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8.04.2010
Cinema Português em Marcha: 23/23 - Conclusão
Chegados ao fim, o que tenho para acrescentar são mais comentários que ideias desenvolvidas:
1. Felicitar João Nicolau por ter conseguido a apuração para a secção Horizonti do Festival de Veneza (assim como Oliveira que leva ao mesmo festival a curta Painéis de São Vicente de Fora, visão poética)
2. Felicitar também Raoul Ruiz por ter chegado a Toronto
3. Houve uma série de filme que não entraram na lista, não por motivos de qualidade, mas sim por insuficiência de informação nos meios da Internet, fica aqui uma lista de não-presenças: Onde Está a Felicidade? de Alberto Seixas Santos, A Regra de Joaquim Sapinho, Inimigo Sem Rosto (este, que do nada, apareceu com data de estreia para amanhã) de José Farinha, Bazar de Patrícia Plattner, No Meu Lugar de Eduardo Valente, assim como co-produções, como O Voo do Flamingo (do qual já tinha falado no ano passado) ou A Republica de Mininus.
4. A propósito de falta de informação, tenho a dizer que embora haja raras excepções como a produtora Ukbar, BlackMaria e Clap (a Som e a Fúria assim como Persona Non Grata não são más de todo), a generalidade das produtoras nacionais, não fornece qualquer informação sobre os seus filmes, sendo mesmo a ausência de um sítio oficial uma triste vulgaridade. Por outro lado há que louvar o trabalho do ICA com o seu catálogo anual de filmes que é quase sempre muito completo.
5. Para terminar, só mesmo com mais filmes, aqueles que só podemos esperar a partir do ano que vem, eles são: Cisne de Teresa Villaverde, Red Cross de Hugo Vieira da Silva, O Naufrago de João Figueiras, Rosto de Victor Gonçalves, As Linhas de Torres de Luís Filipe Rocha, Em Segunda Mão de Catarina Ruivo, Aurora de Miguel Gomes, Margarida de Licínio Azevedo e Gelo de Luís Galvão Teles.
Para o ano há mais [que isto é trabalho para burro].
8.03.2010
Cinema Português em Marcha - 22/23 (Curtas e Docs)
Para começar há que explicar que se a informação sobre as longas já é escassa, para as curtas (e documentários) é absolutamente inexistente, daí que daqui sairá apenas uma lista de títulos a tomar em consideração.
Curtas:
Manhã de Santo António de João Pedro Rodrigues (o brilhante realizador de O Fantasma e de curtas como Parabéns! e China China)
Canção da Manhã de Cláudia Varejão (a realizadora das curtas, Um dia Frio e Fim-de-Semana)
Voodoo e Mercúrio de Sandro Aguliar (realizador da longa, A Zona e de curtas como Corpo e Meio; Voodoo esteve no Indie e Mercúrio em Vila do Conde)
Na Escola de Jorge Cramez (realizador da maravilhosa longa, O Capacete Dourado)
Senhor X de Gonçalo Galvão Teles (realizador de Antes de amanhã)
Vicky and Sam de Nuno Rocha (realizador da curta 3x3 que ganhou o prémio Zon que incluia um ano de estudos nos Estados Unidos de onde surgiu este trabalho)
Os Olhos do Farol de Pedro Serrazina (realizador de Estória do gato e da lua)
Pickpocket de João Figueiras (realizador de Paisagem Urbana com Rapariga e Avião, mas que é o produtor do mais recente trabalho de Pedro Caldas)
Nenhum Nome de Gonçalo Waddington (primeira obra para o conhecido actor)
[Rafa seria o próximo trabalho de João Salavisa, mas segundo o próprio, o seu seguinte projecto é já uma longa]
Docs:
48 de Susana de Sousa Dias (vencedor do Festival Cinéma du Réel)
A casa que eu quero de Joana Frazão e Raquel Marques (presente no segundo Doc_Europa)
A Cidade dos Mortos de Sérgio Trefaut (do realizador de Lisboetas)
100 Mil Cigarros de Pedro Costa (do consagrada realizador de Casa de Lava, No Quarto de Wanda, Juventude em Marcha e do documentário Ne Change Rien)
José & Pilar de Miguel Gonçalves Mendes (filme de abertura do DocLisboa deste ano)
Sem Companhia de João Trabulo (produtor de Fantasia Lusitana do Canijo e Tebas do Rodrigo Areias)
Pelas Sombras de Catarina Mourão (Vencedor do prémio do Público no último Indie)
A Última vez que vi Macau de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (ambos os realizadores tinham rodado a curta China, China já sobre a comunidade asiática de Lisboa)
Lisboa Domiciliaria de Marta Pessoa (realizadora da curta Dia de Feira)
Guerra ou Paz de Rui Simões (realizador de documentários como os 'clássicos' Bom Povo Português e Deus Pátria Autoridade e o recente Ilha da Cova da Moura)
Singificado - A musica Portuguesa se gostasse dela própria de Tiago Pereira (o único que vi e sobre o qual escrevi aqui)
Curtas:
Manhã de Santo António de João Pedro Rodrigues (o brilhante realizador de O Fantasma e de curtas como Parabéns! e China China)
