4.25.2009

Semelhanças - XXVI


Sunset Blvd. de Billy Wilder, o filme começa com um morto numa piscina


Second Life de Alexandre Valente de Miguel Gaudêncio, o filme começa com um morto numa piscina

Referência ou Acidente? Acidente diria eu, sem ter visto o filme luso.

Cannes, Cannes, Cannes!

O senhor Knoxville do cinemanotebook dizia que queria um bilhete de avião para ir a Cannes, o que aqui assina como Ricardo diria o mesmo que se não fosse repetitivo, mas que há uma certeza este ano, é que são imensos os senhores que este ano vão estar presentes, senhores que já trazem cartas na manga e coisas na bagagem.

Os já reconhecidos:
  • Sam Raimi (Evil Dead) - Drag me to hell
  • Alejandro Amenabar (Abre los ojos) - Agora
  • Terry Gilliam (Brazil) - The Imaginarium of Doctor Parnassus
  • Michel Gondry (Eternal sunshine of the spotless mind) - L'epine dans le coeur
  • Corneliu Porumboiu (12:08 East of Bucharest) - Politist, adjectiv
  • Joon-ho Bong (the host) - Mother
  • Jan Kounen - Coco Chanel & Igor Stravinsky (o outro filme sobre Chanel, não é portanto o Coco avant Chanel com a Audrey Tautou)
  • Peter Docter (Monsters Inc.) - Up
  • Lars Von Trier (Dancer in the dark) - Antichrist
  • Tsai Ming-liang (O sabor da melância) - Visage
  • Johnnie To (PTU, heroi independente no anno passado) - Vengeance
  • Quentin Tarantino (Pulp fiction) - Inglourious Bastedrs
  • Alain Resnais (Hiroshima, mon amour) - Les Herbes folles
  • Chan-Wook Park (Old boy)- Thirst
  • Gaspar Noe (Irréversible) - Enter the void
  • Brillante Mendonza (Serbis, agora no indie) - Kinatay
  • Ken Loach (Brisa de mudança) - Looking for Eric
  • Ang Lee (Brokeback Mountain) - Taking Woodstock
  • Michael Haneke (Caché) - Das Weisse Band
  • Isabel Coixet (The secret life of words e o ainda por estrear Elegy) - Map of the sounds pf Tokyo
  • Jane Campion (O piano) - Bright Star
  • Marco Bellocchio (Buongiorno, notte) - Vincere
  • Jacques Audiard (De Battre Mon Coeur S'est Arrêté) - Un Prophète
  • Francis Ford Coppola (Apocalypse Now) - Tetro (que esteve quase para não ser integrado no festival)
  • Pedro Almodovar (Todo sobre mi madre) - Los Abrazos rotos
E portugueses são só três:
  • João Pedro Rodrigues (O fantasma, Odete) - Morrer como um homem no Un certain Regard
  • Pedro Costa (Juventude em Marcha) - Ne change Rien (curta de 2005) na Quinzena dos Realizadores
  • João Nicolau (Rapace) - Canção de amor e Saúde (curta de 2009) na Quinzena dos realizadores
Há um mês tinha previsto que filmes estariam em Cannes, e chamei ao post: Cannes é para Veteranos; parece que não me enganei muito, apesar de muitas das apostas ter said furadas.

Les Chanson d'amour - XIV

Les Chanson d'amour - XIII

4.18.2009

Semelhanças (- XXV) - Cortinas Vermelhas em filmes de Lynch

Mulholand Dr.

Twin Peaks

Blue Velvet

Lost Highway

Sunset Blvd. vs Mulholland dr. (Semelhanças - XXIV)

Não importa o que me digam: que a comparação é forçada ou simplesmente acidental; mas eu tenho a fé que Lynch, mesmo que inconscientemente, fez Mulholland dr. como uma versão distópica proveniente da sua inclassificável mente do clássico de Billy Wilder- Sunset Blvd.

