Bicho esquisito de The Wolfman, que podemos conhecer através do trailer 9.19.2009
9.17.2009
[duas pessoas] - João Salaviza
Salaviza, vencedor da Palma de Ouro para melhor curta-metragem por Arena, é um jovem cineasta português que até agora só realizou duas curtas metragens. Sendo que Arena será distribuída comercialmente, juntamente com Taking Woodstock de Ang Lee, a partir do dia de hoje (17 de Setembro), proponho que se veja o primeiro exercício filmado, que Salaviza realizou ainda na ESTC, e que ganhou o prémio para melhor curta portuguesa em Vila do Conde tendo sido seleccionado para um série de festivais internacionais (lista que podem consultar, clicando na hiperligação por cima do vídeo).
Não tendo ainda visto a maravilha que deverá ser Arena, posso apenas pronunciar-me quanto a este trabalho, sendo que devo referir-me à dicotomia (mais do visível) do simples/complexo. Por um lado temos um filme em que apenas uma (de duas) personagens fala, com apenas três linhas de diálogo com meia-dúzia de palavras em cada; por outro lado temos a magnífica prestação de dois actores exímios, que conseguem extravasar toda uma humanidade e emocionalidade sem falar.
Mas as dicotomias não se ficam por aqui, o singular/plural, isto é, a forma como um quarto representa o mundo ou como dois indivíduos sem nome representam todos os avanços e recuos que formam a teia das relações humanas. Um filme de gestos. Coisa rara num cinema cada vez mais televisivo (A esperança está onde menos se espera e Second Life são bons exemplos disso) que vive primordialmente de diálogos (normalmente mal escritos) e de interpretações óbvias (mesmo vindas de actores de grande gabarito). Por oposição [duas pessoas] vive de uma encenação em profundidade exímia, de uma elipse na mesma proporção e de uma sinceridade na encenação de actores (coisa que ao que parece é comum na obra mais recente de Salaviza).
O pouco cinema de Salaviza já nos mostrou que gosta de arquétipos, indivíduos sem nome que na sua singularidade representam o mundo inteiro, mostrou-nos ainda que consegue dar a conhecer a história completa da vida dos seus personagens apenas com um enquadramento, apenas com um relance (quando a mulher bate à porta e entra com o casaco de peles em pose, está tudo dito).
Enfim: espero que esteja para breve a minha visualização de Arena e espero também que estejam para breve os próximos trabalhos de Salaviza.
9.16.2009
Are All Men Created Equal ?
Este ano o incauto espectador, poderá cair em desgraça, uma vez que se estreiam, quase simultâneamente, três filmes com grande proximidade no que diz respeito ao título: A Single Man, A Serious Man e Solitary Man. Os três usam a palavra 'man', e adjectivam-na com uma palavra começada por 's' (ainda para mais com significado semelhante - sozinho e solitário). Mas as semelhanças continuam:
No primeiro caso (A Single Man) trata-se de um dos filmes pelo qual mais anseio; Tom Ford, estilista por 10 anos da marca Gucci, decidiu escrever, dirigir e produzir um filme (depois de participações no guarda-roupa do último 007 ou em Limits of Control, entre outros). Ford, que é assumidamente homossexual, decidiu adaptar um romance de Christopher Isherwood, sobre um homem (professor de Inglês) que depois da morte do seu companheiro de 16 anos tenta superar o luto iniciando uma relação com uma vizinha, tudo ambientado nos anos 50. Colin Firth (que ganhou agora em Veneza o prémio para melhor interpretação masculina com este filme) protagoniza, auxiliado de Julianne Moore. O Trailer aconselha-se, mais que tudo, pela poesia inerente e pela coragem de não deslindar o que quer que seja da história.