Canção da Manhã de Cláudia Varejão (a realizadora das curtas, Um dia Frio e Fim-de-Semana)
Voodoo e Mercúrio de Sandro Aguliar (realizador da longa, A Zona e de curtas como Corpo e Meio; Voodoo esteve no Indie e Mercúrio em Vila do Conde)
Na Escola de Jorge Cramez (realizador da maravilhosa longa, O Capacete Dourado)
Senhor X de Gonçalo Galvão Teles (realizador de Antes de amanhã)
Vicky and Sam de Nuno Rocha (realizador da curta 3x3 que ganhou o prémio Zon que incluia um ano de estudos nos Estados Unidos de onde surgiu este trabalho)
Os Olhos do Farol de Pedro Serrazina (realizador de Estória do gato e da lua)
Pickpocket de João Figueiras (realizador de Paisagem Urbana com Rapariga e Avião, mas que é o produtor do mais recente trabalho de Pedro Caldas)
Nenhum Nome de Gonçalo Waddington (primeira obra para o conhecido actor)
[Rafa seria o próximo trabalho de João Salavisa, mas segundo o próprio, o seu seguinte projecto é já uma longa]
Docs:
48 de Susana de Sousa Dias (vencedor do Festival Cinéma du Réel)
A casa que eu quero de Joana Frazão e Raquel Marques (presente no segundo Doc_Europa)
A Cidade dos Mortos de Sérgio Trefaut (do realizador de Lisboetas)
100 Mil Cigarros de Pedro Costa (do consagrada realizador de Casa de Lava, No Quarto de Wanda, Juventude em Marcha e do documentário Ne Change Rien)
José & Pilar de Miguel Gonçalves Mendes (filme de abertura do DocLisboa deste ano)
Sem Companhia de João Trabulo (produtor de Fantasia Lusitana do Canijo e Tebas do Rodrigo Areias)
Pelas Sombras de Catarina Mourão (Vencedor do prémio do Público no último Indie)
A Última vez que vi Macau de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (ambos os realizadores tinham rodado a curta China, China já sobre a comunidade asiática de Lisboa)
Lisboa Domiciliaria de Marta Pessoa (realizadora da curta Dia de Feira)
Guerra ou Paz de Rui Simões (realizador de documentários como os 'clássicos' Bom Povo Português e Deus Pátria Autoridade e o recente Ilha da Cova da Moura)
Singificado - A musica Portuguesa se gostasse dela própria de Tiago Pereira (o único que vi e sobre o qual escrevi aqui)
8.02.2010
Cinema português em Marcha - 21/23
1# Embargo. O filme português mais antecipado do ano está previsto para estrear a 30 de Setembro; no King Triplex já estão afixados posters e o trailer já passa nas salas. O filme foi apresentado em Janeiro no Fantas (faltava à data o trabalho do som) sendo que ficou pronto em Abril deste ano, passados mais de 6 meses não só a informação abunda (FaceBook, Twitter, IOL, JN, Diário de Coimbra, Rua de Baixo) como o mercado estrangeiro começa a olhar para o filme com curiosidade (o Twitch film fez um artigo sobre o filme, comparando-o aos filmes dos Coen); aconselho a visita ao sitio oficial, ao contrário da maioria dos projectos nacionais este é deveras completo, traduzido em várias línguas, com vídeos, galerias de fotos, biografias dos envolvidos, entre outros. [e já agora o sítio da produtora].Este filme tem uma série de pontos positivos, a começar pelo facto de receber do estado um minúsculo apoio destinado a uma curta (43 mil euros, comparando com os 700 mil euros do último filme do Oliveira), tem um orçamento total de uns míseros 250 mil euros (o dinheiro vem em parte de Espanha pela Vaca Filmes e do Brasil pela Diler & Associados e claro está, Portugal pela Persona non grata Pictures e pela Zed Filmes) e a sua produtora não está nem em Lisboa nem no Porto, descentranlizando os centros de produção nacional para Coimbra (mais propriamente Cernache). Além disto, este é um filme realizado por António Ferreira que depois da longa (para televisão que acabou por passar positivamente nos cinemas) Esquece tudo o que te disse e da multi-premiada curta (que também passou em sala) Deus não quis - maravilhosa se me é permitido frisar, tem agora a sua segunda longa adaptada de um conto de Saramago, projecto que vem elaborando desde os tempos de estudante e que com a greve dos camionistas em 2008 lhe pareceu ser mais actual que nunca.
A história de Saramago é curtíssima, por isso a longa será algo mais complexo; a descrição oficial apresenta-nos um homem, Nuno (Filipe Costa) que inventa uma máquina que revolucionará a industria do calçado, só que fá-lo numa crise petrolífera quando por algum motivo estranho se sente incapacitado de sair do seu carro. [Podem ver o trailer e o teaser]
Podem ainda ver uma visita à rodagem feita pela equipa do Fotograma, ver uma extensa entrevista de meia hora (em três episódios, 1,2,3), ler uma entrevista com o realizador para o ípsilon, uma crítica da Visão e ainda ver o videocilp de uma música que J. P. Simões fez para para o filme.