Recapitulando a obra do irónico realizador polaco, o título reporta a uma rua, onde mansões imensas se ordenam em fila nas suas laterais e num destes palácios vive a anciânica estrela do cinema mudo: Norma Desmond (Gloria Swanson, que curiosamente na altura passava por uma muito má fase da sua vida, sendo este o filme que a projectou de novo para a ribalta, assim como ansiava a sua personagem). A par disto temos um narrador ácido corrosivo que é argumentista numa cidade que corta as esperanças de qualquer um (Los Angels) e num período difícil, fugindo aos homens de fraque do banco esconde-se acidentalmente na casa de dita diva. Daqui cresce um sub-plot de paixoneta com uma doce rapariga e uma relação insana entre a velha gárgula e o moço fútil que se deixa levar pelos facilitismo que a riqueza da dita senhora lhe proporcionam. Tudo começa com um homem morto numa piscina todo o filme pretende explicar como é que se chegou àquela situação.
No fundo o filme é uma perspicaz crítica a uma industria que usa-e-deita-fora as suas estrelas e que são os amigos dos amigos, as cunhas dos conhecidos e os interesses que levam ou não ao sucesso.

Quanto a Mulholland dr. pouco se pode dizer, não esqueçamos que se trata de um filme de Lynch o que, por norma, é sinónimo de inclassificável, indescritível, irrepetivel e mais uma série de palavras começadas por 'i'; podem no entanto consultar a sinopse do IMDB que está especialmente completa.

Agora vejamos:
  • Os dois filmes tem como título o nome de uma rua de L.A.
  • Ambos mostram a porta da Paramount.
  • Ambos os filmes começam com um acidente donde resultam mortos: Sunset Blvd começa com a morte do nosso personagem principal, e o Mullholand dr. começa com um estrondoso acidente em que só sobrevive a nossa personagem principal.
  • Ambos acidentalmente aparecem em casas que desconhecem e são bem recebidos pelos seus habitantes, em ambos os casos actrizes pelas quais se vão relacionar amorosamente.
  • Ambos os filmes criticam o sistema Hollywoodiano das produtoras, Wilder mostrando a hipocrisia e futilidade, Lynch através de uma personagem como que cabecilha que controla tudo como se de um mafioso se tratasse e ainda associando aos directores das produtoras americanas uma dose de insanidade aceitável - cena do café.
  • Nos dois temos um personagem secundário que é um realizador famoso (De Mille fazendo de si mesmo e Justin Theroux fazendo de Adam) que são tentados a colocarem actores que não querem em determinados papeis ou a fazer filmes que não querem.
As conexões poderiam continuar, creio eu, mas o que acho de facto importante, é mostrar a vitalidade do cinema americano, que independentemente de sua época, sempre teve a capacidade se auto-criticar. Por outro lado é extraordinário que haja uma consciência cinéfila em realizadores americanos (mesmo que Lynch seja um excepção), mostrando que é sempre possível fazer coisas novas, inteligentes e actuais, sem descurar o passado e as raízes da era de ouro do cinema americano.

Semelhanças - XXIII

Tráfico de João Botelho personagem atolambada de cabelo azul, muito volumoso, que assiste a uma passagem de modelos

Mulholland Dr. de David Lynch, personagem misteriosa de cabelo azul, muito volumoso, que assiste ao espectáculo do club silencio