A Serious Man é a nova película dos irmãos Coen, que depois de No Country for old men e Burn After Reading, subiram imenso a parada, o que quer dizer que este pode muito bem vir a ser uma pequena desilusão, no enanto o trailer indica o contrário: a perversão dos dois irmãos cineastas continua; quando um trailer usa como banda sonora uma cabeça a ser esmurrada contra uma parede e a frase 'we are going to be fine', é sinal de que tudo vai pelo melhor. Com Michael Stuhlbarg a tomar o papel principal de um homem (professor de Física) que vê a vida andar para trás quando a sua mulher se divorcia dele, o irmão vem viver para sua casa, a filha lhe rouba dinheiro para uma operação plástica, cartas ameaçadoras começam a surgir, um aluno oferece-lhe um suborno para passar de ano, acusando-o de difamação quando este recusa e claro está (a semelhança com o título anterior) a vizinha do lado começa a atirar-se a ele. Uma comédia negra, como seria de esperar dos irmãos, instalada nos anos 60.
Quanto a Solitary Man pouco há a dizer, uma vez que pouco se conhece, o filme será apresentado este ano em Toronto e Tribeca. Realizado por um dupla (não de irmãos) Brian Koppelman e David Levien (realizadores de Knockaround Guys em português Criminosos à solta e argumentistas de Soderberg em Ocean's 13 e The Girlfriend Experience). Com Jesse Eisenberg, Michael Douglas, Danny DeVito, Susan Sarandon e Mary-Louise Parker. Ao que parece a trama trata também de um homem (um magnata da industria automóvel) que vê a sua vida ir pelo cano. Ainda não há trailer.
A par destes três, temos ainda o documentário Transcendent Man sobre o futuro tecnológico do ser humano, um outro documetário sobre o ambiente, No Impact Man. Quanto à ficção, já estreram este ano a comédia I Love you, Man e recentemente The Other Man, o novo filme de Richard Eyre. Por estrear estão duas comédias-românticas-familiares-indie, One Good Man - sobre um bispo Mormon e as suas dificuldades em coordenar o trabalho com a vida pessoal e The Answer Man sobre um homem que escreveu um livro sobre as suas conversas com Deus e desde então se tornou descrente.
No primeiro caso (A Single Man) trata-se de um dos filmes pelo qual mais anseio; Tom Ford, estilista por 10 anos da marca Gucci, decidiu escrever, dirigir e produzir um filme (depois de participações no guarda-roupa do último 007 ou em Limits of Control, entre outros). Ford, que é assumidamente homossexual, decidiu adaptar um romance de Christopher Isherwood, sobre um homem (professor de Inglês) que depois da morte do seu companheiro de 16 anos tenta superar o luto iniciando uma relação com uma vizinha, tudo ambientado nos anos 50. Colin Firth (que ganhou agora em Veneza o prémio para melhor interpretação masculina com este filme) protagoniza, auxiliado de Julianne Moore. O Trailer aconselha-se, mais que tudo, pela poesia inerente e pela coragem de não deslindar o que quer que seja da história.
A Serious Man é a nova película dos irmãos Coen, que depois de No Country for old men e Burn After Reading, subiram imenso a parada, o que quer dizer que este pode muito bem vir a ser uma pequena desilusão, no enanto o trailer indica o contrário: a perversão dos dois irmãos cineastas continua; quando um trailer usa como banda sonora uma cabeça a ser esmurrada contra uma parede e a frase 'we are going to be fine', é sinal de que tudo vai pelo melhor. Com Michael Stuhlbarg a tomar o papel principal de um homem (professor de Física) que vê a vida andar para trás quando a sua mulher se divorcia dele, o irmão vem viver para sua casa, a filha lhe rouba dinheiro para uma operação plástica, cartas ameaçadoras começam a surgir, um aluno oferece-lhe um suborno para passar de ano, acusando-o de difamação quando este recusa e claro está (a semelhança com o título anterior) a vizinha do lado começa a atirar-se a ele. Uma comédia negra, como seria de esperar dos irmãos, instalada nos anos 60.Quanto a Solitary Man pouco há a dizer, uma vez que pouco se conhece, o filme será apresentado este ano em Toronto e Tribeca. Realizado por um dupla (não de irmãos) Brian Koppelman e David Levien (realizadores de Knockaround Guys em português Criminosos à solta e argumentistas de Soderberg em Ocean's 13 e The Girlfriend Experience). Com Jesse Eisenberg, Michael Douglas, Danny DeVito, Susan Sarandon e Mary-Louise Parker. Ao que parece a trama trata também de um homem (um magnata da industria automóvel) que vê a sua vida ir pelo cano. Ainda não há trailer.