8.01.2010
Cinema Português em Marcha - 20/23
2# A Espada e a Rosa, é um filme de família (no sentido sanguíneo e cinematográfico - Som e a Fúria, a produtora), realizado e escrito por João Nicolau, realizador de Rapace e Canção de Amor e Saúde (que tem um cameo de Miguel Gomes), curtas de vencedoras de Vila do Conde e presentes em Cannes, co-escrito pela sua irmã Mariana Ricardo (argumentista do Aquele querido mês de Agosto de Gomes), produzido por Sandro Aguilar, realizador de curtas como Corpo e Meio ou mais recentemente Voodoo e da longa A Zona onde Nicolau aparece como actor, assim como já tinha aparecido na primeira longa de Gomes, A cara que mereces. O filme conta com actores como Hugo Leitão e Manuel Mesquita ambos de Rapace e dois veteranos: Luis Miguel Sintra e José Mário Branco.A presença de José Mário Branco não deve ser surpresa, uma vez que o filme aparece no IMDB como um musical de aventuras, conta a história de um rapaz da Lisboa moderna que um dia decide abandonar o seu trabalho de free-lancer e lançar-se à aventura pelos mares numa caravela pirata do século XV (Caravela Vera Cruz), onde no meio de umas desavenças se perderá algo muito importante e que dará o mote para uma busca ao longo do filme: "A partir daí é um desenrolar de aventuras, com reféns, com mapas, para recuperar essa substância. No fundo é uma interpretação autobiográfica do princípio do universo [risos]".
O filme contou com o apoio do ICA para primeiras obras no valor de 500 mil euros, subsídio que foi atribuído com os últimos filmes de Joaquim Leitão, Marco Martins que estrearam recentemente, deste modo espera-se para breve a estreia, uma vez que se sabe estar já pronto, uma vez que foi apresentado no Marché du Film em Cannes. Podem ainda consultar a página do filme no sítio da produtora ou ver estas imagens da rodagem.
7.31.2010
Cinema Português em Marcha - 19/23
3# Guerra Civil, é a primeira longa de Pedro Caldas e o único dos 22 filmes que já vi (no Indie, numa sessão com a presença do realizador), assim sendo, para este já não tenho expectativas, no entanto, por ter gostado tanto filme, só vejo que haja mais dois filmes com potencialidades de superar a magnífica experiência que é assistir à projecção deste filme.Caldas é um realizador que conhecemos de curtas como Pedido de Emprego ou Um Roupão Vermelho Sangue, mas antes de se dedicar à realização, foi técnico de som em filmes como O Sangue de Pedro Costa e Corte de Cabelo do Sapinho.
Pois bem, a história resume-se assim: um rapaz na sua adolescência (no início dos anos 80 com a guerra do Líbano a passar na televisão), passa as férias numa casa de praia com a mãe (e um pai ausente), uns vizinhos e amigos vivem perto e têm uma filha pela qual o rapaz desenvolve uma atracção maioritariamente sexual, essa rapariga será a última hipótese de resgatar o rapaz de uma existência apática.
O que é maravilhoso neste filme é a forma como se desenvolve uma família desconchavada, com uma mulher sedenta da felicidade (sexual), um marido ausente, apesar de bem intencionado e um filho que vive da forma das coisas, que vagueia pelo mato e ouve Joy Division, entre outros; mas o mais extraordinário é como Caldas cria por um lado uma depressão asfixiante em pleno Verão, por outro o realismo que dá ao movimentos, ao gestos, às interacções familiares (há um plano de um revista a ser sacudida da areia da praia que não me sai da memória, ou o beber do leite pela garrafa, ou um jantar silencioso; contemplativo é se calhar a melhor palavra, mas nunca realista no sentido estrito).
Podem ler a crítica da Visão, do Rascunho, um artigo do ípsilon, a sinopse do indie (onde ganhou o prémio para melhor longa nacional) e algumas imagens do filme passadas no Câmara Clara, aconselho ainda a visita ao sítio da Black Maria, a produtora do filme e relembro que o filme esteve presente em Cannes no Marché du Film.
7.30.2010
Cinema Português em Marcha - 18/23
4# O Estranho Caso de Angélica é de todos os 22 filmes aquele que menos apresentações precisa: último filme do mestre Oliveira, presente em Cannes abrindo a secção Un Certain Regard, este é um projecto de há quase 60 anos, escrito em 1952, depois de Aniki-Bobó e antes de O Pintor e a Cidade, este foi a primeira vez que Oliveira pediu ajuda ao SNI (o organismo de propaganda do Estado Novo), de lá nada veio nem dinheiro nem reposta ("Uma história como esta não tinha nada que agradasse ao regime. Não lhe servia, nem do ponto de vista político, nem como distracção para o povo (...). Angélica passava certamente por um projecto niilista. O argumento deve ter-lhes parecido a denúncia velada de um governo totalitário que cortava as asas à liberdade"); passados estes anos todos o ICA, o Ministério da Cultura e a RTP financiam o projecto com 700 mil euros, sendo que o orçamento total está nos 2 milhões (produzido entre Portugal, Espanha e França pelas produtoras Les Films de l'Après-Midi, Eddie Saeta S.A., Filmes do Tejo, Lusomundo).O argumento é baseado num episódio vivido por Oliveira quando numa viagem de fim-de-semana foi chamado a meio da noite para ir a casa de uma prima que estava a morrer, pediram-lhe que com a sua câmara fotográfica Leica fotografasse a jovem (no entanto, como nos explica Oliveira nesta entrevista, a foto ficou ligeiramente desfocada dando a sensação que a alma da rapariga se libertava do seu corpo). Deste episódio surge um jovem fotografo judeu (Ricardo Trêpa) fotografa uma jovem morta chamada angélica (Pilar López de Ayala, que podem ver nesta conferencia de imprensa em Cannes juntamente com Oliveira ), só que no momento da fotografia, através da objectiva Angélica parece ganhar vida sorrindo para a máquina, depois desse episódio o espírito da morta atormenta o jovem. O filme é tido como actual com carros modernos, mas os guarda-roupas são dos anos 40, conta ainda com Luis Miguel Cintra, Isabel Ruth e Leonor Silveira.
