartas e chora bastante)." transcrito de créditos finais
  • Australia só ter nomeação para melhor guarda-roupa.
  • Falta Wendy & Lucy que ao que parece tinha das melhores interpretações de sempre, pela cruza e realismo.
  • Il y a longtemps que je t'aime devia ter sido nomeado pela senhora Scott Thomas
  • Burn after reading falta pelo argumento original.
  • Rachel getting Married é daquelas obras que eu gostava de apostar mas tenho algum receio, mas mesmo assim eu acredito que falta pelo menos pelo argumento original

1.22.2009

Um ano passou: o que a memória não apagou - I

Passou-se 2008 e estamos quase no fim de Janeiro e o que me apraz dizer é que embora a minha memória não seja das melhores para decorar nomes de pessoas, ela é boa (de mais) para decorar título de filmes com péssimas traduções para português, aqui ficará um lista dos priores títulos na língua de Camões que passaram por cá o ano passado:

Charlie Wilson's War / Jogos de Poder
























Gone baby Gone / Vista pela última vez...
























The Kite Runner / O menino de Cabul

























Miss Pettigrew lives for a day/ A vida num só dia

























Cashback / Bem-vindo ao Turno da Noite

























La graine et le mulet / O segredo de uns cuscuz

























Forgetting Sarah Marshall / Um belo par de ... patins
























Estes não chegaram a estrear em sala e é provável que sofram a miséria da edição directa para DVD, mas mesmo assim fico feliz por estes títulos nunca terem chegado a ver a luz do dia

Smiley Faces / Marijuana meu amor- ver aqui

Pinapple express / Alta pedrada - ver aqui

P.S.: O novo ano já está a começar mal, transformar Slumdog Millionaire em Quem quer ser Bilionário é criminoso e devia ser punível com tortura (a pessoa ser obrigada a ver filmes em loop com traduções péssimas).

1.19.2009

The Curious case of Forrest Gump

Só amanhã é que vou ver o filme, mas para já vejam esta preciosidade

1.17.2009

Semelhanças - XVIII

Robert Downey Jr em Tropic Thunder (basta ver o charuto, as patilhas e o ar de alucinado)
Hugh Jackman em X-men Origins: Wolverine (basta ver o charuto, as patilhas e o ar de alucinado)

1.16.2009

Os festivais

Como estamos naquela altura do ano em que somos inundados com o Sundance (o que nos trás as relíquias e os indies), depois a Berlinale (que começa a trinidade com Cannes e Veneza) e logo a seguir temos o Fantas (que abre a porta para o que de melhor se tem feito e para o terror/ fantástico e gore) para tudo acabar com uma noitada de oscars.
O que se segue não são antevisões, uma vez que são demasiados filmes para falar, são, sim, um conjunto de filmes que me abrem o apetite e os seus respectivos trailer (quando existentes, quando não, ver os links inicias).
Para uma mais fácil consulta estão organizados por festival e os que tiverem uma duas ou três estrelinhas são aqueles pelos quais eu era capaz de cortar o dedo pequenino do pé (unicamente se necessário).

Sundance (programa) (23 + para a Empire) (10 + Deuxieme):


Berlinale: (lista incompleta dos filme em competição e em estreia) - fui guiado unicamente pelo realizadores que já conhecia

  • The International - filme de abertura (Tom Tyker)
  • Cheri** (Stephen Frears)
  • Deutschland ‘09 - 13 kurze Filme zur Lage der Nation - filme de 13 realizadores actuais do cinema alemão
  • Eden in west (Costa Gravas)
  • Happy Tears
  • Ricky** (François Ozon)
  • Tatarak (Andrzej Wajda)

Fantas: (lista imcompleta das várias secções)

1.15.2009

Mais do que Grandes Expectativas - VIII




As expectativas são enormes e não há ainda nenhuma imagem oficial do que quer que seja, para além deste conjunto de fotos que não mostram nada para além de James Cameron (Terminator, Titanic, Aliens) e o actor principal do seu próximo filme - AVATAR.

Esta técnica não se pode dizer inovador, mas para além de funcionar na perfeição irrita pela rareza e pelas pulgas que se vão acumulando, ou seja não só está a funcionar como eu estou a cair que nem um patinho.

Provavelmente este tem sido um dos grandes problemas das campanhas de filmes na internet, a praga que são os spoilers e pior que isso a saturação que qualquer um de nós adquire (como foi o caso de The Dark Knight) ao fim de pouco tempo.

Não mostrar nada, dizer nada é não só mais eficiente, mais barato e mais simpática para aqueles que gostam de ir a uma sala de cinema para se surpreenderem e não para verem aquilo que já sabiam que ia acontecer, só que ainda não lhes tinha sido escarrapachado na frente dos olhos.

Este filme será mais um dos grandes blockbusters do ano, previsto para Dezembro, sairá em IMAX 3D e está em produção há mais de dez anos e especula-se que o orçamento será qualquer coisa de 200 milhões de dolars (não que isso seja sinónimo de qualidade) por que para o filme novas maquinas digitais e novas técnicas de 3D foram criadas por Cameron e seus compinchas.


O Trailer Teaser que não mostra nada mas que 'irritantemente' cria mais expectativas que a maioria dos que mostram muito.