A par destes três, temos ainda o documentário Transcendent Man sobre o futuro tecnológico do ser humano, um outro documetário sobre o ambiente, No Impact Man. Quanto à ficção, já estreram este ano a comédia I Love you, Man e recentemente The Other Man, o novo filme de Richard Eyre. Por estrear estão duas comédias-românticas-familiares-indie, One Good Man - sobre um bispo Mormon e as suas dificuldades em coordenar o trabalho com a vida pessoal e The Answer Man sobre um homem que escreveu um livro sobre as suas conversas com Deus e desde então se tornou descrente.
9.15.2009
O que ficou de Veneza
Depois dos prognósticos: os diagnósticos.
Acabado o Festival de Veneza percebemos que:
Acabado o Festival de Veneza percebemos que:- Herzog está em mais do que forma, apresentando dois filmes em competição (Bad Lieutenant e My son, my son, what have you done?), assim como Brillante Mendoza, que depois de ter ganho o prémio para a realização este ano em Cannes, apresenta novo filme em Veneza - Lola
- O cinema italiano continua a ter mais parra que uva (desde 1998 que um filme italiano não ganha o festival), sendo que Báaria tem tudo em quantidade menos a qualidade, Il grande sogno é ainda muito politicamente correcto (uma vez que é produzido por uma das produtoras de Barlusconi assim como Báaria). Não esquecer La Doppia Ora e Lo Spazio Bianco que são exemplos de cinema conspurcado pela televisão, sem defeitos, mas também sem virtudes.
- Quem sabe, sabe. E os americanos sabem. Michael Moore apresentou Capitalism: A love story, Todd Solondz apresentou uma derivação de Happiness - Life During Wartime, de Herzog (que já é mais americano que Alemão) já se falou, Romero não desiludiu e Tom Ford surpreendeu tudo e todos com um melodrama lento e frio, fechado hermeticamente no seu mundo, A single Man. Ainda pela americanidade não esquecer The man who stare at goats.
- Mas a americanidade nem sempre é coisa que se cheire, The Informant (Soderberg parece não estar ao nivel) e The Road de John Hillcoat parece morninho.
- Política foi tema de combate, The informant parece feito directamente para a crise, Capitalism não parece, é-o. O novo de Oliver Stone, South of the border não fica atrás no que respeita a polémica, pateado e apupado.
- Mas mais do que tudo, este foi um festival do médio-oriente, Lebanon de Samuel Maoz, Women without Men (na imagem) de Shirin Neshat, Tehroun de Nader T. Homayoun, Green Days de Hana Makhmalbaf, The Traveller de Ahmed Maher e Soul Kitchen de Faith Akin. O primeiro sobre a guerra entre israel e o Libano, o segundo sobre o golpe de Estado, para o qual juntaram esforços o xá e a CIA, que derrubou o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh, ou seja, aquele que foi o último momento de democracia no país, o terceiro sobre os bairros de lata do Teerão, o quarto é um documentário sobre a candidatura presidencial de Mir-Hossein Mousavi, o quinto é um filme sobre um homem, em três dias da sua vida, cada um separado por cerca de 20 anos e por último é um filme que a única ligação que tem àquela parte do globo é o realizador, Alemão de origem Turca.
- África também bateu o pé através do White Materials de Calire Denis que põem a branquinha Isabel Huppert no meio dos conflitos africanos, ou ainda Between Two Worlds, que parece coisa doutro mundo, filme como torrente, coisa de oralidade filmada.
- Fica ainda a atenção redobrada para Lourdes, Accident e Mr Nobody.
- Rivette passou ao lado!