Podem ainda ler uma crítica ao filme (do Ípsilon) que inclui um vídeo da estreia mundial do filme.
7.29.2010
Cinema Português em Marcha - 17/23
5# Sangue do meu Sangue; falar deste filme é falar da situação actual de contenção, uma vez que esta foi a primeira e mais visível consequência da redução de 20% do PIDDAC e da redução dos apoios do ICA em 10% para todos os contractos de 2010, pois à sexta semana de rodagem (e com mais duas em falta) o terceiro pagamento do ICA (no valor de 100 mil euros) não chegou e a Midas viu-se obrigada a interromper a rodagem e deixar em águas de bacalhau 46 profissionais entre actores e técnicos. [nos últimos tempos, pelas notícias que ouvi, pareceu-me que a retoactividade dos cortes foi deixada, assim sendo só novos contractos terão o dito corte de 10%, deste modo estou em crer que a rodagem continuará]João Canijo, o realizador de Noite Escura, Sapatos Vermelhos, Mal Nascida, Ganhar a Vida e Fantasia Lusitana, tem neste filme um projecto com mais de dois anos, escrito em 2008, o argumento foi ensaiado com os actores nessa altura e desde então vem sendo re-escrito e re-ensaiado, o filme conta com uns habitués de Canijo, Rita Blanco, Anabela Moereira e Fernando Luís, assim como Nuno Lopes e Rafael Morais. Tudo se passa no Bairro Padre Cruz (numa casa cedida pela GEBALIS), uma família pobre ("Pareceu-me uma evidência que num meio social onde a luta pela sobrevivência ocupa o tempo todo, não há reflexão consciente sobre os sentimentos, não há uma elaboração intelectual. Donde, os sentimentos saem de uma maneira mais visceral. Daí a escolha da classe social, de um bairro suburbano" ) composta por uma mãe (de dois filhos) e sua irmã, uma é cozinheira e outra cabeleireira, a filha estuda enfermagem e trabalha como caixa e o filho é um traficante de pequena monta, tudo se complica quando a filha se apaixona por um professor (podem ler a sinopse completa no blog do filme).
"Canijo explica que o projecto inicial era um díptico: dois filmes ligados [Sangue do meu Sangue, Sangue da minha Alma], cada um centrado em diferentes elementos da família do subúrbio - um na relação mãe e filha, outro na relação tia e sobrinho (Anabela Moreira e Rafael Marques). No final, uma montagem dos dois filmes resultaria numa série de televisão de quatro episódios. A proposta foi apresentada à RTP, que nunca respondeu, e ao FICA (Fundo de Investimento do Cinema e Audiovisual), que está deficitário, devido a problemas de gestão. Por falta de investimento, o realizador abandonou a ideia."
Podem ainda ver estas imagens da rodagem e ver a reportagem do Janela Indiscreta [a partir do 15º minuto].
7.28.2010
Cinema Português em Marcha - 16/23
6# Olhos Vermelhos é o filme que marca o regresso de um dos nomes sonantes do novo cinema português (novo em 1963 quando estreou Os Verdes Anos), Paulo Rocha. Este é um filme puzzle, como nos informa uma longa reportagem do ípsilon nas filmagens, que retrata aspectos da vida do realizador desde a sua infância à actualidade. Uma co-produção Luso-brasileira com Isabel Ruth e Márcia Breia, filmado em Ovar, Arouca e Porto, que se prevê estar pronto no Outono. A história conta com um casal formado por uma portuguesa convertida ao islamismo e um iraquiano, uma professora que investe numa fábrica de calçado, e um conjunto de camponeses de há dois séculos (que serão os antepassados de Rocha), sendo que as histórias de alguma forma vão desembocar na aldeia onde nasceu o pai do realizador (interpretado por Chandra Malatitsch enquanto novo e o actor brasileiro Lima Duarte quando mais velho).Produzido pela Gafanha Filmes, este filme recebeu o apoio do ICA (no valor de 600 mil euros) em 2008 conjuntamente com o Religiosa Portuguesa e Duas mulheres (estreados este ano), assim sendo espera-se para breve a estreia.