Les Chanson d'amour - VI

4.16.2009

Isto é só uma opinião


Antes de dizer o que quer que seja, aconselho lerem este post do blog In a Lonely Place, apesar de não reflectir na totalidade a minha opinião aproxima-se até certo ponto, pelo menos na utilização da palavra 'seca' (leia-se chato, cansativo e não ressequido e desidratado) como descritiva do filme em questão.
Na altura da estreia de Honra de Cavalaria dirigi-me ao cinema com grandes expectativas, derivadas maioritariamente de uma muito boa recepção do filme por parte da crítica. Vi o filme numa tarde de verão. Achei que era das coisas mais insuportáveis que alguma vez me tinham passado pelos olhos. Agora aprecio bastante o filme e sou capaz de o recomendar a algum amigo, mas que se esclareça uma coisa: há que saber ao que se vai! Quando vi o filme esperava algo completamente diferente, nunca me passou pela cabeça, que fosse possível fazer cinema daquela forma, ausente de qualquer noção do story-telling; ausente de história; sem nada para contar. Um filme onde nada se passa era para mim uma novidade, muito chata, mas curiosa.
Desta vez quando fui ver O Canto dos Pássaros já conhecia o realizador e o seu estilo, já sabia ao que ia, mas no entanto a memória prega destas partidas e queria-me parecer que Honra de Cavalaria não tinha sido assim tão monótono, ver este filme recordou-me. Em certos momentos tive que fechar os olhos durante os quinze segundos, para ver se aguentava mais uma meia hora com alguma atenção.

Verdade seja dita: ambos os filmes são uma autentica seca.
Verdade seja dita: ambos os filmes são experiências cinemáticas revolucionarias e inspiradoras.

Os enquadramentos de Albert Serra são de uma minúcia tal, que tudo o resto parece ser simplesmente acessório, a sua noção de beleza visual é transcendente. Se Deus existir e fizesse um filme, acredito que seria uma coisa muito próxima deste Canto dos Pássaros.
Há uma proximidade nunca antes vista para com a Natureza, uma sensibilidade pelo meio envolvente e uma noção de cinema nunca antes conhecida.
Serra tem um gosto especial pela humanização, se é possível associar aos seus filmes qualquer tipo de emoção; sente-se que há um gosto por trabalhar os mitos, primeiro foi Dom Quixote e o seu súbdito, agora são os 3 Reis Magos e Jesus, todas estas figuras estão alicerçadas numa cultura ocidental comum a todos os indivíduos e Serra brinca com isso, parte do pressuposto (correcto) de que todos conhecemos as histórias, como mais ou menos precisão, e então filma o que teria acontecido entre os capítulos, entre os episódios, mostra as partes chatas da vida (como lhes chamava Hitchcock) mostra um bando de homens bem vestidos a passearem-se pelos desertos, meio perdidos, mostra-os como seres humanos, frágeis, e não como as figuras mitológicas em que se transformaram.
É meu crer que estas experiências estilísticas de Serra já não são cinema, são outro coisa, mais metafórica e poética, menos popular - como todo o cinema devia ser.
Mas isto é só uma opinião.

Les Chanson d'amour - IV

4.15.2009

O Poder das Imagens

Já há alguns meses, aquando da vitória de Obama nas eleições presidenciais americanas, fiz uma 'dissertação' (se assim se lhe podia chamar) sobre a influência, quem sabe tenaz, das imagens como veículo de alteração de mentalidades; através da habituação a uma série como 24, com mais de 6 temporadas na altura, e com a divulgação de uma presidente, tão carismático como era o personagem, para o grande público: teve certamente uma influência decisiva na aceitação do que há alguns anos era o impensável - ou por outro lado, e actualizando a questão, podemos imaginar um presidente, ou 'presidenta' homossexual na casa branca? eu acho que não, pelo menos não na próxima década, lá para 2020 a gente fala.