9.14.2009
Cinema Português em Marcha: O Anexo
Nos seis capítulos apresentados anteriormente (1, 2, 3, 4, 5 e 6), dei a conhecer 15 filmes portugueses (organizados por ordem crescente de interesse) e mais três co-produções estrangeiras.
Agora tomei conhecimento de mais dois filmes já terminados ou em fase de pos-produção que estrearão em breve: Cinerama de Inês Oliveira e Efeitos Secundários de Paulo Rebelo.
Cinerama é uma primeira obra de Inês Oliveira, realizadora da multi-premiada curta O Nome e o N.I.M. (Vison Globale, Grande Prémio do Festival de Angers, Melhor curta portuguesa em Vila do Conde, Prémio Revelação no 7º Festival Luso-Brasileiro), que agora se estreia nas longas com a produção da Clap filmes de Paulo Branco. Diogo Dória, Ricardo Aibéu e Sofia Marques constituem os protagonistas do filme que estará presente na secção competitiva para novos realizadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, sendo que a estreia se prevê para 2010. Depois do suicídio de um amigo, um conjunto de amigos querem que a empresa onde o amigo trabalhava assuma a sua responsabilidade pelo acontecimento, num gesto desesperado raptam o director da dita empresa; ao que parece a história não é linear e tudo se passa num mundo alternativo, por exemplo os estafetas da empresa em vez de entregarem as encomendas numa carrinha, fazem 'parkour' (fica aqui o depoimento do grupo de 'traceurs' que participou no filme como estafetas e ainda um vídeo disponibilizado pelo mesmo grupo com algumas cenas da rodagem).
Efeitos Secundários é também a primeira Longa de Paulo Rebelo, argumentista de O Fantasma e Odete, assim como o montador desses dois filmes de João Pedro Rodrigues, assim como de Terra Sonâmbula. Este é um filme apoiado pelo ICA e pela RTP e produzido pela C.R.I.M. (Christine Reeh e Isabel Machado são as fundadoras, às quais se juntou Joana Ferreira), para a qual este projecto também é a primeira longa, sendo que o filme era para estrear em 2008 e isso só virá a acontecer em 2010. O filme conta com as participações de Nuno Lopes, Maria João Luís e Rita Martins. A trama gira em volta de uma mulher, cabeleireira, viúva e solitária, que passa a vida a ajudar os animais abandonados (podem consultar a escola de cães - Azeicão - donde o cão-actor do filme vem, analisando o curriculum do snow-ball, na imagem), quando um dia decide ajudar um miúda (abandonada) seropositiva, deste evento criam-se uma série de complicações ajudadas pela romance com um pescador. No Making Of Europa, podemos ver um vídeo da rodagem, uma entrevista com o realizador, outra com a produtora, uma com a directora de fotografia e ainda duas com Nuno Lopes e Maria João Luís. Podem ainda ler uma entrevista ao realizador do Notícias do Norte onde nos é explicado que da mesma forma como Fassbinder transpôs Tudo o que o céu permite para Munique em O Medo come a Alma, Rebelo propôs-se a passar o filme de Sirk para a Costa da Caparica onde foi inteiramente filmado. O filme também foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A banda sonora está a cargo da jovem banda 'Os Tornados'.
Agora tomei conhecimento de mais dois filmes já terminados ou em fase de pos-produção que estrearão em breve: Cinerama de Inês Oliveira e Efeitos Secundários de Paulo Rebelo.
Cinerama é uma primeira obra de Inês Oliveira, realizadora da multi-premiada curta O Nome e o N.I.M. (Vison Globale, Grande Prémio do Festival de Angers, Melhor curta portuguesa em Vila do Conde, Prémio Revelação no 7º Festival Luso-Brasileiro), que agora se estreia nas longas com a produção da Clap filmes de Paulo Branco. Diogo Dória, Ricardo Aibéu e Sofia Marques constituem os protagonistas do filme que estará presente na secção competitiva para novos realizadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, sendo que a estreia se prevê para 2010. Depois do suicídio de um amigo, um conjunto de amigos querem que a empresa onde o amigo trabalhava assuma a sua responsabilidade pelo acontecimento, num gesto desesperado raptam o director da dita empresa; ao que parece a história não é linear e tudo se passa num mundo alternativo, por exemplo os estafetas da empresa em vez de entregarem as encomendas numa carrinha, fazem 'parkour' (fica aqui o depoimento do grupo de 'traceurs' que participou no filme como estafetas e ainda um vídeo disponibilizado pelo mesmo grupo com algumas cenas da rodagem).