7.27.2010
Cinema Português em Marcha - 15/23
7# Trans-Europa é a primeira aventura na ficção do Franco-Português Brasileiro Sérgio Trefaut, realizador de Lisboetas (melhor filme nacional de 2004 no Indie), que se mantém no tema da emigração, mas agora pelos desempenhos de Maria de Medeiros (que foi colega de liceu de Trefaut) e Isabel Ruth; a história é inspirada na experiência da professora de russo do realizador, mulher ucraniana, que em 1998, vem passar o natal com o marido senegalês, ambos médicos, que trabalha em Portugal na construção civil, só que por uma série de mal entendidos, ninguém fala russo e a mulher não fala português, acaba por ficar retida no aeroporto durante mais de 36 horas até ser obrigada a embarcar para um país que não o seu (Rússia) em Business Class (era para ser este o título original), pagando do seu bolso a viagem.O filme foi rodado maioritariamente em Serpa, localidade querida de Trefaut, onde se organiza o Doc's Kingdom e que providenciou estadia, alimentação, transporte e acesso aos edifícios da câmara para as filmagens. Grande parte do aeroporto é de facto a biblioteca municipal de Serpa, que por ser um edifício novo, minimalista, branco, quase asséptico, era o ideal para o realizador, que tenta criar um ambiente em que tudo o que é externo às personagens seja reduzido, para que as emoções venham ao de cima mais puras; segundo o próprio realizador, as fotografias de Richard Avedon, nomeadamente o livro In The American West, foram as maiores influências estéticas.
Com um director de fotografia Brasileiro (Edgar Moura - Jaime, A Outra Margem), Maria de Medeiros que fala seis línguas e teve que aprender russo para este papel, Makena Diop que faz de marido, Lyubyy Mekhaylo que já vinha de Lisboetas, a multicultaralidade é uma marca forte que artigo da visão evidencia.
"É um filme que tenta mostrar como todas as personagens que vivem dentro de uma rotina e convencidas de que estão certas, às vezes, sendo até muito simpáticas, podem destruir a vida de outras pessoas. Sem consciência e apenas pela obediência ao ritmo dos outros, às hierarquias e às funções"; estas são as palavras de Trefaut em relação à inspectora da polícia, papel desempenhado por Isabel Ruth.
Fica ainda um artigo do Alentejo Popular e uma reportagem do Expresso que inclui um vídeo com cenas da rodagem.
7.26.2010
Cinema Português em Marcha - 14/23
8# Operação Outono, é o novo filme de Bruno de Almeida (IMDB, Wiki), realizador de The Loverbirds, Amália - Uma estranha forma de vida, Bobby Cassidy. Para começar há que avisar que este filme é, dos 22 aqui apresentados, aquele cuja presença faz menos sentido, uma vez que o filme recebeu o apoio do ICA (no valor de 600 mil euros) muito recentemente e ainda está apenas da fase de pre-produção, não há rodagem, fotografias, actores, nem página no IMDB, este filme para todos os casos ainda não existe e no entanto é um dos mais antecipados pelo que aqui se assina.Espera-se que as filmagens se iniciem ainda este ano (em Dezembro), mas o realizador avisou logo que :"Vai demorar os anos que forem precisos, não tenho pressa, porque em Portugal não há muitos filmes com estas características", ainda por cima, prevê-se que para além de Portugal o filme passe por Espanha, Argélia, Marrocos, França e Itália.
O filme basear-se-à no livro de Frederico Delgado Rosa, Humberto Delgado - Biografia do General Sem Medo, e retratará a candidatura do Humberto Delgado durante o regime Salazarista e o consequente assassinato por parte da PIDE em Espanha e respectiva investigação no pós-25 de Abril. Antecipa-se um Thriller político, produzido pela Alfama Films de Paulo Branco; a estreia está prevista para o Outono de 2011.
7.25.2010
Cinema Português em Marcha - 13/23
9# Efeitos Secundários é também a primeira Longa de Paulo Rebelo, argumentista de O Fantasma e Odete, assim como o montador desses dois filmes de João Pedro Rodrigues, assim como de Terra Sonâmbula. Este é um filme apoiado pelo ICA e pela RTP e produzido pela C.R.I.M. (Christine Reeh e Isabel Machado são as fundadoras, às quais se juntou Joana Ferreira), para a qual este projecto também é a primeira longa, sendo que o filme era para estrear em 2008 e isso só virá a acontecer em 2010. O filme conta com as participações de Nuno Lopes, Maria João Luís e Rita Martins. A trama gira em volta de uma mulher, cabeleireira, viúva e solitária, que passa a vida a ajudar os animais abandonados (podem consultar a escola de cães - Azeicão - donde o cão-actor do filme vem, analisando o curriculum do snow-ball, na imagem), quando um dia decide ajudar um miúda (abandonada) seropositiva, deste evento criam-se uma série de complicações ajudadas pela romance com um pescador. No Making Of Europa, podemos ver um vídeo da rodagem, uma entrevista com o realizador, outra com a produtora, uma com a directora de fotografia e ainda duas com Nuno Lopes e Maria João Luís. Podem ainda ler uma entrevista ao realizador do Notícias do Norte onde nos é explicado que da mesma forma como Fassbinder transpôs Tudo o que o céu permite para Munique em O Medo come a Alma, Rebelo propôs-se a passar o filme de Sirk para a Costa da Caparica onde foi inteiramente filmado. O filme também foi seleccionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A banda sonora está a cargo da jovem banda 'Os Tornados'.Podem consultar a página do facebook do filme e descobrir que este já foi seleccionado para o New York International Independent Film and Video Festival, 8º Festival de Cinema da União Europeia, 28º Festival Cinematográfico Internacional do Uruguai e o Bergamo Film Meeting.