Iniciando aquilo que me dirigiu a este espaço, há uns bons largos dias, os G20 reuniram-se em Londres: muita pompa, muita circunstância e muitos manifestantes.
Noticia noticiada é coisa passada seria o proverbio que inventaria para argumentar que já estou fora do tempo, mas adiante.
Entre os confrontos entre a policia e os manifestantes, entre presos e feridos houve "somente" um morto, que a polícia na altura alegou não estar relacionado com os casos. Passados uns dias, o Guardian publicou um video de um empresário americano onde se mostrava o individuo -agora morto- a passar frente à coluna policial, sendo empurrado quando se tinha virado de costas para a policia e caindo no chão, batendo com a cabeça no passeio, acidente de que veio a morrer. O homem em questão trabalhava nas redondezas e regressava a casa depois de ter trabalhado na venda de jornais durante todo o dia de protestos, não era portanto um perigo e não houve então qualquer motivo para o derrube.
Curioso é agora que depois da noticia ser descoberta, outra fonte de informação audiovisual surgiu, de onde se vê o acontecimento de um diferente ângulo.
Mais curioso ainda seria, se não fosse tão mórbido, que depois da noticia, iniciou-se um processo de avaliação da situação que já penalizou de alguma forma um dos policias envolvidos e continuando numa onda de curiosidade mórbida que o acontecimento trágico segrega, pois então que comece: o poder das imagens é poderosíssimo (pleonasmos à parte), se não fosse a documentação vídeo de um transeunte, a causa da morte de um homem pacato nunca teria sido esclarecida, a imagem deu dignidade à morte (se isso é possível no caso) do dito senhor; por outro lado é também a imagem que retira a dignidade tantas vezes em casos mais do que óbvios nas revistas cor-de-rosa.
Então a imagem é um malévolo Deus de bondade? Uma figura que tanto tem de bom como de mau?
A imagem não tem qualquer qualidade, a sua utilização é que insere na dita uma quantidade infinita de emoções e características específicas da racionalidade (sé essa palavra não é heresia) humana, o manuseamento da imagem é que a torna dignificante ou não.
Num mundo em que a difusão das novas tecnologias é crescente e quase total (em Portugal existem mais telemóveis que pessoas) a captação de imagens é crescente e no futuro, quem sabe, passaremos a ter zonas smoke free assim como image free, quem sabe? tudo depende de quem e como se manuseiam as imagens.

Les Chanson d'amour - III

4.12.2009

Comentários de um filme politicamente interventivo



The Visitor - O Visitante, título aparentemente natural num filme sobre imigração. Agora, há que dizer que as coisas não são assim tão lineares e é a mestria do realizador e argumentista (o actor) Thomas McCarthy que delineia uma certa ambiguidade logo a partir do título (objecto precioso na introdução de qualquer filme) uma vez que visitante não é só Tarek, mas também é o próprio Walter (estupendo Jenkins) que não só visita a grande cidade, mas principalmente porque ele é o visitante de si mesmo, é aquele que ruma a um ambiente desconhecido e aprende com as novas experiências e é nesta aprendizagem que o filme toma uma vertente quase pedagogica, motiva-nos a lutar a fazer qualquer coisa para combater a injustiça.
The visitor é um dos mais argutos e ácidos comentários sobre a América actual e a sua forma de lidar com uma crescente imigração ilegal. O filme funciona principalmente como um método eficaz de desvendar uma hipocrisia basilar nos EUA.
Ficou-me um plano final em que se foca uma bandeira dos estados unidos no Aeroporto e esta se vai desvanecendo em branco até não haver nada, metáfora para a desfragmentação de um país que se dizia o maior e mais belo Melting pot do mundo, só que agora trata os seus estrangeiros como animais. Basta lembrar o encarceramento em que progressivamente Tarek vai perdendo a alegria de viver que emanava durante todo o filme (o Drum circle é uma cena que rejubila felicidade - a imagem). Outro instante é a viagem de barco em que, em comunhão familiar vêm New York ao longe e admiram a estátua da liberdade; as palavras de Harvey Milk vêm-me à boca (aos dedos) No matter how hard you try, you can never erase those words quando se referia ao que estava escrito na base da estátua de liberdade e na constituição (a parte da constituição pouco interessa agora) interessa sim, o que está escrito na base da dita: Give me your tired, your poor, Your huddled masses yearning to breathe free e no fim desse discruso Milk/Sean diz That is what America is! pena é que a utopia de Milk nunca se tenha construído, porque verdadeiramente ele não era um simples defensor da comunidade gay, Milk é um símbolo de esperança como Luther King ou Ghandi.
Vemos a estátua mais uma vez no filme, num moral dentro da sala de espera da 'prisão'. Tamanha ironia ou nojenta Hipocrisia? Quero acreditar é simplesmente mau gosto de um país que se dizia a terra da liberdade e que comete os mais terríveis ataques à dignidade humana.