Efeitos Secundários é também a primeira Longa de Paulo Rebelo, argumentista de O Fantasma e Odete, assim como o montador desses dois filmes de João Pedro Rodrigues, assim como de Terra Sonâmbula. Este é um filme apoiado pelo ICA e pela RTP e produzido pela C.R.I.M. (Christine Reeh e Isabel Machado são as fundadoras, às quais se juntou Joana Ferreira), para a qual este projecto também é a primeira longa, sendo que o filme era para estrear em 2008 e isso só virá a acontecer em 2010. O filme conta com as participações de Nuno Lopes, Maria João Luís e Rita Martins. A trama gira em volta de uma mulher, cabeleireira, viúva e solitária, que passa a vida a ajudar os animais abandonados (podem consultar a escola de cães - Azeicão - donde o cão-actor do filme vem, analisando o curriculum do snow-ball, na imagem), quando um dia decide ajudar um miúda (abandonada) seropositiva, deste evento criam-se uma série de complicações ajudadas pela romance com um pescador. No Making Of Europa, podemos ver um vídeo da rodagem, uma entrevista com o realizador, outra com a produtora, uma com a directora de fotografia e ainda duas com Nuno Lopes e Maria João Luís. Podem ainda ler uma entrevista ao realizador do Notícias do Norte onde nos é explicado que da mesma forma como Fassbinder transpôs Tudo o que o céu permite para Munique em O Medo come a Alma, Rebelo propôs-se a passar o filme de Sirk para a Costa da Caparica onde foi inteiramente filmado. O filme também foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A banda sonora está a cargo da jovem banda 'Os Tornados'.
9.11.2009
9.08.2009
9.04.2009
To(ro)nto Fi(l)m (F)estival 2009
Toronto Funciona como resumo do ano cinematográfico, ali juntam-se tudo o que é filme e tudo o que é realizador para exibir os filmes que (na grande maioria dos casos) estiveram presentes nos três grandes festivais (Cannes, Veneza e Berlinale), assim como algumas excentricidades de Sundance. Mas verdade seja dita, o que os filmes procuram neste festival é visibilidade para o mercado americano, ganharem uma distribuidora internacional ou saltarem (com um empurrão) para a corrida aos Oscars. De seguida fica um lista com os filmes sonantes deste ano (sendo que engrandeci aqueles que mais interesse me despertaram e reduzi os que não tiveram esse efeito) onde os títulos conduzem a trailers ou excertos, quando existentes, podem ainda consultar a lista completa no sitio oficial.