7.24.2010
Cinema Português em Marcha - 12/23
10# América, mas porque razão chamar América a um filme sobre Portugal? Pois bem: Portugal é a América dos pobres, o El dorado que acaba por ser um embuste, um sítio onde ficam presos aqueles que buscavam liberdade. Realizado pelo estreante João Nuno Pinto (vindo da publicidade), este é um projecto que já conta com 6 anos, adaptação de um guião de Luísa Gomes Costa, que conta uma história dramática e irónica sobre um Portugal de imigrantes. Com os portugueses Ivo Canelas, Fernando Luis, Raul Solnado (sendo este o seu último trabalho em cinema) e Dinarte Branco, a russa Chulpan Khamatova, a espanhola María Barranco e o brasileiro Cassiano Carneiro, a banda sonora está entregue aos Dead Combo e a Fotografia a Carlos Lopes (Alice). Filmado na Cova do Vapor, este é uma co-produção (com orçamento de 1.4 milhões) portuguesa (Filmes Fundo, Garage filmes e Ukbar filmes), espanhola (Morena Films, produtora de Che), brasileira (Dezanove) e russa (Urubus e 2Plan2), apoiada pelo ICA, pela RTP, pelo programa IBERmedia, pela ANCINE, pelo ICAA. Podem visitar a rodagem (iniciada no Novembro de 2008) com este vídeo do Fotograma, ou ainda assistir ao casting dos actores chineses do filme.A história tem como personagem principal Victor (vigarista burlão) que vive com uma jovem russa, até que uma jovem andaluz chega ao seu bairro, por não ser capaz de escolher uma das meninas, junta-as debaixo do mesmo tecto com o seu filho de seis anos, há de aparecer mais uma rapariga de leste e tudo se complicará quando Victor tentará um negócio na falsificação de documentos para os emigrantes.
7.23.2010
Cinema Português em Marcha - 11/23
11# 15 Pontos na Alma é o primeiro filme do realizador Vicente Alves do Ó, que depois de conhecer pela reportagem do fotograma, me parece um senhor com um ego maior do que é habitual no cinema português e que provocará polémica (diz que já está farto de filmes sobre pobrezinhos), argumentista de Kiss me, Os Imortais e Assalto ao Santa Maria. O seu filme retratará a elite lisboeta (os ditos elegantes) e as suas vidas que não são ausentes de sofrimento. Um filme que se fortalece na fotografia cuidada, nos decors ricos e no guarda roupa 'glamourouso', com a participação de Rita Loureiro e João Reis nos principais papeis, Ivo Canelas, Dália Carmo, Ana Moreira e Rui Morrison em papeis mais secundários. Podem seguir os dias de rodagem (que acabaram em Março do ano passado) no blog do realizador: Desejo e Destino.Produzido pela Filmes do Fundo com apoios do ICA, MC e RTP, o filme trata de uma Simone que conhece o amor da sua vida momentos antes deste tentar suicidar-se e da relação que daí se estabelece. Podem consultar a página do FaceBook do filme e ver este, este ou este teaser.
7.22.2010
Cinema Português em Marcha - 10/23
12# Perdida Mente/ Paixão, dois filmes e Margarida Gil, realizador de filmes como O Anjo da guarda (seleccionada para a competição no Fantas de 1999) ou Rosa Negra (seleccionado para a competição do festival de Locarno em 1992).Perdida Mente (trailer) é uma longa curta (media-metragem seria o melhor nome), filme de 63 minutos, foi o vencedor de melhor argumento original no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Independente de Nova Iorque (artigo do Correio do Minho), o que levou a que o filme estreasse em Portugal numa sessão da cinemateca (acompanhado de O Espelho Lento de Solveig Nordlund, as duas realizadoras são a fundadoras da produtora Âmbar Filmes, cujo blog podem seguir aqui). Este filme era para ser uma curta metragem, mas acabou por se prolongar, conta a história de uma pai com uma doença mental incapacitante e da filha que tenta tudo por tudo para fixar o pai à terra e evitar a progressão da doença; nas palavras da realizadora: "É um filme sobre alguém que começa a perder o pé (...) ele não sabe onde está, o que quer é a forma das coisas; é esse momento que o filme trata". Podem ver uma entrevista com a realizadora para o Cinemax (os primeiros 5 minutos) onde se visita a rodagem do Paixão, mas que depois desemboca no Perdida Mente.
Quanto a Paixão podem ver a reportagem anterior ou a do Janela Indiscreta (a partir do 18º minuto). Este é um filme sobre uma mulher (Ana Brandão), cantora que aprisiona um escritor novo (Carloto Cotta) e em cativeiro alimenta-se da sua beleza, só que depois perde-se a noção de quem está preso e quem aprisiona.