No meio de um tão acutilante comentário político, cria-se um terna e maravilhosa história de amor entre duas pessoas massacradas pela vida.

Um filme que tem tudo para agradar e agrada em tudo.

O Salto

Já faz quase um mês que vi The Wrestler e como já tenho referido a minha memória não é das coisas mais seguras da humanidade, daí que o que me lembro do filme são mais flashs e cenas únicas do que um filme que se quer completo e uno, no entanto já na altura tinha tido vontade de escrever sobre duas cenas em particular: a primeira e a última.
A abertura do filme é sem dúvida a melhor que me lembro de ver este ano e das melhores que me lembro (mas é melhor não confiar muito na minha memória), inicia-se o filme com o som dos comentadores de várias batalhas que Ram teve nos seus tempos áureos e vão se vendo recortes de jornal e anúncios, isto durante alguns minutos, aparecendo em conjunto os créditos de abertura, tudo em grande pompa como se fossemos tratar da figura mais proeminente da história do wrestler (e se calhar até vamos), só que depois, tudo fica preto, aparece o nome do realizador e chega o silêncio. Ficamos parados durante alguns segundos. A imagem volta. Temos uma sala de aula para miúdos da pré-primária e um homem semi-nu, vestido em licra e bastante suado sentado numa cadeira ridiculamente pequena, quando comparada com o homem que nela se senta, e ele tosse como se estivesse nos últimos dias da sua vida, morrendo; não lhe vemos a cara e assim continuamos por um bom bocado.
Kubrick tinha num plano (aquele famoso do 2001) passando desde a pré-história a um futuro longínquo, como se nada tivesse passado no meio, passa de um osso a voar para uma nave espacial. Arronofsky não consegue tal proeza, mais aproxima-se, passa de um homem em glória à sua decadência num simples plano e com pouquíssimos minutos de filme como base de sustentação. Isto tem que dizer qualquer coisa sobre o realizador. Diz que é grande. O resto do filme prova isso mesmo. A grandeza do Homem.
No final do filme depois de cenas tão emotivas como o momento em que ele corta a mão, quando joga consola com um miúdo, ou tenta reconquistar a filha, ou bebe um cerveja com a 'amiga', depois de tudo o que constroi um dos melhores filmes deste ano, depois disso, vem 'o' plano do filme, aquele que ficou congelado em cima, a que eu, se tivesse esse poder, chamaria de 'O Salto' e mais uma vez se mostra a grandeza de certos homens (para mim Arronofsky é já um génio - dos pequeninos, mas mesmo assim um génio) quando num plano meio abstracto vemos os pés a saltar das cordas do rink e voarem, supomos nós para cima do oponente. Só quem viu o filme pode perceber a inteligência da circunstância, naquele instante cristalizado na memória, tanto podemos ter a esperança, o salto, a recuperação de um mito em apodrecimento, como podemos ter o seu fim, mesmo que glorioso, final e triste. Um plano pode tanto dar esperança, como castrar as possibilidades de um futuro magnífico. Magnífico é o filme e magnifico é Rourke a quem eu daria de boa vontade o oscar.

Posters do ano - IV

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Taking Woodstock


Photobucket
The Girlfriend Experience


Há algo de hipnótico nestes dois posters

O de cima é o novo filme de Ang Lee (mais virado para a comédia mas de novo a piscar o olho à comunidade homossexual), o de baixo é o novo filme de Soderbergh (a par de The Informant que já aqui abordei faz já algum tempo)

4.10.2009

Semelhanças - XXII

Cabos espetados nas costas de um humano para entrar numa realidade virtual controlada por máquinas malévolas que visam escravizar a humanidade - The matrix

Cabos espetados nas costas de um humano para entrar numa realidade virtual em que controlará, a partir do México, máquinas de construção-civil nos EUA - Sleep Dealer