1.14.2009

Posters do Ano - I

Doubt

Provavelmente este será o mais arriscado poster do ano, sem actores, nem imagens do filme, apenas uma cruz e um monte de letras e mesmo assim eu estou em pulgas por ver um dos que será, certamente, dos melhores filmes do ano

1.12.2009

2 Senhoras, 3 Filmes, 3 Pémios


Kate Winslet e a surpresa de ganhar o prémio de melhor actriz secundária por The Reader- Stephen Daldry


Kate Winslet e a comoção de ganhar melhor actriz pelo Revolutionary Road- Sam Mendes (e chama 'What's the other One...' à senhora Jolie)



Sally Hawkins pelo desempenho em Happy-go-lucky do grande Mike Leigh

1.11.2009

4 Trailers, 4 Filmes

  • Momma's Man : (site oficial) Momma's Man ao que parece e pelo que a crítica tem vindo a divulgar é a verdadeira ascensão do filme Indie Americano, um filme de sensibilidade marcada, singular, de orçamento mínimo, tocante, realista e profundamente inovador na forma da narrativa. O que se passa no filme é basicamente um homem que estando casado e com filhos inicia um processo gradual de afastamento devido à incapacidade de comunicar; no meio disto uma acidental visita à casa dos pais e ao seu quarto de adolescente leva-o a regredir, voltando a viver lá e comportando-se como um miúdo, quase como resposta às dificuldades que a vida adulta trás na bagagem. O tomatometro dá-lhe 90% e o trailer faz mais do que bem o seu papel de entusiasmar a vista do filme, agora vamos ver se o filme chega se quer a estrear em Portugal (acho que não, e se o fizer é daqui a dois anos).
  • 12 : Este é muito pouco provável que estreie por cá, passou por Veneza em 2007 e só agora (2009), no mês de Março é que vais estrear nos EUA, para que chega cá será mais do que difícil, no entanto o filme foi um dos nomeados a melhor filme estrangeiro na última edição dos Oscars. Realizado por Nikita Mikhalkov (Burn by the sun - título português é Sol enganador-, Oci Cionio - Olhos Negros- e Urga, que passou pelo nosso Fantas), este doze é uma adaptação à moderna época e á sociedade russa actual de 12 homens em fúria de Sydney Lumet.
  • I Love You Philip Morris : Só está previsto ser visto por quem quer que seja este ano e lá para Março, mas para já temos um trailer que por si só não precisa de qualquer tipo de explicação, e se problemas há para acusar serão certamente a quantidade excessiva que um trailer de mais de 3 minutos dá ao espectador, resumindo um religioso Jim Carrey com família arranjada descobre depois de um acidente de carros que é Homossexual e então entra de forma um tanto ou quanto preconceituoso numa vida fútil de compras e mais compras sem ter dinheiro para as pagar, até que é preso, lá encontra Philip Morris (Ewan McGregor) pelo qual se apaixona, tudo corre bem até que ele é transferido de prisão. Ao que se diz a história é mais ou menos verídica. Acredito que valha muito apena, apesar dos realizadores serem os mesmos de Bad Santa e Cats&Dogs (que se bem me lembro caiam facilmente na piada fácil, a ver vamos).
  • Slumdog Milionaire : (site oficial) já muito se falou e muito ainda se vai falar do filme surpresa do ano (ainda para mais sendo ele um dos concorrentes mais fortes este ano em muitas das grandes categorias da Academis), realizado por Danny Boyle aquele de A Praia, Trainspotting, Sunshine, 28 days later e Millions, também aqui já falei dele, em nada posso acrescentar do que aconselhar a leitura de Roger Ebert sobre o filme (aqui) e avisar que o tomatómetro da-lhe 94%.

1.08.2009

1º ANO de vida celebrado com Óptimos Filmes

Faz hoje 1 ano que este blog foi iniciado, e foi para mim um paço grande, mas não de gigante, passados doze meses acho piada ler os meus textos e ver quanto é que evoluíram na minha cultura cinematográfica, como na própria forma de tratar os temas em causa.
O primeiro post aqui deste estaminé era exactamente sobre o primeiro filme que vi em 2008, ele era Charlie Wilson's war, passado um ano, mais de 200 filmes se estrearam em sala dos quais vi 68 e desses construi uma lista dos Top 20 (que na verdade inclui 27 filmes devido a ex aequos).
Aqui fica o top e não tarda uma ligeira reflexão sobre o ano que passou.

#20
La Graine et le mulet

Ex aequo com 20º
Les Amours de Astree et Celadon

#19Cztery noce z Anna

#18Darjeeling Limited

Ex aequo com 18º
Persepolis

#17Sweeney Todd

Ex aequo com 17º
El Orfanato

#16My Blueberry Nights

Ex aequo com 16º
Youth without youth

#15Funny Games

#14Se, jie

#13Burn after reading

#12I'm not there

Ex aequo com 12º
La Soledad

#11Wall.e

#10No country for old men

#94 luni, 3 saptamâni si 2 zile

#8Australia

Ex aequo com 8º
Blindness

#7Aquele querido mês de Agosto

#6Alexandra

#5The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford

#4Into the wild

#3Before the devil Knows you're dead

#2Hunger

#1Coeurs

Ex aequo com 1º
There will be blood