A realizadora comparou as duas obras, dizendo que se Paixão era uma sinfonia, Perdida Mente era um quarteto de cordas
7.21.2010
Cinema Português em Marcha - 9/23
13# Filme do Desassossego é a adaptação do Livro do Desassossego de Bernardo Soares (compilação de textos deste que é um dos (semi)heterónimos de Fernando Pessoa), o projecto está nas mão de João Botelho, realizador de filmes como Tráfico, A Mulher que acreditava ser Presidente dos Estados Unidos, Quem és tu?, O fatalista, Um adeus Português, Corrupção (não creditado), A Corte do Norte e Conversa Acabada, este último (sua primeira ficção) era já sobre Pessoa, quase 30 anos depois Botelho volta a um dos ícones da Portugalidade.O ano passado aquando na comemoração dos 120 anos do nascimento de Pessoa, Conversa Acabada foi editado em DVD e anunciou-se este filme, que meses mais tarde ganharia o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, monetário (200 mil euros) e logístico, podem ver um vídeo da assinatura do protocolo com participação de Inês Pedrosa (directora da Casa Fernando Pessoa), do produtor Alexandre Oliveira e do Realizador, assim como do presidente da câmara António Costa.
Botelho justificou-se na realização deste filme com três ideias do livro, uma sobre a luz (a luz que ilumina os sapatos das pessoas deve ser a mesma que ilumina as caras dos santos), sobre o tempo (o tempo no cinema é como nos sonhos, nunca é o tempo real) e por fim sobre a necessidade de ler em voz alta o livro do desassossego para compreender toda a sua essência.
Produzido pela Ar de Filmes (podem visitar o sitio oficial do filme com uma nota de intenção, um sinopse, imagens, informação sobre a produtora, sobre Botelho e sobre Pessoa) com a apoio da Câmara de Lisboa e do ICA. Ficam aqui uma série de fotos da rodagem e uma reportagem.
Prevê-se que estreie nos finais de Outubro deste ano.
7.20.2010
Cinema Português em Marcha - 8/23
14# Águas Mil foi o filme português que esteve quer na secção de competição nacional, quer internacional da edição do indie de 2009 (antes desta estreia nacional, tinha já passado em Roterdão), realizado por Ivo Ferreira que faz com este filme a sua segunda longa (depois de Em volta), retrata o pos-25 de Abril de 74 abordando os acontecimentos que ficaram escondido pela euforia e alegria de uma revolução tão marcante para Portugal. O artigo do publico aborda o tema e explica que a trama trata de um jovem, na actualidade, que busca pelo pai desaparecido aquando da revolução, pelas palavras do autor "Essa fatia da história foi eclipsada. A Revolução dos Cravos foi uma grande festa que deu uma grande ressaca, e eu queria saber o que se construiu depois disso". Com Gonçalo Waddington no principal papel. Fica aqui o site oficial com um pequeno trailer, entrevista ao realizador e fotografias do filmes, assim como a conta do Twitter do filme e uma reportagem da SIC aquando das filmagens da manifestação anual na Avenida da Liberdade.Produzido pela Filmes do Tejo II com dinheiros do ICA, MC e RTP, foi rodado no Alentejo, em Espanha na zona de Almeria, em Vila Real de Santo António, na Costa da Caparica e em Lisboa.
O filem era suposto ter estreado em sala pouco depois da passagem pelo indie, passou um ano, mais um 25 de Abril e ainda nada, se calhar só para o próximo.
7.19.2010
Cinema Português em Marcha - 7/23
15# Mistérios de Lisboa é uma hiper-produção no valor de 2.5 milhões de euros, produzida por Paulo Branco numa co-produção da Alfama Films, Clap Films, RTP e ARTE, com apoios do ICA, da Câmara de Lisboa e Sintra e do Media Programme, realizado por Raoul Ruiz e com um elenco de mais de 55 actores maioritariamente portugueses (apesar de algumas presenças francesas), filmado em França, Itália, Brasil e claro está Portugal. O produto final será uma série (de 3 episódios de 90 minutos ou 6 episódios de 60, as fontes contradizem-se) que passará no final de 2011 na televisão estatal e mais cedo na ARTE, assim como uma longa metragem de cinema de mais de 4 horas e meia que se espera que seja seleccionada para Cannes e que estreará antes da versão televisiva.Despachada esta parte, passemos ao que mais interessa, adaptado do romance homónimo de Camilo Castelo Branco, conta-se um romance de cordel com uma senhora num romance impossível que perde o amante e fica sem o filho bebé, encontrando-o anos mais tarde. O que poderá trazer a atenção a este filme, não será o elenco televisivo (Adriano Luz, Maria João Bastos, Rui Morisson, Joana de Veronna, Carloto Cotta, Sofia Aparício, Catarina Wallenstein, Marco d'Almeida, Dinarte Branco, ...), mas sim o realizador chileno, presença habitual dos festivais, apesar de nos últimos dez anos não ter nunca sido agraciado pela crítica (1,2,3).