4 primeiras obras e mais uns pozinhos

Sleep Dealer

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Uma das grandes descobertas de Sundance do ano passado, vencedor no mesmo festival de melhor argumento e vencedor de outros festivais (Berlin international film festival) o prémio para melhor primeira obra, o filme é realizado por Alex Rivera e foi apresentado em Portugal à duas semanas na estreia do canal de televisão sci-fi (não vi mas ainda tenho esperança que venha a estrear em sala).
Ganhou o prémio da amnistia internacional e não era para menos, o filme ficciona um futuro em que para combater a imigração ilegal de mexicanos para os EUA estes trabalham no seu pais de origem controlando máquinas construtoras-civis no pais da liberdade; é sem dúvida uma inteligentíssima parábola sobre um dos mais graves problemas actuais no que respeita os direitos humanos - a imigração ilegal.
O título leva ao site oficial e aqui vão directamente ao trailer no site da apple, peço ainda atenção para o maravilhoso poster.

Moon

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Selecção oficial em competição em sundance este ano e já na altura com agradável recepção por parte da crítica, este filme, também ele de ficção científica e também ele primeira obra é, juntamente com outros, o sinal de que a sci-fi está a voltar e através de produções independentes e super atrevidas.
Este filme vai buscar muita influência a '2001' e trata a história de um astronauta que vai para a lua numa missão de três anos supervisionar a extracção de fonte "actual" de energia limpa do planeta Terra, só que a solidão começa a mexer com a mente do nosso pobre e único protagonista de carne e osso (para alem do computador que o acompanha e das conversas por videoconferência que vai tendo com a família e chefia).
Duncan Jones estreia-se e leva ao extremo Sam Rockweel com Kevin Spacey a dar a voz ao robot, o trailer fica aqui e vale muito a pena, segundo o Tomatometro (só com 8 críticas ainda) o filme tem 100%. (Descobri agora que o Deuxieme acabou de publicar um post sobre este filme, visitem)

Phoebe in Wonderland

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Mais uma obra descoberta em sundance, este filme conta com um cast um tanto ao quanto televisivo e ao que parece é mesmo o elenco que sustenta um filme por vezes incoerente, Elle Fanning (a pequena Daisy de Benjamin Button, uma das miudas em Babel e a filha em I am Sam) que ao que parece está fabulosa, Patricia Calrkson (Green Mile, Pieces of April), Felicity Huffman (a nossa Desperate Housewife, aquela que tem uma pizaria com o marido) e Bill Pullman (recentemente no fraquíssimo Surveillance).
A história é a de uma menina um pouco diferente, que se inscreve para participar numa peça de Alice no pais das maravilhas e da sua relação com o mundo através das personagens da peça.
Fica aqui o trailer.

Tulpan

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Um dos fenómenos do cinema do mundo no ano passado, vencedor do Certain regard em Cannes, nomeado para o prémio descoberta do ano no European film awards e vencedor de uma série de prémios na Índia, São pulo, Tokio, Zurique e Monterreal. Já tem data de estreia para Portugal (14 de maio- daqui a um mês).
Filmado no Cazaquistão (o pais do Borat) é o resultado de uma conjunto de países a trabalhar em comunhão -Alemanha, Polónia, Rússia, o Cazaquistão e Suiça.
O plot é simples e intimista, centra-se numa família de pastores de cabras e ovelhas, tendo como personagem central um dos filhos mais novos.
O trailer fica aqui.

Para além destes filmes, que sendo menos conhecidos merecem mais a minha atenção, quero lembrar os trailers de Cheri (filme de Stephen Frears com Michelle Pfiffer que ao que perece é uma delícia de filme à meneira de Ligações Perigosas), Departures (vencedor do oscar de melhor filme estrangeiro uma comedia dramática que espelha até certo ponto a crise do emprego actual), Rudo y Cursi (filme do irmão de Alfonso Cuaron (Carlos), com os protagonistas de Y tu madre tambien) , Escpatist (thriller da fuga de uma prisão apresentado no Fantas com Brian Cox) Is anibody There? (o Venus deste ano, só que com Michael Cain), Away we go (a dramedy de Sam Mendes) e Where the wild things are? (que toda a gente já viu mas é sempre bom lembrar um realizador como Spike Jonze)