Os Portugueses:
- Agora - Amenábar (Veneza)
Antichrist - Lars Von Trier (Cannes - filme escândalo do ano)
Bad Lieutenant - Herzog (Veneza - 'remake' do homónimo de Abel Ferrara)
- Baaria - Tornatore (Veneza - filme abertura)
- Between Two Worlds - Vimukthi Jayasundara (Veneza)
- Bright Star - Jane Campion (Cannes)
- Los Abrazos Rotos - Almodovar (Cannes - estreia dia 10)
- The Boys are Back - Scott Hicks
- Cairo Time - Ruba Nadda
- Capitalism: A Love Story - Michael Moore (Veneza)
- Chloe - Egoyan
- City of life and death - Lu Chuan (Veneza)
- Coco Chanel & Igor Stravinsky - Jan Koune (Cannes - o outro filme sobre Chanel deste ano)
- Creation - Jon Amiel (filme sobre Darwin)
- Cracks - Jordan Scott
- The Damned United - Tom Hooper
- Daybreakers - Michael Spierig e Peter Spierig
- Defendor - Peter Stebbings
- Les Derniers jours du monde - Jean-Marie Larrieu, Arnaud Larrieu
- Dorian Gray - Oliver Parker
- An Education - Lone Scherfig (Sundance)
- Enter the Void - Gaspar Noé (Cannes)
- Fish Tank - Andrea Arnold (Cannes)
- Survival of the dead - Romero (Veneza)
- Get Low - Aaron Schneider
Gigante - Adrián Biniez (Berlin - Urso de Ouro)
- Hadewijch - Bruno Dumont
- The happiest girl in the world - Radu Jude (Berlin/indie)
- The House of Branching Love - Mika Kaurismäki
Les Hebes Folles - Resnais (Cannes - Prémio Carreira)
- The Hole - Joe Dante (Veneza)
- The Imaginarium of doctor Parnassus - Gilliam (Cannes - o último filme de Heath Ledger)
- The Informant - Soderberg
- The Invention of Lying - Gervais (primeiro filme em que Gervais dirige)
- Io, Don Giovanni - Carlos Saura
- The young Victoria - Jean-Marc Vallée
- Jennifer's Body - Karyn Kusama
- The Last Waltz - Scorsese (o documentário que Scorsese fez este ano sobre o último tour de The Band)
- Leaves of Grass - Tim Blake Nelson
- Lebanon - Samuel Maoz (Veneza)
- Life during Wartime - Solondz (Veneza)
- London River - Rachid Bouchareb (Berlin - prémio de interpretação masculina)
- Lourdes - Jessica Hausner (Veneza)
- Mao's Last Dancer - Bruce Beresford
- Max Manus - Joachim Roenning & Espen Sandberg
- The Man Who Stare at Goats - Grant Heslov
- Moloch Tropical - Raoul Peck
- Mother - Bong Joon-ho (Cannes - do realizador de The Host)
My Son, My Son, What Have You Done - Herzog (o outro filme de ficção de Herzog este ano, aquele de 'terror' filmado em digital com produção de Lynch)
- Ondine - Neil Jordan
- Partir - Catherine Corsini
- Police, Adjective - Porumboiu (Cannes)
- Precious: Based on the novel Push by Sapphire - Lee Daniels (Sundance - vencedor do prémio do público e do júri)
- The Private lives of Pippa Lee - Rebecca Miller
Un Prophete - Jacques Audiard (Cannes - Grande prémio do júri)
- Rec2 - Jaume Balagueró e Paco Plaza (Veneza)
- A Serious Man - Coen
- She, a Chinese - Guo Xiaolu (Leopardo de Ouro)
- A Single Man - Tom Ford (Veneza - Tom Ford é o criador da Gucci)
- Soul Kitchen - Faith Akin (Veneza - do realizador de O Outro Lado)
- Spring Fever - Lou Ye (Cannes - um dos vencedores deste ano, filme proibido na China, sobre uma relação homosexual)
- Solitary Man - Brian Koppelman & David Levien
- Scheherazade Tell Me a Story - Yousry Nasrallah
- Stop Making Sense - Jonathan Demme
The Time that remains - Suleiman (Cannes)
- Up in the air - Jason Reitman (do realizador de Juno)
- Valhalla Rising - Nicolas Winding Refn
- Vengeance - Johnnie To (Cannes)
- Vincere - Marco Bellocchio (Cannes - sobre a mulher de Mussolini)
- Visage - Tsai Ming-liang (Cannes)
- The Vintner’s Luck - Niki Caro
- Women without men - Shirin Neshat (Veneza)
- Whip It - Drew Barrymore
- White Materials - Claire Denis (Veneza)
Das Weibe Band - Haneke (Cannes - Palma de Ouro)
- Youth in Revolt - Miguel Arteta
Os Portugueses:
- Morrer Como um Homem - João Pedro Rodrigues (Cannes)
- Singularidades de uma Rapariga loira - Oliveira (Berlin)
- (curta) Cordão Verde - Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres
- Douro, Faina Fluvial - Oliveira
9.01.2009
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