O que me dá alguma esperança é a crítica que o Les Inrocks fez do filme, o dito foi projectado para uma plateia de luxo com nomes como Cristophe Honoré, Catherine Deneuve, Isabelle Huppert e Fanny Ardant (todos amigos de Paulo Branco), que juntamente com a crítica viram o filme, o resultado ao que parece é encantador, para os que sabem francês, aqui fica.
Podem ler o artigo do Destak, consultar o sitio oficial, o blog da rodagem com dúzias de fotografias, uma reportagem da RTP, outra do Só Visto ou estes episódios da rodagem.
7.18.2010
Cinema Português em Marcha - 6/23
16# Assalto ao Santa Maria/ O Cônsul de Bordéus, estes são os novos filmes de Francisco Manso, homem que desperta controvérsia, realizador de filmes de época como A Ilha dos Escravos e O Último Condenado à Morte, que sempre recebeu pelos filmes que realizou apoios do ICA, sem que, no entanto, os seus filmes tivessem sucesso em festivais, por parte da crítica ou por parte do público. Então porque razão se continua a apoiar o seu cinema?Quanto ao primeiro, retrata-se um episódio histórico marcante da mitologia recente portuguesa, ou seja, quando Henrique Galvão ocupou um dos mais prestigiados paquetes turísticos portugueses na Venezuela e daí deu a conhecer ao mundo a opressão do regime Salazarista e Franquista. Com Carlos Paulo como Galvão, Leonor Seixas, Pedro Cunha e Victor Norte. Fica aqui uma visita às filmagens em Viana do Castelo (no navio/museu Gil Eannes ancorando em Viana do castelo onde toda a rodagem decorreu) pelo Fotograma e aqui outra semelhante. Produzido pela Take 2000 com apoios do ICA, MC, FICA, RTP e TVGaliza.
O segundo é co-dirigido com João Correa (um dos argumentistas) e tem como figura história o diplomata Aristides de Sousa Mendes, aquele que salvou milhares de judeus falsificando documentos para que estes pudessem fugir aos nazis. Também com Victor Norte, o filme teve rodagem em Outubro do ano passado. As noticias são por demais (Público, JN, IOL, CM, Câmara Municipal de Viana do Castelo, Mundo Português).Orçamentado em 3 milhões de euros (vindos do ICA, RTP, MC, ICAA, IBERMedia e produzido pela Take 2000), usando mais de 1200 figurantes, filmado em Viana do Castelo, Bordéus e na fronteira entre França e Espanha, esta é uma grande produção que deveria já ter estreado, para assinalar em Junho os 70 anos do episódio retratado.
7.17.2010
Cinema Português em Marcha - 5/23
17# O Barão, novo filme de Edgar Pêra, realizador na área do vídeo com filmes como A Janela (nomeado para uma série de Globos de ouro incluindo melhor filme) e Homem Teatro ambos seleccionados para o festival de Locarno, Movimentos Perpétuos (melhor longa portuguesa, prémio do público e melhor fotografia no Indie) ou Rio Turvo adaptado de um livro de Branquinho da Fonseca e seleccionado para o Indie e Fantas. [Podem consultar a filmografia do realizador, o seu canal do youtube ou na BlipTv, nos quais podem ver excertos e algumas curtas].O Barão é também uma adaptação de Branquinho da Fonseca, de um conto homónimo e de outro, O Involuntário; a adaptação é de Luisa Costa Gomes e o filme conta com 900 mil euros para (sempre em estúdio, o que é raro no cinema português) contar a história de um inspector que vem investigar os estranhos comportamentos de uma professora e é arrastado para os domicílios do Barão, homem poderoso da zona. A descrição dá a entender uma obra surrealista com tunas e rituais dionisíacos.
Produzido pela Cinemate com apoios do ICA e da RTP, foi filmado em Setembro da ano passado, o filme conta com Nuno Melo no papel de Barão. A antena 1 fez uma reportagem que podem ouvir aqui, assim como o DN.
7.16.2010
Cinema Português em Marcha - 4/23
18# Contraluz é um filme todo filmado nos Estados Unidos com Joaquim de Almeida, uma menina da televisão americana, Skyler Day, outro menino do mesmo sítio, Scott Bailey; todo falado em inglês que retrata um futuro em que a humanidade está prestes a extinguir-se.Faz uns meses, quando António Feio esteve em grandes dificuldades, como foi sabido, fez este vídeo, um pequeno comentário ao trailer que havia circulado na Internet, promovendo o filme que já tinha visto (o que indica que já está pronto), desde então, um videoclip dos Santos e Pecadores com imagens do filmes foi também publicado; Lema é o nome da música que será o tema do filme (cuja banda sonora é do mesmo compositor de Amália - Nuno Maló). Podem ainda consultar o sitio oficial aqui e ver o novo e mais extenso trailer.
Fernando Fragata é um realizador cujo trabalho se enquadra perfeitamente neste filme, quer Sorte Nula, quer Pulsação Zero eram filmes que pretensão a serem filmes de acção (fica aqui uma compilação de cenas de filmes dele), agora, nos States ele tem a oportunidade de fazer isso, mas com meios; produzido pela sua companhia Virtual Audiovisuais e pela Signature Entertainment.
Está previsto que o filme estreie no próximo dia 22 de Julho.
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